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Desafio pessoal: São Paulo – Rio com um tanque de gasolina.

A melhor definição do termo "Prazer" que já li dizia:

"Alívio rápido de tensão."

Quanto maior a tensão, maior o prazer.

Não é à toa que a subida da montanha russa é lenta, as mulheres mais sedutoras gostam e sabem nos provocar, as bandas nunca abrem o show com o maior  hit e os melhores restaurantes demoram a servir o prato principal. Tudo faz parte de um ritual para gerar mais tensão.

Me lembro dos natais de quando era criança. Eu e meus primos todos inquietos esperando o Papai Noel chegar com os presentes e o velhinho todo ano só aparecia depois que os adultos terminavam a ceia. Era doloroso para todas as crianças esperar, mas como era foda abrir os presentes.

A primeira vez que dirigimos o A1, a tarefa era fácil. Sair de São Paulo, enfiar o pé na Rodovia dos Bandeirantes até chegar em Campinas.

Nossos comparsas GNV e Junior WM tiraram de letra essa missão e chegaram na frente de todo mundo.

Já faz um tempinho

Desta vez, a Audi nos procurou para um desafio um pouco diferente. Não tinha nada a ver com testar aceleração, torque, curva, esportividade e tempo mínimo possível. A proposta era autonomia, economizar combustível, otimizar e ir mais longe com menos.

Objetivo: Fazer o trajeto São Paulo–Rio de Janeiro de Audi A1 com menos de um tanque.

Parece tarefa fácil: motor 1.4 Turbo, carro leve, 45 litros de tanque, estrada boa, 2 passageiros a bordo e pouca bagagem.

Mas não foi.

Fui buscar o A1 numa quarta-feira de tarde, mas só pegaria a estrada na sexta. Durante este tempo, deixei o carro guardadinho na garagem de casa e não saí com ele. Para ajudar, fazia alguns meses que eu não pegava uma estrada, estava seco. Foi como esperar o Papai Noel chegar na noite do dia 24 de dezembro, contava os dias para sexta-feira.

E ela chegou. Saí mais cedo do trabalho para fugir do trânsito, coloquei as malas no carro, busquei a primeira dama e segui rumo ao Rio de Janeiro.

Cair na estrada de Audi depois de tanto tempo foi como reencontrar um grande amigo na companhia de uma boa garrafa de vinho.

Olha só a alegria da criança

Abandonei meu objetivo de chegar no Rio de Janeiro com menos de 1 tanque de gasolina assim que encontrei a primeira reta livre da Rodovia Presidente Dutra.

Desculpa, Audi, o ronco delicioso e o barulho da turbina me desviaram completamente do objetivo. Preferi curtir o carro e a estrada sem me preocupar com economia de combustível. Estava aliviando toda aquela tensão que criei desde quarta-feira. Foi uma maravilha.

A grande surpresa do A1 é que ele pode parecer um carro mansinho por ser equipado com um modesto motor 1.4, mas ele tem mais de 120 cavalos e 200 Nm de torque, além do câmbio de 7 marchas na borboleta que dá um belo toque de esportividade.

Já conhecia bem os limites e o comportamento do A1 quando o pilotei no autódromo de Interlagos, o que me deixou mais seguro nos 450km de asfalto da porta da minha casa ao meu destino no Rio de Janeiro. Não vou entrar em detalhes de velocidade, mas garanto que o trajeto foi feito com responsabilidade. O consumo médio final foi 12km/l, ainda assim daria para chegar ao destino sem abastecer, mas tive o bom senso de não rodar com o carro na reserva.

No fim das contas, o A1 faz Sampa - Rio com um tanque ou não?

Faz e com muito menos! Depois de ter curtido bastante o feriado e o carro, fiz o caminho de volta tentando ter o máximo de performance. Com o ar condicionado ligado e sem ficar obcecado com o conta-giros, o carro fez uma média de 15 km/l na estrada, consumindo 3/4 de tanque.

Nos últimos quilômetros de estrada

Achava que meu número estava razoável, até encontrar esse artigo dizendo que um grupo de jornalistas conseguiu bater a marca de 22,5 km/l – uma moto de 125 cilindradas consome 26km/l. Fazendo o trecho São Paulo–Rio de Janeiro com 20 litros de gasolina, menos da metade do tanque do A1.

Chega a ser controverso pensar que o mesmo carro que consegue marcas de consumo ridiculamente baixas, chega a 160 – 180 km/h sem grandes esforços.

E vocês, qual o menor consumo que conseguiram fazer em estrada?

Um ótimo companheiro de viagem

Nota do editor: Mandem seus relatos para as próximas edições do Na Estrada

Queremos mais histórias viscerais, queremos ver vocês saindo da cadeira e rodando por aí. Queremos saber das trilhas, escaladas, caminhadas, comidas exóticas, animais selvagens e tudo mais que vocês ousarem desbravar em suas expedições. Queremos inspirar vocês.

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  • Faça um contexto rápido, contando quem estava lá, onde e quando foi a aventura

  • Escrevam textos curtos, concisos, contando o melhor, como se estivessem narrando os feitos para um amigo

  • Não esqueçam de ler as orientações para novos autores

  • Inclua as fotos mais descaralhantes da aventura; se tiver vídeo, mande também

Vamos sentir a qualidade e quantidade dos relatos para decidir a frequência da série. Relatos fracos serão negados, já avisamos pra ninguém ficar tristonho. Além do que, mais importante do que ter a história publicada na web é ter vivido tudo na pele.

Até breve!


publicado em 30 de Novembro de 2012, 13:28
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Rodrigo Cambiaghi

Gerente de Mídia do PapodeHomem, é especialista em mídia programática e monetização de sites. Reveza o tempo entre filha, esposa, cão, trabalho, banda, games, horta de casa, cozinha e a louça que não acaba nunca.


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