Aprenda a gostar de culinária japonesa

Houve um época em que comer comida japonesa era sinônimo de programa de burguês. Isso já era.

Foi-se o tempo em que, devido a pouca variedade de restaurantes, era necessário ir até o bairro conhecido por cultivar tradições japonesas e abrigar vários moradores asiáticos. Nesses locais os cardápios eram escritos em ideogramas japoneses e 90% dos frequentadores não falavam português. Os pratos eram somente a la carte, sem festivais e rodízios.

Além disso, seu conhecimento em manusear hashis era uma obrigação. Pedir talheres era mais feio do que colocar ketchup no macarrão da nona.

As coisas mudaram. Pra melhor.

Tem certeza que você vai pedir garfo e faca?

A comida oriental tornou-se uma refeição muito popular no Brasil. Não só a nipônica, mas também a chinesa e a tailandesa. Assim, junto com a fama da culinária desses países no Brasil, vieram centenas de restaurantes. Quem ganhou com isso foi o consumidor. A concorrência obrigou os restaurantes a investirem em qualidade, variedade, atendimento e preços.

O boom da culinária japonesa também possibilitou o surgimento de pratos mais contemporâneos, como o cream cheese, hot rolls e molho teriaki. Há quem julgue isso um crime com a tradição milenar, mas temos de concordar que esses restaurantes e temakerias ocuparam um espaço que poderia ser do fast-food junk. Melhor um temaki com cream cheese e tabasco do que um x-burguer com maionese e bacon.

Que gostar de comida japonesa? Então acompanhe essas dicas:

Pouco shoyu!

Quem nunca viu a galera que praticamente afoga a comida na piscina de shoyu?

Tá tudo errado.

Shoyu é como sal na comida. Se você coloca de mais, mata o sabor dos outros ingredientes e deixa tudo com o mesmo gosto. Além de fazer mal em excesso.

Se você bebe mais líquido do que o normal quando faz uma refeição no restaurante japonês, provavelmente está exagerando no shoyu e detonando com seu paladar. Não é a toa que alguns rodízios cobram R$4 em refrigerante. Eles sabem desse péssimo hábito do brasileiro de entupir a comida de sal e tiram proveito disso.

Coma em restaurante tradicional

Comida japonesa não é só sushi, sashimi e niguiris. Isso é só 10% do que há na culinária nipônica oferece. Portanto, pesquise. Pergunte para aquele amigo japa que passou direto em medicina na universidade federal qual restaurante ele vai com a família nos finais de semana.

Anote o endereço, vá lá e peça por um Teishoku. E não me venha com frescuras.

Conheça o ambiente do local

Cuidado com rodízios muito baratos e em lugares desconhecidos.

É tradição dos restaurantes japoneses deixar o peixe à mostra no sushi bar. Isso não é a toa. Cheque a cor do peixe antes de se posicionar para a refeição. Se achar a qualidade duvidosa, saia do local.

Ah, outra informação importante. O wasabi não é só um temperinho maneiro que arde a boca. Ele é também uma planta medicinal e antídoto para envenenamentos, por isso é servido com o peixe cru desde as épocas mais remotas no Japão. Ele era o responsável por evitar contaminação caso o peixe não estivesse fresco.

Mecenas: Koni Store

Coma em restaurante contemporâneo

Os cariocas não falam Temaki. Mas sim, Koni. Por isso: Koni Store.

Koni Store é uma das maiores franquias do Rio de Janeiro que há dois anos também atende em São Paulo. O restaurante criou um novo  cardápio contemporâneo chamado Gurumê Summer assinado pelo premiado chef Adriano Kanashiro.

Se você é fã de comida japonesa, tanto tradicional quanto contemporânea, não deixe de provar. Conheça também a Fan Page do Koni Store.

Nota do autor: Acho louvável a Koni Store, um restaurante japonês contemporâneo não ter tabus em falar de comida japonesa tradicional em um artigo patrocinado pela marca.

 

 


publicado em 20 de Dezembro de 2011, 07:24
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Rodrigo Cambiaghi

Gerente de Mídia do PapodeHomem, é especialista em mídia programática e monetização de sites. Reveza o tempo entre filha, esposa, cão, trabalho, banda, games, horta de casa, cozinha e a louça que não acaba nunca.


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