21 maiores jogos da história da Champions League

Porque nem "só" de Messi e Cristiano Ronaldo vive o torneio mais cabuloso do futebol mundial

E lá se vai mais uma Champions League para a reta final. A finalíssima desta temporada está agendada para 3 de junho, em Cardiff, no País de Gales. É só piscar e lá estaremos nós grudados na tela.

Nessa edição, Cristiano Ronaldo já rompeu a impressionante barreira dos 100 gols na competição de futebol mais importante do planeta. E tem ajudado o seu Real Madrid, o maior campeão da história da competição, no rumo da sua 12ª conquista.

Enquanto isso, seu rival, Barcelona, protagonizou a maior virada da história da competição (você verá abaixo), mas entrou em apuros novamente e dessa vez nem Messi, nem Neymar, nem ninguém foi capaz de ultrapassar a fortaleza da Juventus.

As semifinais estão se desenhando e a promessa é que tenhamos grandes jogos no caminho até Cardiff, mas eu já me antecipei e coloquei a caixola pra funcionar aqui, pensando: Afinal, quais foram as maiores exibições que já se teve notícias em gramados europeus? 

Antes de começarmos, uma ressalva. Vale lembrar que essa lista, não é um ranking. Não há jogo pior ou menos relevante aqui. Tentei focar em jogos que tinha idade suficiente para ver. Outros, como os do Benfica, de Eusébio, do Ajax, de Cruyff, ou do Real Madrid, de Di Stéfano e Puskás, entraram porque a pesquisa não permitiu que cometesse tamanho absurdo de esquecê-los.
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Ainda assim, certamente deixei passar sua partida favorita. Com alguma certeza, cometi alguma injustiça. E é por isso que tá feito o convite para expandirmos a lista nos comentários.

Então, vamos lá?

1. Barcelona 6 x 1 Paris Saint Germain – Oitavas de final (2016-17)


Vamos começar com o jogo mais recente. Entendo quem reclame do juiz da partida. De fato, o Barça teve uma mãozinha. Mas virar um resultado de 4 a 0 não acontece todos os dias. Na verdade, essa foi a primeira vez na história.

Barcelona: ter Stegen; Piqué, Mascherano e Umtiti; Rafinha (Sergi Roberto), Rakitic (Andre Gomes), Busquets e Iniesta (Turan); Messi, Suárez e Neymar;
Gols: Suárez (3’), Kurzawa (contra, 40’), Messi (50’), Neymar (88’ e 90’), Sergi Roberto (90+5’)

Paris Saint-Germain: Trapp; Meunier (Krychowiak), Marquinhos, Thiago Silva e Kurzawa; Rabiot, Matuidi e Verratti; Lucas (Di Maria), Draxler e Cavani;
Gol: Cavani (62’)

2. Manchester United 2 x 1 Bayern de Munique – Final (1998-99)

O típico jogo que vale o nome de final. Duro, ríspido, numa fase que o futebol alemão lutava para se manter de pé. E uma virada nos acréscimos no típico vigor – e nas bolas aéreas – que marcaram a Premier League até então (hoje a coisa é outra, dizem). Sir Alex Ferguson abria ali o caminho para o Mundial concretizado contra o Palmeiras, ao final daquele ano. Épico.

Manchester United: Schmeichel; G Neville, Johnsen, Stam e Irwin; Beckham, Butt, Giggs e Blomqvist (Sheringham); Cole (Solskjaer) e Yorke
Gols: Sheringham (90’+1), Solskjaer (90’+3)

Bayern: Kahn; Linke, Matthaus (Fink), Kuffour e Babbel; Jeremies, Effenberg, Tarnat, Basler (Salihamidzic) e Jancker; Zickler (Scholl)
Gol: Basler (6’)

3. Borussia Dortmund 3 x 2 Málaga – Jogo de volta das quartas-de-finais (2012-2013)

Não sei você, mas sou fã assumido do treinador Jürgen Klopp. Esse Borussia dele era enérgico, rápido, habilidoso e direto ao ponto. Sem toque de lado, sem querer cuidar da bola por 90 minutos. Assumia os riscos de não ter a pelota. E esse jogo é o resumo disso tudo. Incluindo a eternamente incrível torcida amarela e negra, uma das mais fanáticas do planeta.

Borussia Dortmund: Weidenfeller; Schmelzer, Subotic, Felipe Santana e Piszczek; Bender (Sahin), Gundogan (Hummels), Gotze, Reus e Blaszczykowski (Schieber); Lewandowski
Gols: Lewandowski (40’), Reus (90’+1), Felipe Santana (90’+3)

Málaga: Caballero; Gamez, Demichelis, Camacho e Antunes; Toulalan, Duda (Eliseu), Sergio Sanchez e Isco; Joaquin (Portillo) e Baptista (Santa Cruz)
Gols: Joaquin (25’) e Eliseu (82’)

4. Milan 3 x 3 Liverpool (Liverpool 3 x 2, nos pênaltis) – Final (2004-05)

Quantas vezes um resultado de 3 a 0 torna-se um 3 a 3? Quantas vezes isso acontece em 45 minutos de uma final continental?

Essa é uma daquelas partidas que merecem ser vistas por aqueles (poucos) que ainda não entenderam o que é o futebol. Serve como palestra de autoajuda ou motivação também. Ainda mais quando você dá uma olhadinha na singela escalação milanista. Amigos de Liverpool, vocês são uns heróis. 

Milan: Dida; Cafu, Nesta, Stam e Maldini; Gattuso (Rui Costa), Seedorf (Serginho), Pirlo e Kaká; Shevchenko e Crespo (Tomasson)
Gols: Maldini (1’), Crespo (39’) e (44’)

Liverpool: Dudek; Finnan (Hamann), Carragher, Hyypia e Traore; Alonso, Luís Garcia, Gerrard e Riise; Kewell (Smicer) e Baros (Cisse)
Gols: Gerrard (54’), Smicer (56’), Alonso (59’)

5. Manchester United 4 x 3 Real Madrid – Segundo jogo das quartas de final (2002-03)

Possivelmente o último momento de Ronaldo Fenômeno em seu auge. Por mais que ele tenha desfilado títulos e gols, alguns antológicos, atuando pelo Corinthians, aqui ele mostra tudo que era capaz de ser. Um hat-trick no Old Trafford. Do outro lado, a eterna máquina dos diabos vermelhos e um tal de Beckham, que fizeram de tudo para reverter a vantagem em favor do Manchester. Uma maravilha de partida.

Manchester United: Barthez; O'Shea, Ferdinand, Brown e Silvestre (Phil Neville); Verón (Beckham), Butt, Keane (Fortune) e Giggs; van Nistelrooy e Solskjaer
Gols: van Nistelrooy (43’), Helguera (gol contra, 52’), Beckham (71’ e 85’)

Real Madrid: Casillas; Salgado, Hierro, Helguera e Roberto Carlos; Makélélé, McManaman (Portillo), Guti e Zidane; Figo (Pavon) e Ronaldo (Solari)
Gols: Ronaldo (12’, 50’ e 59’)

6. Milan 4 x 0 Barcelona – Final (1993-94)

Amigos que gostam de resumir o futebol italiano como um esporte duro, de força e marcação. Vocês estão perdendo tempo. Não é que vocês estejam errados pura e simplesmente. É que essa a estrutura italiana de futebol é apenas um começo para o desfile de cracaços como Boban e Massaro. Do outro lado estava somente o Barcelona de Johan Cruyff, o mais vistoso esquadrão catalão antes do renascimento aos pés de Ronaldinho e a fase Messi suplantar o que entendemos como futebol.

Milan: Rossi; Tassotti, Panucci, Galli e Maldini (Nava 83); Desailly, Albertini, Donadoni e Boban; Savicevic e Massaro
Gols: Massaro (22’ e 45’+2), Savicevic (47), Desailly (58)

Barcelona: Zubizarreta; Ferrer, Koeman, Nadal e Sergi; Guardiola, Bakero, Amor e Begiristain; Stoichkov e Romário

7. Borussia Dortmund 8 x 4 Legia Varsóvia – Fase de grupos (2016-17)


Sei que alguns vão torcer o nariz para a escolha. Mas é simplesmente o maior placar de uma partida da Champions na história. E, amigo, gol é vida. Então, parabéns aos envolvidos nessa chuva intensa de bolas na rede.

Borussia Dortmund: Weidenfeller; Rode, Ginter, Bartra (Durm) e Passlack; Castro, Sahin (Aubameyang), Dembele (Schurrle), Kagawa e Pulisic; Reus
Gols: Kagawa (17’ e 18), Sahin (20’), Dembele (29’), Reus (32’ e 52’), Passlack (81’), Rzezniczak (gol contra, 90’+2)

Legia Varsóvia: Cierzniak; Bereszynski, Czerwinski, Pazdan e Rzezniczak; Kopczynsk, Guilherme (Jodlowiec), Kucharczyk, Odjidja-Ofoe (Nikolic) e Radovic; Prijovic (Wieteska)
Gols: Prijovic (10’ e 24’), Kucharczyk (57’), Nikolic (83’)

8. Valencia 4 x 1 Barcelona – Primeiro jogo da semifinal (1999-00)

Aqueles que guardam no coração a valentia, a organização e, principalmente, a capacidade sinistra de derrubar Madrid e Barcelona do trono têm nesta partida um banquete. O Valencia finalista daquela Champions merece todos os aplausos. Algo me diz que os amantes do atual Atlético de Madrid, de Simeone, seriam fãs desta equipe. Talvez não soubessem.

Valencia: Cañizares; Pellegrino, Djukic, Carboni, Angloma; Mendieta, Farinos, Gerard e Gonzalez; Angulo e Claudio Lopez
Gols: Angulo (10’ e 43’), Mendieta (45’+2), Claudio Lopez (90’)

Barcelona: Hesp; Reiziger, F. de Boer e Puyol; Guardiola, Cocu, Dani, Gabri e Zenden; Kluivert e Rivaldo
Gols: Pellegrino (gol contra, 27’)

9. Real Madrid 0 x 2 Barcelona – Primeiro jogo da semifinal (2010-11)

Daqui uns anos, quando Messi já não flutuar nos gramados com seus dribles curtos, seu olhar vidrado na bola e sua patada seca e violenta para deslocar os goleiros, este será um dos jogos mais imortais do gênio da raça. O segundo gol, quando ele enfileira a defesa inteira madridista com sua canhota nascida no céu é um dos grandes momentos do futebol. Ninguém será Messi. Ninguém senão ele mesmo seria capaz de tomar a bola no círculo central de Busquets, seu companheiro de equipe, para resolver o lance com tamanha frieza e maldade. Fosse eu o diretor do Louvre e já teria encomendado uma cópia desta partida para pendurá-la ao lado da Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci. Sem exageros, haha.

Real Madrid: Casillas; Arbeloa, Sergio Ramos, Albiol e Marcelo; Pepe, Lass Diarra e Xabi Alonso; Özil (Adebayor), Cristiano Ronaldo e Di Maria

Barcelona: Valdés; Dani Alves, Piqué, Mascherano e Puyol; Busquets, Xavi e Keita; Pedro (Affelay), Messi e Villa (Sergi Roberto)
Gols: Messi (76’ e 87’)

10. Benfica 5 x 3 Real Madrid – Final (1961-62)

Eusébio, o Pantera Negra português que levou a apoteose a Amsterdã. E numa final dos sonhos contra o todo poderoso Real Madrid, a máquina que dominou o planeta na virada dos anos 1950 para a revolucionária década de 1960. O sabor especial? Anular um triplete de Puskás com uma virada conseguida nos 45 finais. Só cairia depois frente ao Santos de um tal de Pelé. Acontece.

Benfica: Costa Pereira; João, Germano e Angelo; Cavem, Cruz e Augusto; Eusébio, Águas, Coluna e Simões
Gols: Águas (25'), Cavem (34'), Coluna (51'), Eusébio (65' e 68').

Real Madrid: Araquistain; Casado, Santamaria e Miera; Felo e Pachin; Tejada, Del Sol, Di Stefano, Puskás e Gento
Gols: Puskas (17', 23' e 38')

11. Real Madrid 7 x 3 Eintracht Frankfurt – Final (1959-1960)

127 mil pessoas (super)lotaram o Hampden Park,  em Glasgow, para uma partida que, nos conta a história, foi uma das mais incríveis já realizadas. Os alemães haviam trucidado os Rangers, da Escócia, por 12x4, somando o placar das duas partidas. Já a primeira geração galática merengue – possivelmente a maior de todas –, passeou contra os eternos rivais de Barcelona (6x2, no placar agregado). O que daria na finalíssima? Um triplete do argentino Di Stéfano e inimagináveis quatro tentos de Puskás.

Real Madrid: Rogelio Domínguez; Marquitos, Santamaría e Pachin; Zárraga e Vidal; Canario, Del Sol, Di Stéfano, Puskás e Gento
Gols: Di Stéfano (27', 30' e 75') e Puskas (45', 56', 60' e 71').

Eintracht Frankfurt:  Loy; Lutz, Höfer e Eigenbrodt; Weilbächer e Stinka; Kress, Lindner, Erwin Stein, Alfred Pfaff e Erich Meier
Gols: Kress (18') e Stein (72' e 76')

12. Chelsea 4 x 4 Liverpool – Segundo jogo das quartas de final (2008-09)

Clássicos locais têm o dom da imprevisibilidade. Importa menos qual elenco é mais qualificado, quem lidera na tabela, quem passa por melhor fase ou quem – como o Chelsea – conta com investimentos infinitos de um magnata russo. 8 gols, trocas de vantagem no placar, drama, suor e lágrimas. A receita mais que perfeita para entrar na história definitivamente.

Chelsea: Cech; Ivanovic, Alex, Carvalho e Ashley Cole; Kalou (Anelka), Essien, Lampard, Ballack e Malouda; Drogba (Di Santo)
Gols: Drogba (52’), Alex (57’), Lampard (76’ e 89’)

Liverpool: Reina; Arbeloa (Babel), Carragher, Skrtel e Fábio Aurélio; Lucas, Mascherano (Riera) e Alonso; Kuyt, Torres (Ngog) e Benayoun.
Gols: Fábio Aurélio (19’), Alonso (28’), Lucas (81’) e Kuyt (82’)

13. Juventus 2 x 3 Manchester United – Segundo jogo da semifinal (1998-99)

Antes de fazer uma final histórica, a chamada "Class of 92", o professor Ferguson já havia feito escola contra a eterna e poderosa Juventus. E, bem, derrubar uma equipe italiana é parada dura desde sempre. Uma squadra que conta com os campeões da Copa do Mundo, Zidane e Deschamps, é pior. E, cara, é a Juve. A Juve dispensa apresentações. E a molecada de Manchester ganhou. E ganhou de virada.

Juventus: Peruzzi; Birindelli (Amoruso), Iuliano (Montero), Ferrara e Pessotto; Antonio Conte, Deschamps, Davids, di Livio (Fonseca) e Zidane; Inzaghi
Gols: Inzaghi (6' e 11')

Manchester United: Schmeichel; Gary Neville, Butt, Stam e Irwin; Beckham, Johnsen, Keane, Bolmqvist (Scholes); Cole e Yorke
Gols: Keane (24'), Yorke (34') e Cole (83')

14.  Barcelona 4 x 1 Arsenal – Segundo jogo das quartas de final (2009-10)

A primeira vez que Messi marcou quatro gols em uma partida da Champions. O próprio Arsenal sentira o gosto do passeio do craque argentino em outra oportunidade e ele bateria o próprio recorde ao fazer 5 nos alemães do Bayer Leverkusen. Mas o que vale aqui são todos os movimentos da orquestra regida por Xavi-Iniesta, a dupla que foi tão simbiótica que até poderia ser apenas uma pessoa.
 
Barcelona:
Valdés; Dani Alves, Rafa Márquez, Milito e Abidal (Maxwell); Busquets, Keita e Xavi; Messi, Pedro (Iniesta) e Bojan (Touré)
Gols: Messi (21', 37', 42' e 88')

Arsenal: Almunia; Sagna, Vermaelen, Silvestre (Eboué) e Clichy; Denilson, Diaby, Nasri; Rosicky (Eduardo da Silva), Walcott e Bendtner
Gol: Bendtner (18')

15. Ajax 2 x 0 Internazionale – Final (1971-72)

O que seria a revolução tática executada pelo Ajax de Rinus Michels se não vencesse a Europa? A vitória da equipe liderada por Cruyff sobre a Inter é um desses grandes momentos onde vencer garante um espaço na história. Para muitos, a partida é o marco inicial do tal "futebol total", que acabaria imortalizado pela Laranja Mecânica na Copa do Mundo de 1974. Mesmo com a derrota para a Alemanha na final. Futebol tem dessas.

Ajax: Stuy; Suurbier, Hulshoff, Blankenburg e Krol; Neeskens, Haan e Mühren; Swart, Cruyff e Keizer.
Gols: Cruyff (3' e 78')

Internazionale: Bordon; Bellugi, Burgnich, Giubertoni (Bertini) e Facchetti; Bedin, Oriali, Mazzola e Frustaluppi; Jair da Costa e Boninsegna

16. Atlético de Madrid 0 x 4 Bayern de Munique – Segundo jogo da final (1973-74)

O Bayern, de Beckenbauer, do início dos anos 1970 era para a Alemanha o que o Ajax, de Cruyff, foi para os holandeses. Uma das injustiças da história é tratar o Bayern como uma equipe que, de certa forma, não era tão boa quanto à rival holandesa. Mentira. Müller é um dos grandes atacantes da história. Breitner, um dos grandes defensores do esporte. E Beckebauer virou sinônimo de maestria. E eles jogaram juntos neste campeão europeu.

Bayern: Maier; Hansen, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Zobel, Roth e Kapellmann; Torstensson, Müller e Hoeneß
Gols: Hoeneß (28' e 83') e Müller (58' e 71')

Atlético de Madrid: Reina; Melo, Heredia, Eusebio e Capón; Abelardo, Luís Aragonés, Salcedo e Irueta; Ufarte e Gárate

17. Milan 5 x 0 Real Madrid – Segundo jogo da semifinal (1988-89)

Rijkaard, Gullit e van Basten, o trio holandês que faria do Milan de Arrigo Sacchi uma máquina encantadora de genialidade e arrojo. Pressão, contra-ataques matadores, habilidade, controle, dribles e ousadia. Milão jamais seria a mesma. Antes nada havia sido tão lindo na capital italiana da moda. A inteligência e ofensividade de um treinador italiano encontrou num trio de holandeses sua melhor tradução. Histórico passeio frente – mais um – timaço merengue.

Milan: Galli; Tassotti, Costacurta, Baresi e Maldini; Colombo (Galli), Ancelotti , Rijkaard e Donadoni; Gullit (Virdis) e van Basten.
Gols: Ancelotti (17'), Rijkaard (24'), Gullit (45'), van Basten (49') e Donadoni (60')

Real Madrid: Paco Buyo; Gallego, Chendo e Manuel Sanchís; Míchel, Schuster, Francisco Llorente e Gordillo; Martín Vázquez, Butragueño e Hugo Sánchez

18. Bayern de Munique 0 x 4 Real Madrid – Jogo de volta das semifinais (2013-14)

Não é esperado sofrer um baile desses em casa. Mas enfrentar o Real Madrid é estar frente a frente com um esquadrão. Sempre foi assim. Sempre será. Aqui entra Cristiano Ronaldo, que recentemente ultrapassou os 100 gols marcados na mais complicada competição de futebol do mundo. Dá para dizer que esta é a pior derrota da carreira de Pep Guardiola também. E o português tem papel fundamental nela. E em muitas, muitas, muitas outras.

Bayern: Neuer; Lahm, Boateng, Dante e Alaba; Kroos, Schweinsteiger, Robben e Ribéry (Göetze); Müller (Pizarro) e Mandžukić (Javi Martínez)

Real: Casillas; Carvajal, Sergio Ramos (Varane), Pepe e Coentrão; Alonso, Modrić e Di Maria (Casemiro); Bale, Benzema (Isco) e Cristiano Ronaldo
Gols: Sergio Ramos (16' e 20') e Cristiano Ronaldo (34' e 90')

19. Ajax 4 x 0 Bayern de Munique – Primeiro jogo das quartas de final (1972-73)

A confirmação inegável de que o "futebol total" do Ajax era bem mais do que um jeito "diferentão" de ver um jogo de futebol. Ele também dá muito certo. Com troca de posições, tentativa de sufocar o adversário, opção pela habilidade e inventividade, o time vermelho e branco foi capaz de destroçar a talentosíssima, embora jovem naquele momento, equipe da Baviera. O maestro Cruyff era atacante, centroavante, meia, ponta, mas também iniciava as jogadas entre os defensores. O que fazer com tudo aquilo? Nem Beckenbauer soube dizer.

Ajax: Stuy; Suurbier, Blankenburg, Schilcher e Krol; Neeskens, Haan e Mühren; Rep, Cruyff e Keizer
Gols: Haan (53’ e 70’), Mühren (68’) e Cruyff (89’)

Bayern: Maier; Beckenbauer; Hansen, Schwarzenbeck e Breitner; Roth, Hoeness, Zobel e Dumburger; Hoffmann e Müller

20. Barcelona 3 x 0 Bayern de Munique –Jogo de ida das semifinais (2014-2015)

O chamado trio MSN (Messi, Suárez e Neymar) vinha da temporada mágica, dos recordes de gols, de assistências e da parceria afinadíssima, dentro e fora de campo. Mas enfrentar o Bayern numa semifinal nunca é fácil. Ter pela frente o mentor de Messi, Pep Guardiola, é mais complicado ainda. Ou era para ser. Com um chute de fora da grande área e um dos dribles mais fantásticos que Europa já viu, Messi colocaria o mundo aos seus pés novamente. Boateng, se precisar conversar, manda um comentário. Te entendo, cara.

Barcelona: ter Stegen; Dani Alves, Piqué, Mascherano (Bartra) e Alba; Busquets, Rakitic (Xavi) e Iniesta (Rafa Alcântara); Messi, Suárez e Neymar
Gols: Messi (74’ e 80’) e Neymar (90’+3)

Bayern: Neuer; Benatia, Boateng e Rafinha; Lahm, Alonso, Schweinsteiger, Thiago Alcântara e Bernat; Müller (Göetze) e Lewandowski

21. Bayer Leverkusen 1 x 2 Real Madrid – Final (2001-02)

É a partida decidida por aquele chute de canhota do Zidane. Aquele em que ele ensina todos os atletas – profissionais ou de final de semana – como deslocar o corpo para bater na bola sem precisar dominá-la ou atrasar o lance. Dizem que todo artista tem uma assinatura. Zidane parece nem se esforçar para criar a dele. Um dos gols mais mágicos que já vi. E decisivo.

Bayer Leverkusen: Butt; Sebescen (Kirsten), Zivkovic, Lucio (Babic) e Placente; Ramelow, Schneider, Ballack e Brdaric (Berbatov); Basturk e Neuville
Gol: Lúcio (14')

Real Madrid: César (Casillas); Salgado, Hierro, Helguera e Roberto Carlos; Makélélé (Flávio Conceição), Solari, Figo (McManaman) e Zidane; Raúl e Morientes
Gols: Raul (9') e Zidane (45')

***

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publicado em 25 de Abril de 2017, 00:10
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Rafael Nardini

Vive de escrever bobagem. Torcedor de arquibancada, fake de músico e curioso na cozinha.


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