4 regras para fazer um Star Wars grandioso

O alvorecer de uma nova era para os fãs de Star Wars se anunciou. Novos filmes serão feitos, novas histórias serão contadas. E, como era de se esperar, temores surgiram.

Pensando nisso, a agência Sincerely Truman fez um belíssimo vídeo-manifesto-petição refletindo os receios de muitos. O vídeo se chama 4 Rules to Make Star Wars Great Again.

Além disso, eles fizeram um site chamado Dear J.J. Abrams, pedindo aos fãs para assinarem uma petição que, se atingir um milhão de assinaturas, será entregue "em mãos", na Disneylândia, com uma cópia das instruções contidas no vídeo.

Link Youtube

Como sou um fã religioso de Star Wars, decidi fazer alguns comentários sobre os quatro pontos levantados, que agora compartilho com vocês.

1. O cenário é a fronteira

skywalker

Star Wars não se passa em uma galáxia muito, muito distante à toa. Esse clima é o que determina o tom de toda a narrativa da trilogia original.

Star Wars é um faroeste espacial. Uma saga repleta de caçadores de recompensa, de criaturas e montarias perigosas, de veículos rápidos mas pouco práticos. Em Star Wars, a qualquer momento você pode levar um tiro ou perder um braço. Ninguém quer saber de códigos de honra e da ética antiquada de velhas culturas. As coisas estão se movendo e é preciso olhar por cima dos ombros para não ser pego de surpresa.

Há, sim, espaço para tramas, conspirações e alguma civilidade, mas é o medo que mantém as coisas nos eixos. Se você não paga suas dívidas, vai ter sua cabeça a prêmio por todos os lados. A única forma de sair da vigilância e da pressão da ditadura imperial é se esconder nos lugares mais remotos da galáxia, sejam pântanos, desertos secos ou gelados ou pubs cheios de criminosos.

A cidade, o parlamento, a biblioteca, os quartos luxuosos de reis e políticos, isso não representa o verdadeiro significado de "exótico" e "heróico", palavras-chave no que faz de Star Wars um épico.

2. O futuro é velho

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A estética de Star Wars é totalmente fascinante. Não apenas por mostrar instalações grandiosas, máquinas surreais e toda sorte de raças bizarras, mas principalmente por ter um apelo antiquado, herdado das referências ao art déco, dos antigos faroestes, das pinturas japonesas.

Star Wars é empoeirado, pobre, velho. Tudo é antigo, comprado de segunda mão, meio defeituoso. As coisas precisam de porrada para funcionar. O futuro não é no futuro. É há muito tempo atrás.

3. A Força é misteriosa

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Nós não precisamos de explicações pseudo-científicas para as manifestações da Força.

Ela captura nossa atenção por ser o fator místico que conecta a todos. Ela nos pega por fazer Obi-Wan passar mal com a destruição de um planeta, por permitir que haja uma comunicação telepática entre pai e filho, por fazer com que Yoda seja capaz de prever o futuro e por transformar cavaleiros Jedi em fantasmas que acompanham um pupilo em prol da salvação de um legado.

Se algo é realmente misterioso e, porque não, grandioso, esse algo não pode ser banalizado. Ser um cavaleiro Jedi é para poucos. O domínio da Força é difícil e requer treinamento.

A Força exerce o poder e o fascínio daquilo que é desconhecido, é importante não perder isso.

4. Star Wars não é fofo

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Esse é um ponto que precisa ser reforçado. E é um medo plausível, tendo em vista as mãos de quem a série está agora.

Os fãs sofreram bastante com personagens bobos, tiradinhas metidas a besta e rivalidades ingênuas.

Ainda que haja espaço para alguma comédia, algo que acontece com uma certa frequência, o universo de Star Wars precisa ser exibido novamente como ele era, um lugar tão gigantesco que é impossível de ser monitorado e que, por isso, permite que os seres façam perdurar suas próprias leis.

* * *

Claro que o vídeo e as tais regras geram alguma discussão. Já temos fãs dos episódios I a III entrando no debate e dando seus pitacos sobre o que pode ser feito nos novos filmes. 

O que vocês acham? Dá pra confiar nos futuros filmes de Star Wars ou devemos todos assinar a petição?


publicado em 08 de Outubro de 2013, 05:02
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Luciano Andolini

Cantor, guitarrista, compositor e editor do PapodeHomem nas horas vagas. Você pode ouvir no Spotify. Também escreve no Medium e em seu blog pessoal. Quer ser seu amigo no Facebook e Instagram.


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