[18+] Fotos de mulheres nuas e falácias de argumentação: maio foi foda

  • Nossos atuais Mecenas:
  • Selo jockey

Maio foi um mês foda.

Eu sei que falo isso todo mês, mas sério: maio foi diferente dos outros meses. Adotamos internamente novos procedimentos para levar os artigos até vocês, leitores. E consiste na leitura multifocal dos textos – em miúdos, mais de um editor faz a leitura do mesmo texto, sugere mudanças, corta, cola, pesquisa, conversa com o autor. E isso se reflete na qualidade do nosso conteúdo – e em números: em maio, tivemos 300 mil visitas a mais que em abril. 

Dos 79 artigos publicados em maio, estes foram os 10 mais lidos:

1. Fotos fakes: a falsificação de imagens e de contextos, por  (108.938 visitas)

Modos de mascarar, inclusive, mortes e crimes foram utilizados na manipulação de fotos. Como o caso do comissário do partido soviético Nikolai Yezhov. Ele foi executado pela polícia secreta em 1940. Na segunda foto publicada na época, Nikolai simplesmente desapareceu da imagem oficial ao lado de Stálin, presidente da antiga União Soviética. O comissário havia sido acusado de incompetência para desvio sexual e traição.

2. Como fotografar uma mulher nua, por  (55.649 visitas)

Fotos de mulheres nuas e falácias de argumentação: maio foi foda

Tenha bom senso nas poses: vale empinar a bundinha? Vale pôr o dedinho na boca? Vale tudo? Não vou dizer que vale tudo. Mas vou repetir mais uma vez: “pense no clima”. Se o clima é suave, não coloque-a em poses mais vulgares.

3. [+18] Fetiches sórdidos que as mulheres não tem coragem de pedir, por  (54.294 visitas)

Há muita mal-comida por aí e também mulheres que têm problemas em aceitar a própria sexualidade, ou que levam tabus da sociedade pra cama. Se você começar a se enroscar com uma mulher de sexualidade mal-resolvida, vai ter complicações por um bom tempo. Isso se o sexo não for uma prioridade pra você.

4. “Não cometerás nenhuma dessas 24 falácias lógicas”, por  (42.232 visitas)

Agora, quando falamos “construção e exposição de raciocínio ou argumentação“, isso pode ficar parecendo uma coisa meio séria, sisuda, de professor de filosofia ou discussões inflamadas entre ateus e crentes na internet. Mas a verdade é que fazemos isso o tempo todo. As lógicas são o próprio esqueleto que torna as linguagens (dos idiomas à matemática, passando, e muito, por tecnologia da informação) possíveis.

5. Todas as relações são abertas, por  (38.602 visitas)

O que nos mantém ligados uns aos outros é a conexão estabelecida, que independe, inclusive, de estar ou não fisicamente com a pessoa. Podemos estar disponíveis para outros estando com um parceiro, como podemos estar menos disponíveis a outros apenas pela ligação com alguém com quem sequer namoramos. Podemos estar disponíveis mas não chegarmos às vias de fato, como podemos chegar às vias de fato estando com outro parceiro sem que isso afete essa conexão afetiva. As variações são tantas que podemos dizer que vivemos em constante suruba e monogamia ao mesmo tempo, por liberdade original, e mudar o rumo e a forma de se relacionar a qualquer momento, mesmo que tenhamos feitos acordos, contratos, promessas.

6. Cinema pornô no centro de São Paulo, a Sodoma underground, por  (33.341 visitas)

Fotos de mulheres nuas e falácias de argumentação: maio foi foda

Os olhos vão se adaptando a pouca luminosidade e comecei a enxergar a sombra de alguns dos espectadores. Na parte central da sala, um homem acaricia as partes íntimas de outro, que já está quase deitado. Duas garotas de programa circulam pela sala, aparentemente oferecendo-se para a minúscula plateia. Uma delas se aproxima, veste um top e uma saia do tamanho de uma toalha de rosto. A moça para e diz: “Quer fazer um programa?”. “Não, obrigado”. Ela segue para o próximo possível cliente. Enquanto isso, no filme, ator e atriz já estão completamente nus.

7. Carolina Dieckmann sofreu um furto e você está consumindo o produto do crime, por  (27.193 visitas)

Um mínimo de ética, um pudor primordial, uma empatia básica pela vítima simplesmente me impede de usufruir do fruto de um crime, de me aproveitar da desgraça de outra pessoa. Não conheço Carolina Dieckmann . Não acompanho sua carreira. Não tenho simpatia por ela. Mas teria vergonha de ver essas fotos. Não compraria o anel sujo de sangue.

8. Carta de quem teve a intimidade exposta, por  (25.469 visitas)

No que essa foto minha cagando/trepando/chupando/sendo enrabado(a)/seja lá o que for, é diferente de você? É essa sua bunda, seu pau, sua buceta, seus peitos, sua cara – com outros personagens, apenas. Mas tão humano quanto.

9. [+18] Os pelinhos de uma atriz pornô equilibram as loucuras do universo, por  (19.482 visitas)

Fotos de mulheres nuas e falácias de argumentação: maio foi foda

Dani é uma safada por natureza. Está sempre com aquele sorriso tarado na boquinha, sempre com amigas deliciosas, se esbaldando em peitos, em sessões de fotos com a bundinha empinada, lambendo as amiguinhas, rindo alto enquanto tira uma foto no teatro com mais uma meia dúzia de companheirazinhas de trabalho – todas, claro, mostrando seios apetitosos – faz closes, com seu iPhone, de quando está molhadinha, pronta pra gravar, com aquela linha úmida entre a sua vagina e um de seus dedinhos mais atentados.

10. Como identificar um psicopata, por  (18.642 visitas)

O psicopata, tão temido e tido como a culpa de todos os males do mundo, anda entre nós e pode muito bem ser o seu amigo de infância, seu irmão, sua tia ou namorada. Esse tipo de pessoa não vem com tarja preta na cara e nem com código de barras danificado. É bem possível que adore o seu amigo psicopata e, às vezes, até entre em roubadas por influência dele. É aquele cara que faz trapalhadas, exagera e perde a mão, quase como você. Ou melhor, pode ser você.

A ESCOLHA DO EDITOR: Por que os homens deveriam ler mais ficção?, por 

Alguns textos merecem ser publicados, mesmo que não sejam inéditos. Gustavo de Santana, leitor do PdH e membro da Cabana, traduziu para consumo próprio e dos demais colegas cabaneiros o artigo "", escrito por Brett McKay para o Art of Manliness. Ele submeteu o texto ao PdH apenas para apreciação (afinal, gostamos de ler tudo, mesmo aquilo que eventualmente não acabe publicado aqui) e vimos no artigo algo bem interessante: homens estão lendo menos ficção, e isso não é nada bom. Ou seja, tínhamos que publicar o alerta de Brett. Como temos uma boa relação de parceria com o AoM, pedimos autorização para o autor do original e publicamos a tradução de Gustavo. Fizemos isso porque acreditamos que a mensagem do artigo é maior do que a necessidade de ineditismo.

Embora muitos homens venham acumulando um monte de livros para ler, há chances de que essa pilha seja composta primariamente por tomos de não-ficção. Por volta dos últimos 20 anos, a indústria editorial observou um declínio acentuado no número de homens lendo ficção. Alguns relatórios mostram que, atualmente, homens constituem apenas 20% dos leitores do gênero nos EUA.
Há várias razões para homens não lerem ficção nos dias de hoje. Talvez eles tiveram uma má experiência com ficção no ensino médio e juraram que nunca mais leriam um romance novamente enquanto estivessem vivos. É possível que o cérebro masculino seja naturalmente mais propenso à natureza mais direta e factual da não-ficção. E há quem sugira que os homens estão compensando suas leituras de ficção nos muitos – e excelentes – livros narrativos que saíram na última década (como The Rise of Theodore Roosevelt e No Ar Rarefeito).

E vocês? O que mais gostaram neste mês?


publicado em 05 de Junho de 2012, 07:10
306630efef00bf9858a8dca1aababcdd?s=130

Rodolfo Viana

É jornalista. Torce para o Marília Atlético Clube. Gosta quando tira a carta “Conquiste 24 territórios à sua escolha, com pelo menos dois exércitos em cada”. Curte tocar Kenny G fazendo sons com a boca. Já fez brotar um pé de feijão de um pote com algodão. Tem 1,75 de miopia. Bebe para passar o tempo. [Twitter | Facebook]

Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há oito anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

Sugestões de leitura