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A autoestima na suruba

A vida é muito curta pra termos vergonha de nossos corpos.

 

Uma orgia não é só divertida: ela pode ser pedagógica e empoderadora.

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A pessoa mais feia que já vi transar... sou eu!

Em nossas vidas normais de pessoas medianas, com exceção de nossas próprias transas, todas as OUTRAS transas que vemos são em filmes pornô, entre pessoas lindas e saradas, empolgadérrimas e estimuladas; onde paus estão sempre duros e bucetas, lubrificadas; onde os paus se encaixam em todos os buracos com facilidade; onde os orgasmos são fáceis, rápidos e repetidos; onde não existe AIDS, STDs, gravidez.

Ou seja, quase sempre, na prática, somos as pessoas mais feias que já vimos transar.

Ao mesmo tempo, nas narrativas de Hollywood ou da Globo, o sexo ou amor romântico entre pessoas fora do padrão é sempre visto como algo bizarro, humorístico, estranho.

A mensagem, martelada por todos os lados, acaba sendo introjetada por nós:

Só o mocinho e a mocinha, lindos e loiros, magros e jovens, é que merecem realmente o amor.

No cinema, quando duas pessoas acima do peso "certo" ou acima da idade "certa" se beijam, a reação coletiva da plateia já está automatizada:

"ECA!"

Se o amor e o sexo não são para nós, então, como manter nossa autoestima saudável?

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O sexo é para todas as pessoas

Participar de uma orgia, suruba, bacanal ajuda a quebrar esse paradigma.

Não precisa nem fazer nada:

Já é mágico e empoderador simplesmente VER outras pessoas transando. Pessoas de verdade. Pessoas gordas e magras, jovens e velhas, com dificuldades motoras ou problemas de circulação.

E, mesmo assim, cada uma do seu jeito, cada uma como pode, estão todas lá transando e gozando, metendo e lambendo, chupando e beijando.

Se elas podem, a gente também pode.

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O sexo nos une e nos define

Somos todas a culminação de uma linhagem direta e inquebrável de pessoas antepassadas que fudiam muito; que fudiam em camas, que fudiam na praia, que fudiam em cavernas.

Algumas de nossas pessoas antepassadas ainda não tinham linguagem, algumas ainda nem andavam eretas: mas todas, todas, sem exceção, fuderam.

Em termos de sexo recreativo, penetração pau-na-buceta não está nem no meu Top 5: seu valor mais importante é simbólico.

Estar dentro da pessoa amada, sentir a pessoa amada dentro de nós, é uma sensação transcendental, fora do tempo: é como estar ligada e conectada, encaixada e engatada, em todas as pessoas humanas que já existiram e que vão existir.

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publicado em 26 de Outubro de 2016, 20:34
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Alex Castro

alex castro é. por enquanto. em breve, nem isso. // esse é um texto de ficção. // veja minha vídeo-biografia, me siga no facebook, assine minha newsletter.


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