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27 cervejas artesanais importadas para se beber

França, Bélgica, Itália, Estados Unidos e até cervejas neozelandesas. As cervejas gringas e artesanais que você pode procurar sem medo

"Se Maomé não vai à montanha...", já dizia o ditado. Podemos dizer que temos sorte, já que cada vez mais podemos provar das cervejas que são fabricadas fora do país. Uma coisa é certa: é sempre melhor (e muito melhor) você tomar uma cerveja que não atravessou milhares de quilômetros, mas se não tem jeito, façamos do jeito que tem! 

Quando tiver oportunidade, viaje e faça um tour etílico pelas bicas e torneiras perto e dentro das fábricas!

Essa lista foi feita em cima das cervejas que eu provei em 2014. Já provei várias cervejas que não estão nessa lista, mas ficaram para um próximo texto! Não há ordem de preferência!

1. Rooie Dop Chica IPA

Com seus 7,1% de álcool, esta cerveja tem notas florais e cítricas, feita pela nova queridinha holandesa De Molen.

2. Brooklyn Brown Ale

Compra-se em qualquer lugar e por um preço ótimo. Delicia!

3. Brooklyn Lager 

Das melhores cervejas lagers importadas vendidas no Brasil. Quase unânime entre os cervejeiros do setor.

4. Kriek Cuveé René 

Um jardim de flores, frutada e a acidez fora do paladar comum.

5. Celebrator Doppelbock 

Minha cerveja preferida neste estilo Doppelbock. Cheia de sabores.

6. Mort Subite Framboise 

Irresistível com cheese cake. Leve acidez e bem frutada.

7. Ashtray Heart Evil Twin 

Para quem gosta de um leve defumado.

8. Malheur 12 

Fácil de achar e tem o preço justo pela qualidade. Vale beber em uma comemoração ou presentear alguém.

9. De Dochter van de Korenaar peated oak aged embrasse 

Uma cerveja diferente, que deve ser aberta entre amigos para filosofar sobre seus sabores estranhos e complexos.

10. Mikkeller Sort Gul 

Excelente cerveja no estilo Black IPA, com rótulo do brasileiro Ciro Bicudo.

11. Moa Breakfast 

Leve e deliciosa, essa cerveja da Nova Zelândia leva trigo, flores e cerejas.

12. Moa Imperial Stout 

Também do continente longínquo, uma Stout de encher a boca, maturada em barris de carvalho e com amargor elevado.

13. Sea Dog Wild Blueberry 

Cerveja americana clara, leve e com toques frutados.

14. Duchesse de Bourgogne 

Essa cerveja é rica em aromas e sabores, uma autêntica cerveja dos Flanders. Tem blend com suas versões em 8 e 18 meses de carvalho. Das preferidas que tem na lista, ano após ano. A Cervejaria Belga existe desde 1885.

15. Chimay Doreé 

Uma das últimas novidades lançadas pela Chimay, esta cerveja belga é  dourada (chamam de "gold cap") e bastante saborosa.

16. Chimay Bleue 

Minha cerveja para o almoço de sábado. Complexa e cheia de aromas, essa Belgian Dark Strong Ale é uma das cervejas trapistas mais fáceis de se encontrar.

17. Vedett 

Refrescante, o estilo witbier deveria ser obrigatório nos finais de semana do brasileiro. Mais seca do que muitas do mesmo estilo, harmoniza bem com salada, comida japonesa e peixes leves.

18. Baladin Wayan

Uma Saison italiana com toques cítricos da laranja, especiarias com o coentro e ainda leva, além do trigo tradicional, trigo sarraceno e centeio.

19. Sierra Nevada Pale Ale 

Uma Pale Ale apetitosa, mas ainda chega pouco e com valores não tão agradáveis.

20. La Corne Tripel 

Uma tripel com receita incomum, sabor levemente adocicado, lembra frutas amarelas e tem alto teor alcoólico. Bem legal é o seu copo em formato de chifre.

21. Mont des Cats

Uma Dubbel que é feita por monges na França, considerada a oitava cerveja trapista. Vale a procura.

22. Westvleteren 12 

A famosa cerveja Trapista, de difícil pronúncia, essa belga tem uma condição difícil. Ela não é comercializada a não ser no restaurante em frente ao mosteiro, que não é visitável. Suas garrafas só chegam por aqui se alguém que você conhece trouxer. 

Já foi considerada a melhor do mundo. E sim, é sensacional.

23. Rosé de Hibiscus Dieu du Ciel 

Não seria uma lista das minhas cervejas preferidas se essa witbier com flores de hibiscus não estivesse aqui. Desde que tomei essa cerveja, em 2011, esperava que chegasse ao Brasil. 

Felizmente, em 2014, desembarcaram em nossas terras.

24. La Trappe Tripel 

Mais uma trapista para a minha lista. Sou muito fã dessa cervejaria que, assim como a Chimay, é fácil de ser encontrada. A Tripel harmoniza muito bem com pratos mais potentes e saborosos, como pato.

25. Old Rasputin 

Esta Russian Imperial Stout tem textura de óleo de carro, grossa e de paladar acentuado. Não conheço quem não caia de amores por ela.

26. Vichtenaar 

A cervejaria belga fica em uma pequena cidade, mas consegue fazer grandiosas cervejas. Esta é uma Flanders Red Ale, incomum para nosso gosto, fica em barricas de carvalho por 8 meses. 

Tem o sabor mais “avinagrado” de frutas escuras e boa carbonatação.

27. Rosé de Gambrinos Cantillon 

Não poderia deixar de colocar uma cerveja original e muito tradicional da Cervejaria de Bruxellas, a Cantillon. Esta cervejaria produz ainda à moda antiga, com fermentação espontânea. 

Leva cerca de 2 anos para ficar pronta, tem framboesa na sua receita, deixa um sabor frutado junto a acidez perfeita e equilibrada.

* * *

Ainda existem muitas cervejas que não chegaram no Brasil. A grande dificuldade de importação, aliada aos altos custos e falta de logística adequada são problemas que enfrentamos. Mas hoje existem muitas importadoras que estão se esforçando para fazer um bom trabalho e, por isso, cada vez mais as prateleiras estão lotadas de boas cervejas. 

Sempre dê preferência por comprar em lugares que se mostram cuidadosos com o trato da garrafa. Elas já sofrem muito com a distância, calor, balanços. Alguns estilos devem ser tomados mais rápidos, outros podem aguardar quietinhos em casa para tomar.

Fiz, anteriormente, uma lista com 49 cervejas nacionais para beber. Já deu uma olhada? E dessa lista, qual ainda falta beber?


publicado em 14 de Março de 2015, 00:00
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Bia Amorim

Formada em Hotelaria e pós-graduada em Gastronomia, com especialização em Sommelier de Cervejas. Está no Twitter (@biasamorim) e Instagram (@biasommelier), além do Farofa Magazine, projeto que nasceu para para atender a crescente demanda de comensais que gostam de harmonizar, aprender, conversar e filosofar.


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