Quando o sereno da madrugada começa a cair e quase toda a cidade adormece em um sono profundo, um súbito e estridente ruído interrompe a calmaria das principais metrópoles brasileiras. Ao longe, pode-se perceber o feixe dos faróis, rompendo veloz a escuridão da larga avenida, acompanhado de uma inconfundível sinfonia da subida do giro de um motor envenenado.
Essa cena é comum em qualquer metrópole do país. Os protagonistas são, em sua maioria, jovens que emparelham seus carros em eletrizantes disputas noturnas regadas por descargas cavalares de adrenalina. Desafiando as leis de trânsito, os limites do automóvel, do piloto e, principalmente, da própria vida, essas pessoas vêm competindo com seus automóveis em vias públicas há muito tempo. Para que fique claro: a prática de racha de rua, cada vez mais em destaque na mídia, não é um fenômeno momentâneo.
Tudo começou no início do século XX, onde data o primeiro registro histórico de uma competição clandestina entre carros de ruas. O racha aconteceu quando o proprietário do então recém adquirido Ford 1929, o segundo de Detroit/EUA, cruzou com o outro exemplar idêntico da cidade. Reza-se a lenda que o perdedor do desafio teria reajustado a alimentação de seu automóvel e proposto uma revanche. Após a saborosa vitória, o piloto do bólido teria sido convocado por um desafiante de Chicago, cujo veículo era ainda mais envenenado.
E, desde então, têm sido sempre assim. Provavelmente, o seu pai ou seu tio já dirigiram uma Brasília com “kit mil e oito e duas 40”, ou um Maverick Quadrijet e talvez um Opalão 250-S. Se realmente nunca foram apaixonados por velocidade e adrenalina, tampouco desrespeitaram as normas vigentes de trânsito, certamente possuíam algum conhecido que já o fez. Pergunte a eles se nunca conheceram alguém que dirigia um automóvel preparado, desbravando o automobilismo clandestino nas ruas e avenidas de nosso país.
Nos EUA, em meados anos 30, a preparação de automóveis atingia um patamar sem precedentes. A legislação era precária, a idade era pouca e a necessidade por fortes emoções era enorme. Esse coquetel explosivo culminou no surgimento de uma cultura que foi exportada para o mundo inteiro: o tuning. É importante ressaltar que não estamos falando do que se vê hoje nas ruas em que a garotada customiza veículos populares com apetrechos chamativos, iluminação especial, pintura colorida e som altíssimo; estamos falando de preparação de motores.
A cultura conhecida como Hot Hod (biela quente em português) consistia em um movimento cultural que levava multidões para pistas de corrida construídas clandestinamente em áreas rurais. Eram quilômetros de retas em que as “baratas” com motores V8 totalmente envenenados percorriam lado a lado cada centímetro da pista até que um vencedor despontasse. Esse movimento cultural foi pai de uma geração inteira de americanos com suas músicas, vestuários e comportamentos específicos. Era uma tribo que perduraria muitos anos enquanto as autoridades não tomavam providências duras.
Através de superproduções de cinema que expuseram o submundo dos rachas de rua na atualidade, a chama do automobilismo clandestino foi avistada a milhas de distância pela sociedade. A explosão da prática de rachas está levando, cada vez mais, os proprietários de carros comuns à especializadas oficinas de preparação de motores. Os profissionais que administram as preparadoras afirmam que envenenam automóveis que aceleram nas pistas. Entretanto, esses bólidos com motores especiais circulam normalmente pelas ruas ostentando a mesma aparência de um automóvel absolutamente original. Desviando a atenção das autoridades, os jovens marcam encontros via internet e lotam os postos de combustíveis, de onde os veículos partem em alta velocidade para as disputas.

A mídia tem especulado por décadas as motivações dos jovens que aceleram nas ruas de forma irresponsável envolvendo-se em gravíssimos acidentes que, com muita sorte, não vitimam fatalmente motoristas e transeuntes da via. As explicações de “especialistas” são variadas. Há aqueles que afirmem que o consumo desregrado de bebidas alcoólicas é a principal razão da ocorrência de pegas. Há também a esdrúxula visão da psicologia que, muitas vezes, crê que a motivação dos jovens contraventores seja a grande necessidade por auto-afirmação perante os amigos, as garotas e a tribo como um todo.
No intuito de desmistificar algumas das lendas a respeito desse fenômeno, conversei com um aficcionado participante de competições ilegais de rua que me falou um pouco sobre os bastidores dessa cultura. A. G. H é um universitário de 21 anos que trabalha até as 18 horas em uma empresa que presta consultoria em informática. O estudante de sistemas de informação vai de casa ao trabalho dirigindo seu Volkswagen Voyage 1989. Aparentemente pacato, o Voyage preparado reserva grandes surpresas aos desavisados.
O Voyage, na verdade, trata-se de um bólido sobrealimentado com um turbocompressor que ainda conta com óxido nitroso. O nitro como é chamado, é um gás comburente que quando injetado nos cilindros, aumenta instantaneamente a potência do automóvel em mais de 60 cavalos (potência adicional equivalente a um motor 1.0 inteiro!). O carro possui cerca de 240 cavalos de potência, mais que um Audi A3 Turbo e equivalente a um Audi TT, por exemplo.
O piloto do Voyage afirma que não sabe explicar o que passa dentro de sua cabeça quando decide cruzar avenidas a mais de 180 Km/h. Segundo ele, não se trata nem sequer de uma competição e sim de uma indescritível paixão pela velocidade: “Algumas vezes não tem ninguém andando junto. Basta olhar um asfalto novo, lisinho, aquela curva que já conhece abrindo ali na frente, e a turbina que estava dormindo aí em baixo do capô começando a soprar. Não sei explicar. Começo encostando o pé no acelerador bem de leve e logo que sinto as costas pressionando o banco, piso mesmo. Vou com tudo!”.
Aviso aos navegantes: dominar uma máquina como o Voyage de A. G. H. não é tarefa das mais fáceis. Um carro extensamente preparado não se assemelha em nada ao 1.0 que você retira de uma concessionária. Isso, eu posso garantir! Para que o veículo não sofra quebra de peças graças à nova cavalaria, ele também recebe embreagem de cerâmica e câmbio especial de corrida. As modificações tornam a condução do veículo bastante peculiar e pode, tranquilamente, dar um susto aos desavisados: com uma leve pressão no acelerador o automóvel atinge os 100 Km/h apartir do 0 em apenas 7.5 segundos, transformando boa parte dos pneus em fumaça.
As conseqüências de um eventual acidente ficam absolutamente relegadas a um segundo plano quando os pilotos de rua têm aos seus pés a embreagem que pode liberar centenas de cavalos enfurecidos para empurrarem um automóvel pelas retas e curvas da cidade. O próprio A.G.H. conta que nesse ano perdeu um amigo cujo Astra Turbinado destracionou em uma curva chocando-se contra um poste após cinco capotagens. O medo de colidir e encerrar prematuramente a vida de um inocente é presente sim, ao contrário do que pensa a mídia taxativa. Todavia, o estudante admite que quando a adrenalina sobe para a cabeça, o pé empurra o acelerador contra o assoalho ignorando qualquer resquício de razão.
De modo a reduzir à incidência desse tipo de crime as autoridades estão aumentando a fiscalização nas ruas na tentativa de identificar os contraventores. Os automóveis com modificação das características originais são apreendidos e os proprietários são autuados. Em caso de flagrante do racha, os praticantes podem ser presos e responderão processo judicial. A repressão crescente aos pegas parece não estar surtindo efeito algum no combate à clandestinidade. Na verdade os jovens, cada vez mais, especializam-se em burlar as blitzes e batidas dos órgãos responsáveis por manter a ordem no transito.
Por outro lado, algumas iniciativas recentes que visam tirar os praticantes de rachas das ruas, parecem estar funcionando. Um exemplo é o Campeonato Metropolitano de Arrancada de Porto Alegre em que se pode inscrever um carro de rua para competir na pista por uma taxa irrisória. A competição que iniciou tímida em 2004, cresce a cada ano tanto em participantes como em premiações. A oportunidade permite que empresas, cujo principal produto são peças de alta performance, possam expor sua marca legitimamente através de patrocínio aos competidores.

Os participantes do “racha” tentam otimizar a preparação do motor e reduzir o tempo necessário para percorrer os 201m de arrancada a cada etapa. Eu visitei a última etapa do evento realizado em um fim de semana na capital gaúcha. As arquibancadas estavam repletas de aficcionados e na pista havia uma infra-estrutura profissional para garantir a segurança dos competidores. A quantidade de carros de rua inscritos para acelerar era impressionante. Público e competidores desfrutaram de pegas alucinantes em que o cronômetro registrava décimos de segundos de vantagem para determinado piloto. E o que é melhor: todos foram ao local do evento de carro – respeitando o limite de velocidade. Esperamos que iniciativas como essas sejam tomadas em outras metrópoles do Brasil.
Aguarde, na próxima parte dessa matéria, A minha primeira impressão ao pilotar um Voyage Turbo/Nitro .
Engenheiro, apaixonado pela vida e por qualquer coisa com um motor potente, é um nostálgico entusiasta por muitas daquelas boas coisas que já não mais se fazem como antigamente.
Outros artigos escritos por Rodrigo Almeida






Fico pensando, simplesmente não é possível segurar os jovens de 20 a 30 anos do sexo masculino.
Cada vez mais vejo essas estatísticas de mortes. Se os rachas forem exterminados, o pessoal vai começar a pular de avião sem paraquedas e o que mais for necessário para conseguir adrenalina…
Mas confesso que me deu vontade de conferir uma disputa dessas!
Abraço
Muito bacana a matéria…
É realmente importante a criação de campeonatos como esses para a segurança de todos.
A minha liberdade termina, onde começa a do outro!
É claro que adrenalina é bom, mas colocar a vida de outras pessoas em risco é uma decisão muito (in)responsável.
Eu sei que os corredores pensam na colisão ou no encerramento prematuro da vida de um inocente, mas é essa a diferença entre pena e compaixão. Na pena você apenas sente algo, mas na compaixão você faz algo para ajudar.
Ridículo. Patético. Totalmente sem sentido. Na condição de alguém que já perdeu vários amigos por causa destas competições imbecis e que já ficou no banco traseiro de um filho da puta que “resolveu” disputar um racha com mais 4 pessoas no carro, não tem justificativa: a prática é burra mesmo. Assim como seus praticantes.
Quer dizer que o fato de trabalhar não sei quantas horas por semana me dá automaticamente o direito de colocar a vida de outras pessoas em risco? Ah, tá. Bela “lógica” essa… O que muitos moleques não percebem é que de um milésimo de segundo para outro (u-hú, “adrenalina”!) eles deixam de ser meros cidadãos contribuintes da sociedade e passam a ser judicialmente classificados como assassinos. Esta “mancha” na sua ficha não tem volta.
Talvez seja uma lição de humildade, daquelas que precisam ser aprendidas da pior forma possível. Que o diga alguns assassinos mais “famosos” tais como Alexandre Pires (atropelou e matou um motoqueiro), o jogador Edmundo (matou uma jovem que estava no carro com ele), e tantos outros.
Muitos não amadurecem e insistem no erro. Há outras formas, milhares de outras formas, legais ou não, de se conseguir uma puta descarga de adrenalina na corrente sanguínea sem comprometer a circulação na corrente sanguínea alheia, digamos assim. Os playboizinhos filhinhos de papai que gastam tubos de dinheiro “tunando” os veículos devem, sim, se comprometer a fazer este tipo de babaquice pelo menos quando estiverem sozinhos no carro. Ou você também acha “bonito” chegar no barzinho e contar para os “chegados” que passou por cima da cabeça de uma menina que se desequilibrou da bicicleta ao ouvir o ronco do motor do seu “bólido”, hein, otário?
Rezo para que todos os adeptos de tamanha estupidez morram bem depressa, sem levar nenhum inocente “por tabela”.
Particulamente a abordagem sobre os rachas ficou muito boa, mas voltando a atitude de alguns jovens (não podemos chamar de homens pessoas com esse tipo de atitude) sobre este fato são lastimantes, poderia estar em uma festa se divertindo e conseguindo algumas mulheres, ou então fazer uma festa em que o principal som era o do carro e assim teria uma diversão melhor da qual eles dizem ser necessário para aumentar a adrenalina.
Gostei muito.
Abraços.
“Há também a esdrúxula visão da psicologia que, muitas vezes, crê que a motivação dos jovens contraventores seja a grande necessidade por auto-afirmação perante os amigos, as garotas e a tribo como um todo.”
Não vejo nada de esdrúxulo nessa visão… É isso mesmo !
“De modo a reduzir à incidência desse tipo de crime as autoridades estão aumentando a fiscalização nas ruas na tentativa de identificar os contraventores. Os automóveis com modificação das características originais são apreendidos e os proprietários são autuados. Em caso de flagrante do racha, os praticantes podem ser presos e responderão processo judicial. A repressão crescente aos pegas parece não estar surtindo efeito algum no combate à clandestinidade. Na verdade os jovens, cada vez mais, especializam-se em burlar as blitzes e batidas dos órgãos responsáveis por manter a ordem no transito.”
De onde se conclui que são CRIMINOSOS, e lugar de criminoso é na cadeia.
Peguei muito pesado em minha opinião anterior…
Concordo totalmente com as opiniões do Joe e do Dr. Raven. Gostaria de ter escrito desta forma, ou seja, com mais ponderação e menos paixão…
O fato é que estes jovens (que definitivamente não podem ser chamados de homens, muito menos de “seres humanos”) têm uma capacidade incomensurável de achar que o mundo existe EM FUNÇÃO das necessidades deles… este tipo de ignorância e inconsequência talvez seja uma das poucas coisas hoje em dia que me tiram do sério…
é isso.
Correr é gostoso, sim. Mas, no meu caso, raramente passo de 140 km/h e mesmo assim só se for na BR. Aliás, tenho sempre a prudência de não correr muito quando há outras vidas sob minha responsabilidade e nem quando a via não é apropriada para isso.
Parece que “a graça” para esse jovens é transgredir, arriscar e, talvez, se provarem para os outros. Talvez essa seja a razão para buscarem realizar esses atos, sem pensarem na segurança sua e dos outros.
Olá pessoal.
Eu faço parte do grupo que tem se esforçado para retirar os rachas das ruas, e colocá-los na pista do Complexo Cultural do Porto Seco, o famoso “sambódromo” de Porto Alegre. Resolvemos tomar essa iniciativa, por uma série de motivos, sendo o principal deles, alguns acidentes com mortes, com relação INDIRETA com os rachas de rua.
Li os comentários do pessoal aqui, e percebo que é necessário existir um pouco mais de bom senso. Primeiramente, não devemos com tanta propriedade, assuntos que não dominamos muito bem, principalmente se for para usar palavras como “criminoso”, “ignorância” e “inconsequência” e principalmente, criticar os carros modificados.
Aqueles que não sabem o que é, ou o que representa um racha de rua, precisam, antes de mais nada, buscar uma luz sobre o assunto. Os verdadeiros rachas de rua não são disputados em meio ao trânsito, pedestres ou motocicletas e muito menos por pessoas drogadas ou alcoolizadas. Esse tipo de coisa, quem faz são os motoristas comuns, em um dia de inconsequência. Se cada vez que alguém cometer um deslize atrás do volante, surgirem pessoas insistindo em que um mau motorista é um HOMICIDA QUALIFICADO, em breve poderemos ter um novo código de trânsito, que ao invés de multas, irá penalizar os infratores com cadeia: Estacionar em local proibido: oito meses em regime semi-aberto , fazer conversão sem acionar a seta: Três anos em regime fechado. Avançar sobre o sinal vermelho, vinte e cinco anos de cadeia!
Isso pode soar engraçado, mas não é menos ridículo do que confundir homicídio doloso com homicídio culposo. É tão absurda essa afirmação, porque equivale a você dizer que o cara entra no carro pensando em atropelar alguém de propósito! Vivo esse meio há muitos anos e nele jamais conheci uma pessoa sequer que tivesse um comportamento que lembrasse vagamente o que alguns comentantes estão sugerindo neste espaço. O pessoal que corre na rua, jamais teve intuito de matar os outros ou de fugir da polícia. O que querem é apenas disputar, um contra o outro, corridas com seus carros modificados.
O número de mortes relacionadas com rachas é muito pequeno, se comparado ao número de acidentes onde estão envolvidos motoristas alcoolizados, por exemplo. E estatisticamente, sabemos que é altamente improvável que qualquer pessoa que estiver lendo essa matéria, não tenha amigos ou mesmo parentes que tem o péssimo hábito dirigir alcoolizado. E para esse seu amigo (ou talvez seu pai ou sua irmã) quantos anos de cadeia você dá? Da boca pra fora, é fácil falar, principalmente se não houver acidente nenhum com alguém do seu círculo envolvido. Até o dia em que acontece.
O problema da sociedade em combater os rachas, sempre foi o mesmo: Total falta de compreensão sobre o que é exatamente um racha e qual a diferença entre os participantes deles e motoristas comuns que ocasionalmente, sem viver esse meio e sem a menor noção do que estão fazendo, praticam imprudências descabidas, que levam à verdadeiras tragédias pessoais e familiares, não pelo risco à que se submeteram, mas pela total imperícia e incapacidade para sairem da situação estúpida em que se colocaram, por agirem de forma inconsequente.
Se você estava no banco de trás de um cara que estava correndo com 4 pessoas dentro do carro, você não estava em um racha de verdade, vc estava apenas escolhendo mal os seus amigos. Em um racha, desde os idos de 1900, existem duas premissas básicas: Aumentar a potência ao máximo e reduzir o peso ao mínimo. Se um motorista acha que pode correr com 300 kg extra em seu carro isso já explicita claramente que não se trata de um corredor de rua e sim de um motorista comum, fazendo bobagem no trânsito.
Não é correto praticar rachas. Mas hoje em dia, não é nem mesmo justificável como um dia já foi. O mundo mudou, os tradicionais locais de rachas, que antes eram calmos e afastados, nos arredores das cidades, se tornaram elos de ligação entre as metrópoles e as cidades satélites. O número de carros nas ruas é muito maior e hoje em dia existe a facilidade de qualquer um dirigir um carro com potências que antigamente não eram encontradas sequer em pistas de corridas. Com a internet, ficou muito mais fácil marcar os encontros e falar sobre o assunto. E isso atrai um sem número de pessoas despreparadas que acabam se empolgando e se machucando. E é assim que se dá o maior número de mortes relacionadas com os rachas: Indiretamente.
Atualmente existem opções mais atraentes dentro das pistas, com premiações, com cronometragem, arquibancada e ambulância. É uma realidade que temos vivido com alegria nesse último ano, ver os eventos em pista florescendo, enquanto vemos as ruas da cidade cada dia mais tranquilas. O número de participantes tem aumentado a cada etapa, e é uma tendência marcante que os antigos corredores de rua, estão se tornando a grande maioria dos inscritos nas provas, suplantando o número de carros especificos para corrida. Isso derruba um dos mitos mais ridículos de que os corredores de rua buscam adrenalina através da transgressão das leis.
Aqueles que um dia tiverem a oportunidade de participar em uma prova de arrancada, pilotando ou mesmo no assento do passageiro em um carro que é capaz de fazer os 0-100 km/h em 3 segundos e completar os 201 metros em menos de oito segundos, compreenderão nesses poucos segundos, que a adrenalina vem da velocidade, da aceleração e principalmente da disputa. Disputa entre carros diferentes, modificados por preparadores diferentes e cada um acreditando e apostando tudo no seu modo de fazer as coisas, esperando provar na prática a sua maior competência e habilidade.
Essas pessoas não são inimigos públicos. Os eventos geram renda e emprego para muita gente, movimentam um mercado enorme que vai desde o mais básico serviço manual, como trocar um pneu ou servir um lanche na pista, até indústrias intrincadas e complexas que desenvolvem e aprimoram a tecnologia nacional, com peças que hoje, são inclusive exportadas para mercados tão exigentes como os Estados Unidos. Comunicação, com o mercado editorial em papel e na Internet. É uma miríade de atividades interconectadas, que é difícil até de mensurar.
Arrancada, é um esporte. E como tal, tem inúmeros benefícios que se extendem, como já descrevi, até para quem não pratica. Os rachas de rua provavelmente sempre existirão, pois existem pessoas com um inquebrantável espírito rebelde, que irão buscar sua satisfação e felicidade na transgressão das regras. Mas esses, são poucos. Se conseguirmos ajudar a maioria a fazer a coisa da maneira correta, se conseguirmos propagar os nossos sucessos nas pistas e inspirar as pessoas a praticarem um esporte, demonstrando que os maiores desafios estão numa pista de corridas com outros esportistas e não em uma rua escura, provavelmente conseguiremos sucesso, pois estaremos atacando o problema com uma solução construtiva e não com severas críticas repressivas e sem foco.
Um abraço à todos os leitores!
Mudei minha visão sobre o acontecimento de um verdadeiro racha. Sempre parto da premissa de conhecer algo antes de comentar e dessa vez eu confundi o que é um racha e o que são jovens tirados a homens.
Muito bom vincente.
É inacreditável a postura do prof. Ranieri ao generalizar a conduta de indivíduos que não estão interessados em rachas de rua Adoradores de um esporte chamado arrancada não são rachadores de rua. Inconcebível ao meu ver a maneira com que foi despejada as críticas aos adoradores desse esporte. Ele é praticando no local que condiz com essa prática, ou seja, o Complexo Cultural do Porto Seco.
A disputa de Rachas na rua é uma outra história, que graças à iniciativa de alguns está diminuindo drásticamente em relação a outros tempos.
Carros fortes, bem feitos, com muita potência, que até um lapso de meio ano, um ano, aceleravam nas ruas de Porto Alegre, há tempos estão desaparecidos, somente dando as caras no Campeonato Metropolitano de Arrancada, que geralmente acontece uma vez por mês.
Portanto, prof. Ranieri, o senhor deve analisar muito bem os fatos antes de sair com milhões de críticas a qualquer pessoa que possua seu carro diferenciado.
Acidentes de trânsito com mortes sempre ocorrerão, sempre! Alexandre Pires matou um motoqueiro, jogador Edmundo bateu o carro uma jovem que estava com ele acabou falecendo? Isso por acaso é algum sinônimo de RACHA de rua e o senhor os entitula como RACHADORES de rua?
Sinceramente, ao meu ver, o Alexandre Pires é um CANTOR e o jogador Edmundo é um JOGADOR de FUTEBOL. E, como todos nós, estão sujeitos a algum dia sofrer ou provocar um acidente automobilistico envolvendo mortes ou não.
Portanto prof. Ranieri, separe as coisas. O código de trãnsito brasileiro existe e separa muito bem as condutas. Racha de rua é crime e é punido como tal. Homicídio ocorrido no trânsito tendo em vista um acidente normal é punido de outra forma.
Exatamente por isso é que estamos todos em uma tentativa de convocar os adoradores de um esporte para dentro de um local seguro para isso, com toda a infra estrutura que é necessária e com a tão desejada segurança!
O lugar já existe e o evento está crescendo bastante. Quem quiser ficar de fora, acelerando na rua, que fique, mas com certeza é um perdedor, pois acelerar no Campeonato é muito legal e está dentro da lei. É muito interessante ver policiais prestigiando o evento, conversando com os pilotos de igual para igual, curiosos em saber qual tipo de preparação os carros possuem.
Então, antes de criticar exaustivamente a tudo e a todos, sem distinções, saiba mais sobre o assunto.
abraço
Pois é Joe…
O racha não é bonito e nem é prática a ser incentivada. Racha é crime, com toda a certeza. E isso está certo. Contudo, nem todo o crime tem a mesma gravidade.
A questão não é saber se racha é bom ou ruim, é apenas lembrar que as pessoas que praticam rachas não são assassinos ou monstros sem piedade, prontos para destruir vidas, na primeira chance que tiverem.
São jovens, ou as vezes nem tanto, mas são pessoas comuns, que estão errando. A maneira de ajudá-las a corrigir esse erro, não é estigmatizando-as e forçando-as a submeterem-se à uma realidade que não desejam viver, onde são privadas daquilo que gostam e sim oferecer a oportunidade para que através da ARRANCADA, transformem-se de infratores em esportistas, mesmo que amadores!
No trânsito do Brasil, o governo busca sempre uma solução coercitiva, cuja sanção é invariavelmente uma multa. Quanto mais pesada, mais se crê que ela funciona. Mas seria mesmo essa a melhor maneira de lidar com QUALQUER assunto? Pesadas multas e disciplina forçada são mesmo a resposta?
Acredito que a solução seja uma visão menos míope de toda a sociedade, acerca do problema. A arrancada é um esporte e como tal, tem a condição de oferecer uma alternativa limpa e produtiva aos rachas ilegais. Então, se disseminarmos a idéia de que não é feio correr com o carro, DESDE QUE NÃO SEJA NA RUA, então já teremos vencido grandes preconceitos e teremos um bom começo!
Abraço!
Cara é muito legal a materia que vc fez. Tenho a maior vontade de participar de um racha. mais meu carro um gol 1.0 bola. pena que a maioria que quer participar é de 1,2 a cima.
nem ouso bota a cara.
é a realidade da vontade e muita.
Valeu cara.
Elifas, Cupira, Pernambuco
[...] Tem brasileiro na parada: um homem resolveu desarmar uma granada passando com o carro por cima dela, e dando marcha-a-ré. Não conseguiu. Então resolveu bater na granada com uma marreta. O esperado (não por ele) aconteceu na segunda marretada, e ainda levou mais seis carros e a oficina onde nosso gênio brazuca tentou seu feito. Pior fez um croata, que tentou abrir uma granada com uma serra elétrica e teve o mesmo desfecho. [...]
A materia é um pouco equivocada, mas falo especificamente pro Vicente, mas serve para o autor da matéria quando diz: .”Por outro lado, algumas iniciativas recentes que visam tirar os praticantes de rachas das ruas, parecem* estar funcionando”. PARECEM
Me desculpe Vicente, mas é obvio que você não vai conseguir tirar o pessoal das ruas. O máximo que você quis dizer é que “estamos lucrando com essa parada de racha”. Alguem que tem adrenalina de correr, jamais vai esperar apenas 1 dia pra correr 201mts, e ainda pagando por isso. No máximo, isso se torna uma diversão cronometrada.
Como você falou, os participantes são pessoas que “faziam” racha na rua, com seus carros do dia-a-dia. Ora, jamais alguém que tem um carro forte que o usufrui durante a semana, vai deixar de fazer um racha, afinal ele preparou o carro pra correr. Jamais, uma pessoa assim, que se encontra na madrugada, com as ruas vazias vai dizer: “Desculpa, não posso correr, só no Metropolitano. É mais seguro.”
Como falei, no máximo vocês estão lucrando com isso, pq educando, jamais. A grande participação no evento de vocês se deve ao fato de ter prêmios, por ser um campeonato, que jamais alguem que anda na rua, achou que podeeria participaria. Mas agora dizer, que vocês estão “retirando os rachas das ruas” é muita prepotência. Vocês apenas estenderam, colocando mais outra pista para o racha.
eu acho isso interessante, já tive carro turbo, e pretendo ter outro, o que considero errado, é a cultura sobre isso no Brasil, no Exterior (europa) Tuning (melhorar a perfomance, a segurança e a dirigibilidade do carro, por adereços de “embelezamento” é STYLING, e no Styling temos varias vertentes, como DUB Style, VIP Style, Street Slepper etc…), é um ato que as montadoras praticam frequentemente, e ajudadas por empresas especializadas no ramo, como a Hamman, que prepara Ferraris, Porshes, BMWs, Audis, e por ai vai, aqui no Brasil, antes de mais nada, só temos carros exdruxulos, onde um povo IMBECIL, compra qualquer merda que as montadoras colocam a venda, não temos consumidores exigentes, e em sua maioria, ignorantes quanto ao funcionamento completo de um veiculo (acham que é só por alcoolina e andar, quebrou? vende)
agora, sobre quem critica quem tem carros preparados, por que somos criminosos? por causa de uns OTÁRIOS, que saem por ai com um “turbo de quintal” acelerando como se tivessem com o * pegando fogo, ou seja, uns babacas estragam a reputação de quem realmente melhora o desempenho GERAL de um carro, desde de motor, e até segurança, mas isso tem inicio nas autoridades, como? o Codigo de Transito Brasileiro, é simplesmente, contra qualquer alteração nos veiculos, em paises desenvolvidos (economicamente e principalmente intelectualmente), até as proprias autoridades tem carros preparados, como no Japão, com os seus Nissans Skyline Nismo.
portanto, para criticar, é preciso CONHECER o assunto falado, e não falar achismos apenas, tinha carro preparado, não estou dizendo que sou um santinho, muito pelo contrário, mas chamar de CRIMINOSO, é um pouco forçado, CRIMINOSO é quem te assalta no farol, quem estupra sua namorada, quem atira em seu amigo para roubar um pertence dele, esses são CRIMINOSOS, sem esquecer daqueles que vocês, caros amigos “comentadores” desse topico, colocaram no poder, eu não sou, pois votei nulo em tudo graças a deus.
Cara, é vergonhoso mesmo os comentários de alguns otários que nem sequer conhecem como funciona o Metropolitano e ainda tem outros otários comentando achando que estão cobertos de razão em dizer que NÃO ADIANTA TER UM CAMPEONATO ASSIM, que as pessoas que correm em um Campeonato como o Metropolitano, vão continuar correndo nas ruas… Nem adianta que parece que ninguém lê os comentários do Vicente nesse site, onde ele explica certo, mas tem gente que insiste em comentar o artigo como se não tivesse lido o comentário e o que é o Campeonato Metropolitano. E isto é pura ignorância daqueles que comentaram lá, no mínimo são gente ferrada na vida, que não concorda com atitudes como a criação de campeonatos assim e eventos como os Rachas legalizados que existem muitos exemplos em todo o Brasil.
Aqui nessa porcaria de país, a única coisa que falta para que tudo ficasse certo, seria a de permitir a modificação da suspensão de veículos, mediante laudo do INMETRO, como é com os veículos de carga (saveiro, montana, etc…), mas que infelizmente vai acabar estas regalias para esta classe de veículos…
E não adianta racha ser proibido na rua, se as autoridades não dão outro caminho para isso.
Em Porto Alegre por exemplo, só corre na rua quem quer, ou seja, cada um faz o que quer mas existe opções onde se corre com segurança.
Infelizmente a Prefeitura de Porto Alegre, para a primeira etapa do Metropolitano, eles não liberaram o sambódromo (complexo cultural do porto seco) para a realização da primeira etapa, sendo que a primeira etapa vai ter que ser realizada na reta principal do autódromo de tarumã, onde a pista para arranca infelizmente não é plana, para a segunda etapa, todos já estão correndo atrás da liberação do sambódromo (complexo cultural do porto seco) para a realização do evento, sendo que neste local a pista é plana.
Este campeonato já tirou e vai continuar tirando ou apenas dando uma opção para quem quer correr mesmo que sendo “amador” em um esporte onde em outros lugares se gasta muito para correr sem nenhum incentivo.
Aqui as categorias da categoria Desafio do Metropolitano são divididas por tempo e não por tipo de preparação, ou seja, com um carro original eu posso tranquilamente ganhar o campeonato da categoria Desafio.
De quebra, o primeiro, segundo e terceiro colocado de cada categoria por tempo ganha premiação em produtos de ótima qualidade, que as empresas patrocinadoras da categoria desafio dá para os carros que correm pela Associação Desafio.
Muitas empresas patrocinam os carros da Associação Desafio.
É um projeto longo que com certeza já está dando frutos, muitos carros que antes competiam nas ruas agora estão somente nas pistas…
Temos por aqui já revelações, como o Civic mais rápido do Brasil nos 201 metros, e neste ano com certeza o Eclipse mais rápido do país será destaque no metropolitano, assim como o Xsara mais rápido do Brasil, Suzuki Swift mais rápido do brasil, entre outros carros que correm no Metropolitano…
O site da Desafio está em desenvolvimento, mas já está no ar, quem quiser conferir, é só acessar http://www.categoriadesafio.com/
Em uma única etapa, a categoria Desafio - O - do Metropolitano, chegou a ter 60 carros inscritos.
Fotos do Metropolitano:
http://www.autodynamics.com.br/2006arrancadas/metropolitano_2006_7etapa/metropolitano_2006_7etapa.htm
http://www.autodynamics.com.br/2006arrancadas/metropolitano_2006_6etapa/metropolitano_2006_6etapa.htm
http://www.autodynamics.com.br/2006arrancadas/metropolitano_2006_5etapa/metropolitano_2006_5etapa.htm
http://www.autodynamics.com.br/2006arrancadas/metropolitano_2006_4etapa/metropolitano_2006_4etapa.htm
http://www.autodynamics.com.br/2006arrancadas/metropolitano_2006_3etapa/metropolitano_2006_3etapa.htm
===== >>> Peguem o Campeão Brasileiro de Tiro, e perguntem a ele, se ele prefere ficar em um stand de tiro ou sair para a rua atirar em todo mundo…
Escrevi rápido, mas a categoria Desafio do Campeonato Metropolitano de Porto Alegre é muito mais do que minhas poucas palavras que pude escrever por aqui…
hei!!!
Calma ai pessoal!!!
Li tudo desde o inicio e algumas partes realmente me deixaram assustado….
primeiro sou dono de um carro bem forte que esta a um tempinho parado digamos 6 anos….
segundo parei de acelerar vcs sabem porque?
Pq enchi a paciencia de ver uma gurizada nova ( entenda-se nova por adulto com atitude de crianca que comprou carro ontem)
que so quer saber de acelerar em tudo quanto e canto sem se preocupar com duas premissas….
1 - acelerar nao e brinquedo… e coisa seria e como tal deve ser tratada…
2 - segundo existem lugar para tal feito, espere o metropolitano, ou vah para taruma nas sextas
Cansei de ver neguinho bebado, nas ruas, querendo tirar racha com garrafinha de cerveja…
meu toma teu trago e deixa teu carro ok?
A um tempo atras vimos um acidente na Bento goncalves envolvendo dois rachadores, bem eu conheci os dois…
um totalmente irresponsavel, e o outro um garoto novo mal influenciado pelo primeiro, mas ambos tinham o mesmo problema, um pai com dinheiro para bancar os carros, e nao dar a minima para o que os dois faziam com os mesmos, e o pior os mesmos ditos pais, depois foram apregoar que queriam o fim dos carros alterados pra correr e etc….
…. mas foram eles que pagaram o veiculo, sem se preocupar com o uso…..
Mas essas sao so algumas coisas que eu experimentei e que me desagradaram tanto….
Quando comecei nos rachas de rua eu corria todo dia como alguns citaram fuzilando…. mas era outra epoca….. era muito dificil de ver alguem bebado rachando…. nao sei onde a coisa mudou mas enfim mudou….. e algo teve que ser feito para que as coisas continuassem funcionando….. dai depois de alguns anos de inconsequencia veio o metropolitano, para tentar resolver as coisas, mas o que eu encontro aqui? gente reclamando? poxa, esse pais e muito estranho mesmo, neguinho reclama, mas nao levanta a bunda da cadeira para ajudar…..
Vai ver os carros no metropolitano, e me mostra eles nos rachas de rua…. nao vou dizer que nenhum dos rachadores do metropolitano, nao anda na rua…. ate pq nao conheco todos…. mas dizer que nao resolve e besteira……
O que resolve? o papai que da de presente pro filinho um audi A3 e avisa ele uma vez pra nao correr?
O neguinho que fica la sentado criticando mas nunca faz nada para mudar?
Meu olhem quem morre no racha…… estranho que raramente, mas muito raramente tu ve cara de 30-40 anos morrendo em racha ne? e eles tao lah correndo
entao me explica… porque quem morre e sempre gurizada nova?
Quer saber? quem critica metropolitano, devia olhar pro seu filho e pensar em educa-lo antes de presentear o guri com um chevette com motor ap aspirado, e segundo fazer algo para ajudar em vez de reclamar e criticar sentadinho numa cadeira….. e isso serve para a mae do rapaz da bento, muito bonito depois que o filho morre ir a jantares reclamar do pessoal que corre e faz racha, chamando todos de irresponsaveis e maus cidadaos, primeiro ela deveria lembrar dos dias na cabral em que os respc. ficavam se vangloriando das macchinas dos filhos( que eles deram e pagaram) e segundo lembrar que e por causa de alguns adolescentes irresponsaveis que pensam que avenida ipiranga e interlagos que o nosso tao amado esporte esta morrendo…….
bem me encerro por aqui… ate porque ja botei lenha demais na fogueira…….
Abracos aos que continuam nas corridas
E meus sentimentos aos que so criticam……
Alex…
Primeiramente quero lembrá-lo de que você está falando por si próprio e não por todos, que isso fique bem claro. Eu conheço e posso atestar sobre no mínimo duas pessoas que viviam a realidade dos rachas na rua e sempre tiveram carros pra acelerar. Esses dois caras hoje tem os carros mais fortes da categoria desafio e ficaram com o primeiro e segundo lugares, respectivamente.
Falo do Eclipse GSX do gringo e do Civic VTI do T.O. Castro, ou “Pichulin”, como queira.
Esses dois carros, desde que entraram para as corridas legalizadas, não participam mais de rachas nas ruas. Isso é um fato e assim como esses dois, que são apenas os mais famosos, existem muitos outros. Assim como existem também muitos outros que seguem acelerando nas ruas.
Existem sim pessoas que seguem acelerando nas ruas, mas desde a ascenção da categoria desafio, os rachas de rua perderam importância, perderam destaque e não trazem mais fama à ninguém. Se você é o rei da rua, HOJE, você literalmente não é ninguém. Ninguém sabe que você existe, ninguém conhece seu carro e sempre que você tentar se gabar dos seus feitos, vão lhe perguntar por qual motivo você não acelera na pista e enfrenta “carros de verdade”.
Em suma, a rua esvaziou sim, os rachas diminuiram muito. Lógico que sempre vai ter gente teimosa, cuja mentalidade é retrógrada ao ponto de prejudicar a si próprio apenas pra seguir alardeando que não respeita nada e que como disse o outro colega, tem o “rabo queimando tão forte”, que não pode aguentar o intervalo entre uma etapa e outra pra acelerar.
Só que quem realmente gosta de andar rápido e vencer, não está gastando seu tempo bancando o piloto nas ruas da cidade, está sim na oficina, trabalhando pra melhorar seu carro pra próxima etapa e quase sempre esse intervalo é curto demais pra se fazer o que se pretende.
Pra acelerar devagar, basta ligar qualquer carro e sair quebrando. Pra participar de uma competição de verdade com o intuito de vencer, você tem de se preparar, tem de preparar seu carro e não pode arriscar ser preso no “beco”, apenas pra acelerar com outro zé ninguém, porque está com o “rabo queimando” ou em outras palavras, não tem o controle de si mesmo. O risco é grande e o benefício é pequeno.
Muito já foi dito a respeito da questão “rua x pista” e a realidade é que só pode realmente opinar, quem esteve dos dois lados. Presenciamos no decorrer de 2006, muitas pessoas chegarem ao Complexo Cultural do Porto Seco como se já fossem donas do troféu de primeiro lugar e voltarem pra casa de mãos abanando e não raro, com o motor em cacos. Falar sempre foi fácil. Mas na hora de colocar a garganta à prova, muita gente queimou a língua. Parece que esquecem que os carros que hoje dominam no metropolitano, já correram bastante nas ruas em outros tempos. Mas e quem pode dizer o contrário? Quem pode dizer: “Entrei nas provas de pista, caguei todos a pau e do topo de minhas realizações, digo que o racha de rua é muito melhor”?
Acho que ninguém aqui pode dizer isso hoje e creio que a coisa deve seguir nesse pé por muito tempo!
Muita gente está com medo da pista ou quer desvalorizar o que foi construído com a participação de todos, simplesmente pelo fato de que não está conseguindo se destacar na pista.
Sobre o papo do lucro, só posso dizer o seguinte: É uma forma muito baixa de tentar derrubar uma iniciativa que foi construída por um grupo e que nunca teve fins lucrativos. Todo o valor em prêmios que conseguimos, repassamos para os competidores, coisa que ninguém nunca viu na arrancada do Brasil. Pra fazer isso possível, precisaríamos de patrocinadores de maior peso, mas não dá pra entrar no jogo por baixo e chegar exigindo. Aos poucos temos conseguido patrocinadores como a Fuel Tech e estamos em negociação com outros como a Master Power. Empresas que podem arcar com um patrocínio, sem precisar fazer sacrifício. Mas pra manter o negócio em pé durante todo esse tempo, contamos com ajuda de empresas menores que foram idealistas e seguraram as pontas à muito custo.
Depois de tudo isso, ouvir de você - e de outros com o famoso “espírito de porco” - que estamos fazendo isso pelo lucro , chega a ser surreal. É tão absurdo, que dá vontade de rir. Rir pra não chorar.
É um fato que os rachasde rua não só perderam importância em Porto Alegre, como também diminuiram. E muito disso se deve ao que fizemos. Certamente pessoas vão querer continuar acelerando na rua, principalmente as que não gostam tanto assim de acelerar e sobretudo, as que não gostam de competição limpa. É um fato da vida, que não se pode controlar os outros.
Então ainda existem rachas de rua? Sim, lógico que sim. A Categoria Desafio não tem o poder de obrigar as pessoas a deixarem de ser inconsequentes. O máximo que podemos fazer é oferecer uma escolha, o que antes não existia. Hoje, graças à Categoria Desafio, se pode escolher entre correr na rua e correr na pista, cada opção, com suas próprias implicações.
Rua pra quem acha que o carro da mamãe ir ao super é carro de corrida. Pista pra quem leva o esporte a sério, mesmo que apenas como uma diversão de fim de semana.
Abraços!
[...] Tribo da velocidade Carros envenenados, motos robustas, tuning e muita velocidade. Bem vindo ao mundo dos rachas! [...]
muito interessante o artigo…
sou do interior e a pouco abriu uma pista de km aqui…asfalto e vejo recentemente pegas nas ruas de forma ilegal é claro…..mas aqui os carros nao sao muito potentes…dificil de ver circulando,,,existem poucos preparadores mas existem lojas especializadas em tunning e alta performance…
tenho uma pickup socada motor ap original…
corria muito na rua e depois que abriram a pista e é liberada todo fim de semana para carros de rua e preparados, nunca mais corri na rua…
e na pista nao é so motor nao, tem que ter a manha pois na rua pode concertar um erro e na pista um erro ja é visto no cronometro(como citado no artigo milesimos de segundos de diferença)e ja era!!!…ENTAO, QUEM SABE ANDAR MESMO É O QUE ANDA NA PISTA!. foi dito antes…
quero v c o papai dexa ir com o carro dele ou da mamae pra pista…
outra coisa que vejo muito aqui é os caras que compram kit turbo instalam sozinho e nem sequer preocupam-se com os freios..hehe
pois é
muito massa o site…..
nao tem explicaçao ,o sentimento do piloto é unico………..
abraço!!!!!!!!!!!!!!
essa materia é importante prq,pode dar um toque nos jovens como meu primo que tiram rachas pra eles se concientizem que esse “esporte” pra eles é perigoso…
eu ñ vou xingar eles prq eu tbm tirava rachas com meu gol 1000 (sensação otima muita doidera) num pista abandonada era muita viagem os caras dando cavalos de pau,um contra um,era irado (só quando eu ñ via o outro no meu retrovisor)mas quando um filinho de papai deu um cavalo de pau com um audi a4 e capotou quase nunca mais eu fui!!!!!quase nunca mais porque meu primo vai e quando eu não tenho nada pra fazer eu vou lá e vejo meu primo correr com seu peugeot 206
muito bom esse site parabens
um abraço!!!!
E HAI EU VOU ENTRA NESSSA
acho muito bonito o carro com turbo e nitro mas tem que saber usalo tenho um gol 1000 16 v turbo sou muito prudente gosto de usar a turbina para ter aquele torque a mais numa subida de serra nao para tar fazendo pega
Eu tenho um Omega 2.0 ate hoje ja venci 15 pegas mas bati em uma parede a 200Km/H e Parei com essa profissao hoje tenho 47 anos e tenho em minha garagem em Dodge 70