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10 vídeos pra ampliar os conhecimentos sobre masculinidades em 2021

Para entrar em assuntos como violência sexual contra homens, coach de masculinidades, tribalismo masculino, pornografia e propostas de transformação.

Ano passado nós reunimos uma lista de 10 vídeos, mais especificamente 10 Ted Talks, sobre masculinidades que valem seu tempo. 

Da crise dos meninos, às dores dos homens, às propostas de transformações... A seleção passada reúne pérolas em formas de palestras. Falas estratégicas, histórias que em poucos minutos te emocionam, ascendem reflexões e inspiram mudanças:

Se você perdeu essa lista, aqui vai o link (vale a pena voltar lá antes de mergulhar nesta):

Na lista de hoje, reunimos 10 outros conteúdos: nove vídeos e um podcast.

Desde já pedimos desculpas ao leitor por não selecionar mais TEds, narrativas comoventes e com uma forte lição ao final. Selecionamos vídeos que não necessariamente colocam A caixa do homem do palco, mas que mergulham com mais profundidade em outros assuntos que cercam esse ponto: sexualidade, amor, normas, raça, trabalho, arte, bem estar, entre outros.

Não são vídeoa rápidos, portanto, não se sinta na obrigação de devorar todos numa tirada só (a infodemia, pressão por estar sempre por dentro de tudo,  também faz mal). Salve esse texto e vá se aprofundando em um conteúdo por vez, conforme fizer sentido no seu percurso. 

1. Quais os limites e riscos da discussão sobre masculinidade tóxica?

Essa palavra, "masculinidade tóxica", tem chamado atenção de muita gente nos últimos anos. Com esse termo, a discussão sobre o que se espera dos homens, o que se entende sobre ser homem, chegou aos ouvidos de muita gente. 

Mas, de certa forma, o termo tem seus limites. Nós do papodehomem, assim como muitas outras pessoas que estudam e trabalham com masculinidades escolhem não usá-lo. Você sabe porque?

Aqui vai:

2. Violência sexual contra homens

Homens são os que mais matam e os que mais morrem, também são os principais perpetradores das violências sexuais contra mulheres e também contra outros homens. 

Esse último ponto ainda é pouco falado e queremos jogar um pouco mais de luz sobre ele:

3. A pornografia é vilã?

Quando a gente fala da cultura do estupro, logo a pornografia entra na conversa. Repensar a relação dos homens com a pornografia tem sido um ponto de debate em muitos dos grupos de homens e páginas de discussões sobre masculinidades.

Existe um consenso em enxergar aspectos nocivos do mercado pornográfico. Diante deste pontos, muitas discussões conectam os problemas com uma solução: o fim do consumo a toda e qualquer pornografia e, até mesmo, a abstinência da masturbação. 

Essa discussão não é tão simples e de resolução consensual quanto possa parecer. Nesse caso, vamos trocar o conteúdo em vídeo por um podcast de ponta que entra em novos aspectos do tema.

Vale muito a pena conferir:

4. Coachs de masculinidades funcionam?

Se você assistiu o vídeo sobre violência sexual contra homens (que é praticamente um documentário), deve-se lembrar do exemplo do filme “O durão”(2015): um executivo condenado pela justiça quer treinar para ficar "másculo o suficiente” para resistir a possíveis tentativas de estupro na prisão.

A comédia não está tão longe assim da vida real. Nas nossas redes, ao falar sobre masculinidades, recebemos e acabamos entrando em contato com conteúdos e pensamentos cujo objetivo é “treinar” homens, adequá-los aos ideias de força e hombridade.

Nesse vídeo, o jornalista Edson Castro faz um importante comentário sobre estas práticas. 

5. O ressurgimento da ideia de masculinidades primitivas

Anos antes de coaches de masculinidades chegarem a ser algo conhecido, grupos já se articulavam em fóruns para propor ideias de retomar uma suposta dominância e força perdida. 

Esses movimentos (que são vários e de diferentes linhagens) deixam as fronteiras virtuais e servem de combustível para discursos de ódio e de defesa do totalitarismo. É sobre isso que esse vídeo explica

Esses grupos expressam repulsa por ou menosprezo por todas as vidas outras que não as deles: mulheres, pessoas LGBTQIA+, pretos, índios, pessoas com deficiência. O importante notar é que essa falta de sensibilidade existe em muitos níveis na nossa sociedade e isso nos leva ao próximo ponto:

6. Trocando mitos arcaicos pelo afro-futurismo

O ano de 2020 foi marcado pelos punhos cerrados de dor e força do movimento “vidas negras importam” após mortes trágicas que deixam ainda mais claro, bem debaixo das nossas vistas, as consequências do racismo estrutural.

Essa Ted, do Fábio Kabral, fala sobre o movimento artístico afro-futurismo que tem tudo a ver com sonhar um futuro em que homens pretos estejam vivos e tenham protagonismo.

7. Entre as masculinidades pretas e amarelas

O Jones do canal Família Quilombo, foi convidado pelo Leo Hawn para que eles conversassem sobre estereótipos da masculinidades que se impõe de maneira diferentes para homens negros e asiáticos.

8. Procurando um lugar pra chamar de casa

Para muita gente, falar sobre ser homem é uma coisa. Falar sobre ser gay, é outra. Falar sobre ser preto, indígena ou estrangeiro, é outra. 

Claro, têm muito assunto diferente em cada uma dessas conversas, mas essas coisas estão conectadas por ideias de poder e de hierarquia social. JJ Bola, o autor do livro Seja Homem, passa por esses temas no seu livro, e também nessa Ted Talk. 

9. Descolonizando as masculinidades

Se você assistiu o vídeo do ítem 7, ouviu o Jones falando sobre descolonizar o pensamento. Sabe o que é isso? 

Em linhas gerais é o movimento em que se quebra a hierarquia de quais conhecimentos são válidos, quais vieram primeiro e passamos a entender que, muitos dos nossos conceitos estão ligados a uma só linha de pensamento que se espalhou pela colonização.

(Inclusive, a descolonização do pensamento é um valor que pretendemos cultivar em 2020.)

Você sabia, por exemplo, que nas tribos indígenas não havia discriminação quando um homem amavam outro homem? Que homens poderiam decidir viver como mulheres e mulheres poderiam decidir viver como homens, assumindo cortes de cabelo, posições de guerra e tudo mais?

 

Descolonizar o pensamento é aprender com e valorizar outras culturas. O que podemos aprender sobre uma masculinidade em comunidade, sobre menos preconceito e menos intolerância quando ouvimos sobre outras perspectivas?

10. AmarElo (Prisma)

Se a gente fala dos problemas, não é pra dividir a sociedade entre certos e errados. É pra que, com compaixão, possamos construir perspectivas que floresçam — e não só pra alguns — pra todos juntos!

Entrar em temas mais específicos, em outras questões que orbitam em volta das masculinidades, pode e deve ser um convite para trilhar caminhos que considerem mais necessidades, que contemplem mais existências.

Emicida fez isso brilhantemente em 2020 com todos os desdobramentos do seu incrível projeto AmarElo.

O álbum traz mensagens potentes. 

O poadcast Amarelo Prisma, entra em aspectos fundamentais pro nosso bem estar, pra uma vida saudável e que se sustente. E mais, faz tudo isso com propostas, pensando a vida real e acessível.

 

O documentário AmarElo - É tudo pra ontem, disponível na Netflix, coroa toda essa trajetória e vale muito a pena ser assistido. 

 

* * * 

Fazer listas é sempre um desafio e nunca uma tarefa completa, definitiva. 

Escolhemos ganchos e, agora, convidamos você a puxar fios a partir destes. Conta pra gente que outros vídeos (ou podcasts) poderiam estar nessa lista?


publicado em 14 de Janeiro de 2021, 10:02
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