Chão, chão!

Sabe o que uma mulher de verdade sente quando escuta funk?

  • Nossos atuais Mecenas:
  • Selo jockey

Vamo baixar o nível? Então vamo. Até o chão!

Eu gosto de o que as pessoas chamam de “música boa”, é o que eu ouço a maior parte do tempo em casa ou no iPod. Vou a shows, faço coletâneas pros amigos, essa coisa toda. Mas não tem nada que me deixe tão sexualmente excitada quanto funk. Funk carioca. Tá, a música é ruim, as letras são péssimas, é só putaria, e blá blá blá. Foda-se. É disso que eu gosto pra trepar.

E eu gosto é daquele tipo de funk. Os piores. “Bota tudo e faz gostoso”, “E vai rolar o adultério”, “Faça os movimentos que a porra vai na boca” e “Eu dou pra quem eu quiser que a porra da buceta é minha”. Desse (baixo) nível. São os melhores.

funk-carioca
"Fazer amor" fica pra depois, pra turminha Johnsons & Johnson

Não gosto nem de ouvir essas coisas quando tou em ambientes públicos, porque me deixa mesmo bastante empolgada. Claro que não é assim, ouvi e quero dar instantaneamente. Mas se eu ouvir com concentração, prestando atenção à batida, ao ritmo, à letra… Putz. Já fico me imaginando em cima de um idiota gatinho qualquer pra fazer no ritmo da música. Por cima, claro, porque essas coisas de “ritmo da música” só tem graça pra quem é o ativo da situação. E o melhor jeito de mulher ser “ativa” é ficando por cima do cara.

Nestes dias de abstinência, ouvir funk é um problema. Este post, por exemplo, está sendo escrito ao som disso aqui:

mtg - Aquecimento a pedido

(com pouca letra, pra quem acha que ouvir a Tati gritando “não gosto de piru pequeno” é broxante)

E eu não acho nada humilhante a tal coisa do funk de chamar mulher de cachorra, safada e sei-lá-mais-o-que. Mentira, acho sim. Acho péssimo que aquelas meninas de bunda grande fiquem rindo e rebolando enquanto o MC Catra canta “o meu boneco duro é assim”; sinto vergonha alheia. Mas eu acho super tranquilo que os MCs cantem seus versinhos sem explorar mulher-fruta nenhuma. Pô, fala sério, e que mulher que não gosta de um tapinha na bunda e um “cachorra” falado ao pé do ouvido na hora do sexo?

Ok, realmente há quem não goste. Mas é hipocrisia falar mal do funk e dar a bundinha a tapa pro namorado em casa. Acho ainda pior homem que tem pegada, que sabe fazer e gosta de uma boa foda, mas com a namorada é só papai-e-mamãe. Porque é a namoradinha, né? Futura mãe dos filhos e coisa e tal… Isso é que é homem machista, não o funkeiro chamando de “cadela preparada”. E de idiota machista eu quero distância.

As letras de putaria são ótimas, ainda mais pra mim, que adoro dirty talk, mas mesmo só essa batida… Hummm… Só a batida já empolga! Fala sééério, moleque!

O mais triste de tudo é que eu nunca dei pra ninguém ouvindo funk. Primeiro porque eu tenho vergonha de sugerir isso pra quem eu mal conheço. E as pessoas pra quem eu sugeri negaram terminantemente. Preciso de um carioca funkeiro AGORA no meu quarto. Pra foder o resto da tarde e depois mandar embora. Porque idiota bom é idiota de pau duro e boca fechada.

--

(Homens interessantes que também gostem de funk obviamente são sempre mais bem-vindos que os idiotas, mas quem não tem cão…)

publicado em 20 de Novembro de 2008, 11:20
Ba0a1628e0228b1cd7a1e87d237a6b78?s=130

Pati.

Pati tem vinte e poucos, 1.68 m, 55 kg e não é jornalista, nem publicitária, nem designer. Mas é digna, apesar da lista de homens idiotas no currículo.

Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há oito anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

Sugestões de leitura