Os 8 lugares mais assustadores da face da Terra

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Então você acha que dentista é assustador? Montanha-russa? Aranha? Que bonitinho.

O mundo é mil vezes mais assustador do que qualquer coisa que você provavelmente já tenha visto. A lista a seguir prova isso. Esses 8 lugares (não classificados por ordem, já que medo é subjetivo) não são os que eu escolheria para um passeio.

Ou... quem sabe?

Floresta de Aokigahara

Conhecido também como "Jukai", que significa "Mar de Árvores", é uma floresta de 35km² a noroeste do Monte Fuji. Por causa da sua flora muito densa e a falta de vida selvagem, é um local claustrofóbico e absolutamente silencioso.

Aokigahara é um dos locais de suicídio mais populares do Japão, em torno de 100 por ano. Em 2004 foram registrados 108. Já em 2012, devido a campanhas e maior policiamento da área, houve "apenas" 54 mortes intencionais -- de um total de 247 tentativas.

A placa na imagem acima é prova do problema. Ela dá o aviso aos que vão lá para morrer: "A vida é um presente precioso dos seus pais. Por favor, pense nos seus pais, irmão e filhos. Não se preocupe sozinho. Converse conosco."

Se você procurar no Google Imagens pelo nome desse lugar, vai ver... coisas tensas.

Mercado de Bruxaria em Sonora

Tradicionalmente e até hoje, o México é um país de crenças e tradições. Uma das mais famosas é o Dia de los Muertos.

Mas na região de Sonora, eles aparentemente levam a coisa a sério demais. Lá existe o "Mercado de Bruxaria". É um lugar onde você pode encontrar diversos ingredientes clássicos de feitiços: crânios humanos, beija-flores dissecados, língua de iguanas, sapos mortos (ou vivos) e até mesmo um peixe-babel.

Mansão Winchester

Sabe os rifles Winchester? Então, essa mansão era da família Winchester, fabricante dos tais.

Sarah e William eram casados e sua única filha morreu quando ainda era um bebê. Sarah entrou em depressão por não conseguir engravidar e acabou ficando viúva em 1880.

Acreditando que sua família estava amaldiçoada, consultou um médium. Ele confirmou a suspeita dele, dizendo que eram fantasmas de todas as pessoas mortas pelos rifles batizados com seu sobrenome. O médium chegou ainda a dizer que Sarah morreria se parasse a construção de sua mansão, porque os espíritos e fantasmas exigiam a construção do maior lugar possível para eles.

Pelos próximos 38 anos em que Sarah Winchester viveu antes de morrer, a construção nunca parou. Sempre seguindo sem plano, a casa é um caos arquitetônico cheio de passagens secretas e lugares que vão do nada a lugar nenhum.

A não ser que você curta muito uma casa mal-assombrada, fique longe.

Hashima

Não tem ninguém em casa. Em nenhuma delas

Hashima é uma das 505 ilhas (mas não fale "ilha de Hashima", pois o "shima" do nome já significa ilha) do arquipélago próximo a Nagasaki. Entre 1887 e 1974 foi uma ilha habitada por muitos e muitos mineradores de carvão, junto das suas famílias. Com o passar dos anos, os recursos da ilha foram se esgotando, até que todos foram embora.

Hoje em dia ela está completamente abandonada. É uma cidade-ilha fantasma, apesar de completamente construída e pronta para morar.

Não há motivos para ninguém morar ali. Existem dezenas de casas e prédios abandonados junto com os móveis e pertences de moradores antigos.

Centralia

 

Uma cidade americana próspera, com abundância de carvão mineral. Até 1962, quando houve um incêndio que perpetua até hoje.

O fogo se infiltrou nas entranhas da terra e nunca conseguiu ser controlado. O chão ficou quente, houve outros incêndios nas propriedades e, talvez o pior: emissão de gases tóxicos resultantes da queima. Quem jogou Silent Hill, clássico do PlayStation, tem uma imagem clara de como é lá.

Em 1981, um garoto de 12 anos caiu em um buraco de 48 metros que simplesmente se abriu em seu quintal. Uma fissura espontânea. Foi salvo pelo seu primo, que felizmente conseguiu retirá-lo rapidamente. Segundo relato do garoto, cair ali foi "como entrar no inferno".

Em 2002 o governo do estado revogou o CEP da cidade. Agora ela tecnicamente não existe mais.

Zona Abissal

Zona Abissal é o nome dado ao ecossistema das regiões mais fundas do mar. Estamos falando de algo entre 6 mil e 11 mil metros de profundidade. Lá a luz solar nunca chega e, também por causa da profundidade, ocorre o chamado "gigantismo abissal".

Os seres que vivem nessas profundidades aumentam muito seu tamanho natural, a fim de diminuir o metabolismo e melhor se adaptar à pressão atmosférica. Alguns geram sua própria "luz" para atrair outros animais e devorá-los.

Apesar do que você disse ao seu filho naquele dia que ele não conseguia dormir, monstros existem. Ao menos na Zona Abissal, existem.

Lago Nyos

É um lago formado na cratera de um vulcão inativo, em Camarões. O grande problema desse lago é o fato dele basicamente ser a rolha sobre o vulcão. Um bolsão de magma abaixo dele libera enormes quantidades de dióxido de carbono (CO2), que o lago contém.

Em 1986, porém, alguma coisa se moveu ao redor do lago e ele liberou CO2 pra caralho na atmosfera ao seu redor. Quanto CO2? Suficiente para matar, por sufocamento, 1746 pessoas e cerca de 3500 cabeças de cado que viviam na região, além de causar queimaduras e problemas respiratórios em outra 400 pessoas.

Mas hoje tudo bem, né? Foi só um acidente? Não. Pelo contrário. Apesar do governo de Camarões ter instalado dutos que liberam o CO2 aos poucos, a fim de evitar uma nova tragédia, basta perfeitamente possível deslizamento de terra para que algo assim (talvez até pior) aconteça de novo.

Catacumbas de Odessa

parcial

O subterrâneo da cidade de Odessa, na Ucrânia, era rico em calcário, por isso os mineradores começaram a "atacar" essa abundância mineral a partir de várias entradas. Abrindo caminho aleatoriamente pela terra, criaram uma complexa malha de túneis subterrâneos, como você pode ver no mapa  da imagem acima.

Suas entradas e bifurcações são completamente caóticas, não seguem lógica alguma. Sem algum sistema de marcação de caminho muito confiável, bastam três ou quatro esquinas para você nunca mais conseguir encontrar o caminho de volta.

Mesmo assim, várias pessoas arriscam se aventurar pelo lugar. Algumas fatalmente se dão mal.

Na virada do ano de 2004 para 2005, um grupo de amigos resolveu passar a virada lá dentro, bebendo. Uma menina acabou se separando do grupo e se perdeu. Foi encontrada por um explorador dois anos depois, em um lugar tão distante que nem a polícia se animou a ir buscar o corpo. (Isso só aconteceu outros dois anos depois, quando a história veio à mídia.)

A foto do corpo dela como foi encontrado pelo explorador está neste link. Mas, sério, não clique a não ser que queira ficar pensando em como devem ter sido as últimas horas de alguém que morreu perdida, no escuro, desesperada, gritando por alguém que nunca veio, até finalmente se dar conta de que não sairia dali viva e se entregar.


publicado em 23 de Novembro de 2012, 08:42
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Daniel Oshiro

Mochileiro, maloqueiro, ga-ga-ga-gago.

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