Inception (A Origem): mas que porra de filme é esse?

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Nota do editor: se você vê apenas um filme onde tem um filme, pode ler esse post tranquilo, não tem spoilers. Porém, se você também acha que muitos filmes não são apenas filmes, então vá para o cinema sem ler nada antes.

Estreia hoje nos cinemas do Brasil A Origem (Inception), escrito, produzido e dirigido por Christopher Nolan. Tive a chance de assistir A Origem há três semanas e, para mim, é um daqueles filmes históricos, daqueles que marcam uma era. Se Cidade das Sombras, Matrix, eXistenZ e Avatar trouxeram à tona a possibilidade de viver em um mundo não-real, o novo longa brinca com a ideia de viver e compartilhar sonhos.

Primeiro, vale ressaltar que Nolan escreveu o filme muito antes de dirigir suas duas mais famosas produções, Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas. Mas, quando apresentou seu roteiro para a Warner Bros. em 2001, sentiu que ainda não estava preparado para dirigir uma obra como A Origem, e usou esses dois primeiros filmes para ganhar experiência com grandes produções.

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Uma coisa é certa: o treinamento de Nolan valeu à pena. Com fantásticos efeitos especiais, mas sem a necessidade do 3D, o diretor constrói um mundo de sonhos dentro do qual seus personagens são especialistas em viajar. O líder do grupo é Dom Cobb, vivido por Leonardo DiCaprio, um tipo de espião especializado em invadir a mente de pessoas para roubar informações secretas.

Cobb vive como foragido das autoridades americanas desde que foi acusado da morte de sua mulher. Entretanto, um poderoso empresário oferece a ele a chance de ter sua ficha criminal limpa desde que ele aceite uma última missão: ao invés de retirar uma informação, ele agora teria que implantar uma ideia na mente de um homem. E é a isso que a palavra "Inception" se refere, à inserção de um pensamento na mente. Agora, não me perguntem de onde tiraram o nome “A Origem”, porque eu também não faço ideia.

Não quero contar toda a história aqui, mas aconselho que uma lida na sinopse antes ou depois da sua sessão vai ajudar a compreender melhor o que se passa no filme, já que a maioria das pessoas com quem conversei, inclusive eu, saíram um pouco confusas da sala do cinema.

Um dos pontos responsáveis por essa confusão é a capacidade que Cobb tem de viajar entre as camadas de sonho. Basicamente, os personagens sonham enquanto estão sonhando e, assim, atingem os lugares mais secretos da mente humana, podendo arquitetar um falso mundo, cheio de objetos impossíveis.

Não estranhe se, sonhando, você encontrar uma dessas. | Versão de M. C. Escher para a clássica escada impossível.

Toda a história pareceria fantasia demais se não tivesse a base científica estudada por Nolan durante a pré-produção. Aparentemente, já existem técnicas usadas para implantar uma ideia na mente de uma pessoa ou mesmo guias com os quais você pode aprender a controlar seus sonhos.

O certo é que, depois de A Origem, você vai se perguntar ao menos uma vez:

“É tudo isso que vemos e parecemos nada além de um sonho dentro de um sonho?” –Edgar Allan Poe

* Vai rolar uma longa resenha aqui no PapodeHomem em breve. Assista logo para poder depois participar da discussão.


publicado em 06 de Agosto de 2010, 07:38
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Thiago Rocha Kiwi

É nosso correspondente em Londres. Jornalista, nascido e criado na selva paulistana, gosta das oportunidades desafiadoras. Apaixonado por informação e conhecimento, enxerga o trabalho como uma forma de evolução e a internet como revolução. No Twitter, @thiagokiwi.

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