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Breve história de um aspirante a rockstar

Lembro bem da primeira vez que fui a um show. Na época, tinha 14 anos e a apresentação era do Shaman, em seu primeiro disco, chamado Ritual. O André Matos havia saído do Angra, dividido o grupo em dois e formado esta nova banda. Era impossível não me sentir ansioso por estar ali e encontrar quem eu considerava o melhor vocalista brasileiro de metal na época.

O show começou e a adrenalina correu estourando meus vasos sanguíneos. Apesar da estrutura precária, típica dos eventos desta natureza em Belém, tudo parecia grandioso. Os músicos, os solos, a performance, o público enlouquecendo. O André Matos soltando seus gritos e fazendo a plateia participar, cantando junto, dando a vez para que fizéssemos a parte dele durante a música.

Ao final, saí de lá com uma experiência que me marcou pelo resto da minha (pelo menos até agora) curta vida. Só conseguia pensar numa coisa: eu também quero fazer isso. Também quero estourar auto-falantes e tocar tão alto para até os surdos ouvirem.

Moleques fazendo Rock 'n Roll.

Foi essa experiência que me trouxe uma paixão e um desafio: a música.

Entrei imediatamente para uma categoria da qual muitos devem ter sido: aspirante a rockstar. E posso dizer-lhes que nem sempre esta posição foi muito favorável. Porém, apesar das tribulações comuns na vida, como não ter instrumentos, nem locais pra ensaiar ou fazer shows, a paixão sempre falou mais alto. Independente de resultados, público ou aprovação.

No final, buscava o sonho do rock 'n' roll. E, de repente, quando olhei pra frente, meus olhos estavam ofuscados por um jogo de luz. Ao meu lado, três outros caras tão apaixonados quanto eu por aquela loucura, onde nada faz sentido e, ao mesmo tempo, é como se tivesse encontrado a verdadeira razão de estar vivo.

Nada se iguala a ver os amigos sorrindo, algumas pessoas que você nunca viu antes cantando suas músicas e todas as histórias que acontecem enquanto a sua música toca no ambiente. Nada se iguala a se conectar com os outros por uma ligação que, apesar de ter palavras, no final elas são a parte menos importante do processo, num nível muito distante do racional.

Basicamente, foi assim que resistimos durante esses anos tocando juntos. Alguns garotos fazendo aquilo que amam. É isso.

It’s been a long time since I’ve rock and rolled

TRANZE é a banda na qual torno possível todo esse processo descrito acima. Acredite, para nós é extremamente prazeroso estar ali, fazendo o que fazemos. E, mesmo não sendo um Led Zeppelin, Black Sabbath ou AC/DC, quando os acordes começam a soar, é como se fôssemos. Ou, melhor dizendo, nos sentimos de tal forma. Agora, surgiu para nós uma oportunidade importante, de concretizar um sonho.

Após um ano inteiro fora de atividade, nos inscrevemos sem grandes expectativas para um concurso. Surpreendentemente, passamos para as semifinais.

Agora, precisamos de alguns votos para passarmos para as finais e concorrer à gravação de um disco.

É aqui que entra a sua participação. Que tal ajudar um músico a realizar um sonho de adolescente?

Abaixo está o vídeo da nossa audição no concurso, no qual participamos com a música “Assim o velho não aguenta”.

Link YouTube | TRANZE - Assim o Velho Não Aguenta (Audição CCAA Fest Belém)

Se gostar verdadeiramente da música, seja gentil e nos dê um voto.

Pode ter certeza que serei imensamente agradecido por esta contribuição.


publicado em 26 de Novembro de 2010, 08:56
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Luciano Andolini

Cantor, guitarrista, compositor e editor do PapodeHomem nas horas vagas. Você pode ouvir no Spotify. Também escreve no Medium e em seu blog pessoal. Quer ser seu amigo no Facebook e Instagram.


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