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Califórnia: 50 dicas matadoras pra uma viagem inesquecível | Parte I

Primeiro de tudo, vamos contextualizar: se você se interessa por histórias de reecontro, paixão adolescente, gaivotas voando e pedidos de casamento em montanhas distantes, você terá um prato cheio nas linhas abaixo.

Agora, se você veio aqui somente para caçar informações úteis para sua viagem pela Califórnia, sem problema, é só rolar o mouse até as dicas e preparar o ctrl+c, ctrl+v frenético.

Descrença, Paixão e Aventura

A noiva mais bonita de todo o condado
A noiva mais bonita de todo o condado

Até antes desta viagem, eu não tinha interesse algum em ir pros States. Imaginava aquele lugar como um shopping center sem fim, cheio de  refrigerantes gigantes e pessoas com visões equivocadas de política externa assistindo ao American Idol. Só que eu tenho uma namorada que, assim como eu, estava há 5 anos sem férias e que, de uma hora pra outra, decretou que era pra lá que ela queria ir.

Daí eu fiz o que um homem de verdade faz nesta situação: levar sua mulher onde ela te ordena. Fomos cozinhando o roteiro durante uns meses, sem pressa, reservando aqui, descobrindo sobre acolá.

Foi então que pensei em colocar em prática um antigo e audacioso plano. Nos conhecíamos desde os 15 anos de idade (nosso primeiro beijo) quando ela, menina da capital, ia passar férias no interior e roubava corações incautos de meninos como eu. Depois de uma ou outra paixão juvenil de verão, nos separamos. Eram mais de 400km de distância e isso, numa época em que você só podia usar internet até a hora que sua irmã se enfurecia e tirava o telefone do gancho, era algo muito sério.

Quase uma década se passou e a cidade grande chamou o garoto do interior que, como todo bom caipira, chegou achando que já era de casa e tratou de fazer sua primeira ligação direto pra sua paixão adolescente:

— Opa, tudo bom? Te dizer, tô morando aqui agora e não tenho celular... não sei onde comprar um. Me ajuda?

Ok, admito, puta ideia fraca, mas deus me dotou de coragem e não de inteligência. Fazer o quê?

Importante é dizer que, de algum jeito estranho, ela viu algo em mim. Talvez tenha sido minha coleção rara de gibis dos X-Men, talvez meu alcance vocal cantando Zezé. Não sei ao certo... e  a verdade é que nunca saberei.

Zoom. Avançamos no tempo de novo. Hora do grande plano.

O pedido de casamento

Aperta o timer, sai voando, beijo de amor eterno
Aperta o timer, sai voando, beijo de amor eterno

Já tinha tudo planejado -- quando estivéssemos em um dos parques naturais que visitaríamos, bem no alto de uma montanha, durante o entardecer, eu, como um guerreiro errante, pediria a mão da donzela e prometeria que todos os pores do sol seriam como aquele, apaixonados, intensos e cheio de gaivotas coadjuvantes perambulando no céu sem nos acertarem nenhuma cagada.

Mas a vida real, ah, a vida real tira muita onda da gente.

Acordei de manhã e, antes de colocar o grande plano em prática, fui passar todos os detalhes na mente. Me dei conta que ia pedir a mão dela em casamento depois que ela tivesse acabado de semi escalar 7,5km com mais de mil metros de elevação de onde começaríamos o “passeio”. Lembrei também que ela não gostava de chamar atenção alheia, que odiava caminhadas e que só tinha topado a subida porque eu enchi muito o saco.

Foi então que um raro lance mental aconteceu na minha cabeça: pensei no que ela gostaria e não no que eu achei que ela tinha que gostar. Rapaz! Me dei conta que eu estava quase colocando o véu na minha cabeça! Esse pedido era pra mim, não pra ela!

E então, dotado de incrível destreza e rapidez, levantei da cama (a cabine só tinha duas camas de solteiro) dizendo que iria pegar uma meia, enquanto, sorrateiro, colocava a mãos nas alianças.

E então, o frio, este querido amigo dos amantes, fez a sua parte:

—  Ei, tô com frio, fica aqui comigo pra esquentar?

E lá fui eu abraçá-la. Abri a mão e perguntei baixinho:

— Casa comigo?

E mais baixinho veio:

— Ahh, fala de novo...

E depois daquilo eu sabia que minha vida nunca mais seria a mesma e que momentos incríveis estariam por vir. Só não sabia que viriam tão rápido.

— Imagina a gente casando naquele igrejinha de cinema que tem aqui perto?

— Ia ser loco.”  (não sei porque, nos romances, nunca falam “loco”)

— Vamo?

— Vamo!

nossa igrejinha
Nossa Igrejinha

Enquanto ela trocava de roupa eu fui a caça da igrejinha, após 5km eternos, achei. Hora de mandar a letra no padre com meu Irish English:

— Hey, Father. Great day for God! (!?)  (pra dar aquela amaciada)

— Hello, son.

— You know... me and my girl, much love, want get marry today.

— Hmm, do you have the license?

— Yes, she love me too!

— Hmm, son, im talking about the civil license, the document...

— Ihh, father… only love.

— Hmm, to get marriage here, you will need a license and 800 dollars for the church.

— Vish, father… ok, tomorrow you will be here?

— Unfortunately no, no one will be here tomorrow, son. Sorry.

Voltando pra cabine, eu pensava que só tínhamos mais um dia no parque e que a cidade mais próxima não era nada próxima e que, de jeito nenhum, teríamos de onde tirar 800 dólares de uma hora pra outra. Resumindo:

— Amor, o padre embaçou. Precisamos de uma licença e de 800 dólares pra poder casar lá.

— 800 dólares? Miô o casório! Cadê a compaixão cristã quando a gente mais precisa dela?

— Ficou com Deus.

— Amanhã não terá ninguém lá. Vamos nós dois, a gente faz os votos que a gente quiser e manda bala, afinal, deus tá vendo, não tá?

— Ah, sempre tá, né. Fechado!”

E lá fomos nós, de voto inventado, chinelo no pé e um pouco de fome (era quase hora do almoço). Juras feitas e beijo de cinema dado, montamos no carro e partimos pra praia, almoçando como reis no caminho, em um Burguer King de estrada. Ligamos para os familiares e contamos a nova.

E foi assim que eu casei de chinelo
E foi assim que eu casei de chinelo

Porque amar é saber fazer poses no estilo
Porque amar é saber fazer poses no estilo

Mães devidamente aos prantos e lá fomos nós para o  fim de tarde mais bonito que já vimos, em uma prainha esquecida cheia de pedras.

Por fim, decidimos que iríamos jantar em um lugar que não tivesse “combo” escrito no cardápio e, assim, terminamos o dia mais fantástico de nossas vidas, no restaurante de um egípcio, comendo camarões gigantes e dando muita risada.

As Dicas!

E depois de muito amor derramado, hora de irmos para o prato principal deste texto. A primeira parte das dicas cabulosamente preciosas para que você aproveite ao máximo sua estada neste canto surpreendente do mundo!

Na viagem, ficamos em 5 lugares:

1. San Francisco (3 dias)

2. Yosemite (3 dias)

3. Pacific Grove (3 dias)

4. Los Angeles (1 dia)

5. San Diego (4 dias)

As dicas abaixo se aplicam a todos estes citados. Sem mais delongas, lá vamos nós:

Comunicação

Compre um card (chip) AT&T para o seu celular

Tem em qualquer Wallmart ou Bestbuy pelo caminho, custa cerca de 50 dólares, mas vai garantir a internet de sua viagem inteira. Existem outros mais baratos (fiz a burrada de comprar para testar e perdi 20 dólares em 15 minutos).

Embora a maioria dos lugares tenha Internet, seu carro alugado não terá e ela será muito útil dentro dele.

Point Lobos: a primeira praia deserta a gente nunca esquece
Point Lobos: a primeira praia deserta a gente nunca esquece

"Camila, tá pegando a ponte?". "Tá sim!". Valeu, fera
"Camila, tá pegando a ponte?". "Tá sim!". Valeu, fera

Mãe, to com saudade!

Caso ainda não tenha, instale no seu celular o Viber. Ele é parecido com o Skype, a ligação também é gratuita, mas você ouve bem melhor lá.

Liberte o Joel Santana que há em você

Todas as pessoas para quem pedimos informações foram prestativas e simpáticas. Creio que estão bastante acostumados com turistas, então, não se preocupe, mesmo que o seu inglês seja como o meu, macarrônico.

Valeu, fera!

Ninguém fala “thanks” na vida real. É um gíria por lá.

O que você vai realmente ouvir e falar sem parar será o pomposo “thank you”.

Ninguém entenderá nada quando você disser "Simpsons"

Eu estava a caça de um Homer pra levar de recordação e toda vez que perguntava se alguém sabia de uma loja onde vendiam produtos dos Simpsons eu ouvia um “sorry?” ou “what?” e, depois de alguma explicação, “Oh, The Siiinsissspossnsons”. Sério. É surreal, The Sinssssquisons.

Locomoção

Use o Google Maps, não o GPS

A maioria dos GPSs só oferece o caminho mais curto ou o mais rápido, enquanto o Google tem a opção de caminho mais bonito, a scenic view.

E este tipo de alternativa, numa viagem destas, faz toda a diferença!

Big Sur: a segunda praia deserta a gente nunca esquece
Big Sur: a segunda praia deserta a gente nunca esquece

San Diego, o único pôr-do-sol roxo do mundo
San Diego, o único pôr-do-sol roxo do mundo

Capricha na nave

Você passará muitas horas no carro -- passamos quase 40 -- e escolher o mais barato pode não ser tão bom para o bolso se ele for um beberrão e ainda pode deixar você bem mal humorado se não tiver um banco consideravelmente amplo e confortável.

Vamos lá, amigo, é das suas férias que estamos falando.

Alô você, lesma da rodovia!

Todo mundo anda acima do limite de velocidade nas estradas. Sério, todo mundo.

Eu já não aguentava mais dirigir como uma tartaruga e ser ultrapassado por todos, até que um amigo que mora por lá falou que só existem aqueles radares que ficam com policiais no carro e que, mesmo assim, eles instruem que é bom seguir o limite de velocidade, mas que o principal mesmo é seguir o fluxo.

Um caso raro onde o bom senso tem mais valor que as regras. Confesso que eu pirei ao saber disso, imagina que loco um mundo cheio de bom senso?

Pare!

Uma das únicas multas infalíveis por lá é esta. Quando vir o sinal no cruzamento, trate de parar. Lá, os pedestres tem preferência de verdade.

Outra coisa bem bacana é que, quando tem “Pare” num cruzamento, não é só para uma das ruas. É para as duas. Os dois param e, na sequência, segue quem chegou primeiro.

Você voltará de lá sendo um motorista melhor

Tirando Los Angeles (que é uma porcaria), em todos os outros lugares os motoristas nunca buzinam, dão luz alta ou colam na sua bunda, seja na estrada, seja na cidade.

Com o tempo, você adquire o mesmo comportamento e dirige mais devagar e com mais segurança. Foi surpreendente como fiquei menos estressado ao dirigir por lá. Então, mesmo que você não costume dirigir em estradas ou por longos períodos e esteja meio receoso em alugar um carro para trafegar em outro país, fique tranquilo, será uma jornada sem nenhum nervosismo com automóveis.

Nossa doce e leve caminhada rumo ao topo
Nossa doce e leve caminhada rumo ao topo

Yosemite, aquele canto que deus criou na sexta-feira
Yosemite, aquele canto que deus criou na sexta-feira

Moto não é opção, é diversão

Em São Francisco, não vimos uma moto sequer. Aliás, a primeira moto que vimos foi em Los Angeles, depois disso só em San Diego, mas aí eram aquelas com tiozões invocados que adoram jaquetas de couro e ocupam uma faixa inteira da rua.

Impossível não notar como é mais tranquilo dirigir em vias rápidas e movimentadas sem se preocupar com a relação carro\\moto.

Faixa grande é o que há

Se você acha grande os refrigerantes que eles tomam por lá, deveria ver os carros!

Era quase uma constante ver caminhonetes de 6 rodas pelas ruas. O lado bom é que é muito provável que seu carro tenha só 4 delas e as faixas de carros são enormes e te deixarão dirigir tranquilo.

As pistas não te traem

Sabe quando você está dirigindo em São Paulo, na Marginal Tietê, e tem que entrar à direita, mas não sabe exatamente em qual altura e, então, a faixa que você estava se transforma em uma rampa, ponte, saída ou o escambau, sem que você possa sair dela e quando você percebe você já esta na Lapa?

Pois é, isso não acontece por lá. Pode dirigir tranquilo na direita e, quando tem alguma saída ou rampa, você verá que subirá uma nova faixa e só entrará nela se quiser, fazendo uma pequena curva.

Parece uma observação qualquer, mas quando estiver dirigindo sem conhecer bem o seu destino, você verá quão fantástico é essa pequena diferença.

Pagando e andando?

Rodei alguns milhares de quilômetros e não vi um pedágio sequer, o que foi uma grata surpresa. Ainda assim, ande sempre com um pouco de dinheiro no carro. Existem muitos parques ecológicos pelo caminho que são fantásticos e a grande maioria cobra alguma taxa, mas nada muito pesado que passe de 15 dólares.

Muita coisa ainda está por vir na parte II...
Muita coisa ainda está por vir na parte II...

... muita coisa mesmo.
... muita coisa mesmo.

Só uma cartelinha, irmão!

Ao invés de zona azul, eles tem por lá o parquímetro. Cada vaga tem o seu e todos são pagos com moedas (alguns podem ser pagos com cartões).

Se você é bração para estacionar, pode ficar tranquiloa As vagas são gigantes, Mr. Magoo.

Dê carona, camarada

Em alguns trechos de rodovia, principalmente em San Diego, existe uma faixa na esquerda sinalizada como “carpool”. Ela só pode ser usada se você estiver com mais uma pessoa no carro. É uma maneira de incentivar caronas e menos carros. Não é lá muito fantástico, mas fica a informação.

Parece bobagem, mas a maioria dos veículos que vimos sempre estavam com o motorista e mais ninguém.

A gasolina é sua? Então você coloca, fera

Os postos não tem frentista e você paga antes de abastecer. Caso tenha pago por mais gasolina do que caiba no seu tanque, é só ir no caixa e pedir a diferença. Como tudo na vida, a primeira vez é meio estranha, você não sabe como colocar direito, onde apertar...

Mas depois, ah, depois você pega a manha.

Rangos e Gorós

Me vê um copo de água, truta

Muitos restaurantes oferecem água gratuitamente e, nos que cobravam, não encontramos nenhum que excedesse 1.50 dólar pelo refil.

Beba água, fera.

Tá sol ou tá engraçado? Preciso começar a utilizar minhas próprias dicas de postura (não sabe qual? Clica na foto)
Tá sol ou tá engraçado? Preciso começar a utilizar minhas próprias dicas de postura (não sabe qual? Clica na foto)

Turistando e sendo feliz
Turistando e sendo feliz

Será que esse mata a fome?

Caso esteja na dúvida se o prato que escolheu será suficiente, eu tiro sua dúvida: será!

Todas as comidas vêm em doses cavalares. E nunca peça refrigerante grande, a menos que pretenda fazer uma hemodiálise com coca-cola.

Dá um Yelp!

Utilize o aplicativo Yelp para encontrar restaurantes pelo caminho. As indicações bem ranqueadas costumam ser ótimas (tanto em preço como em qualidade).

Faça compras no Safeway

Se for procurar por supermercados, não pergunte por “supermarket”, mas sim por groceries, ou melhor, vá na minha e seja feliz, procure por um Safeway.

É uma rede de supermercados que tem em todos os lugares, com preços ótimos e um caminhão de delícias sem fim.

O paraíso das restrições

Se você não pode com lactose, com glúten, com ovo, com o diabo a quatro, fique tranquilo, você irá pirar nestes mercados.

Eles têm muitas opções para quem sofre de alergias, intolerâncias e afins. E se você é da maromba também, é possível encontrar até granola sabor chocolate tunada com um caminhão de proteína!

O mundo é de sorvete

Lá há todo o tipo de sorvete e tudo tem potencial para ser sorvete. Snickers de sorvete, bolacha de sorvete, animal de sorvete, nave de sorvete, enfim, eu pirei em um empanturramento sem fim com sorvetes, principalmente com este aqui.

O preço? 2,5 dólares. Que isso, novinha!

Fernanda Montenegro em ação
Fernanda Montenegro em ação

No próximo texto, dicas brutas sobre compras
No próximo texto, dicas brutas sobre compras

São garrafas de água e valem muito mais do que dinheiro!

Nos pontos turísticos, as garrafinhas de água são uma bica e chegamos a pagar 4 dólares em menos de 600ml. Portanto, não esqueça de carregar o estoque no supermercado e sempre deixar alguns galões no carro.

Aliás, não jogue fora os galões, encha-os de água da torneira no hotel e leve nos passeios. Se encontrar alguma praia deserta por aí (e encontrará), ficará muito feliz em ter um pouco de água doce para se desgrudar do sal.

Marombando a serviço da praticidade

Ok, esta dica não irá exatamente marombar coisa alguma, mas será de muita utilidade.

Em todas as cidades que passar, você encontrará uma loja chamada GNC. Basicamente, ela vende suplementos e afins, mas o mais interessante para você é que dá pra encontrar umas barrinhas que vão matar sua fome e não vão destruir sua alimentação saudável.

Proteína e um pouco de carbo por menos de 3 dólares a barra é muito justo (aqui elas custam quase 20 reais). Compramos umas 3 caixas (que ficava ainda mais barato) e foi uma mão na roda gigantesca, principalmente em lugares mais remotos como praias desertas e parques naturais.

Comendo o conhecido!

Você não quer arriscar nada novo e preferia comer algo que já está acostumado ou, que pelo menos, conhece? Tranquilo.

Em todo lugar é possível encontrar um Subway. Na verdade, por incrível que pareça, é mais fácil até do que encontrar um Mac. Caso você prefira McDonald's e Burguers Kings da vida, irá notar que esta não é a escolha preferida dos americanos. Entre em um deles, em cidades como San Francisco e San Diego, e você encontrará praticamente gringos e alguns mendigos.

O fim do dia do casório
O fim do dia do casório

* * *

E eis que chegamos ao fim da primeira parte do caminho das pedras.

Se você já achou estas dicas úteis, se prepare porque na segunda parte destrincharemos cada cidade: o que visitar, onde comprar, o que comer e algumas outras coisas um tanto estranhas e  surpreendentes!

Ah, claro, há também os caranguejos infinitos e suculentos por 10 dólares! Caso você também goste de boas histórias, fique tranquilo. Ursos, baleias, tubarões e Oprahs Winfreys nos esperam!

Agora, só um pequeno adendo. Raramente falo de marcas em meus textos (na verdade só falo se tiver alguma coisa realmente relevante a dizer). Neste caso, queria deixar registrado que nunca liguei muito para carros -- o meu mesmo é bem cuidado, mas não pergunte informações técnicas que você ficaria no vácuo -- e fiquei feliz demais da conta com o Fusion que a Ford me cedeu para fazer esta viagem.

Particularmente feliz com a regulagem do banco, popularmente chamado como “o dedão de deus”. Rapaz, o que é esse negócio de ajustar somente na lombar? Salvou minhas costas! Quando penso em um carro, a primeira coisa que me vem à cabeça é no tempo que eu vou passar dentro dele e, nesse caso, passei muito bem. Ponto para o apoio da cabeça, pois é sempre difícil para mim e nunca consegui encaixar a cabeça de maneira natural enquanto estava dirigindo. Neste, sim, e muito bem.

Do mais, um carro imponente, com a descrição de cor mais presença que um nerd poderia querer: Darkside (adoro quando dados técnicos tiram onda). Bebe pouco e tem as simpáticas câmeras de ré que funcionam extremamente bem. Ah, e como podem ver, consideravelmente fotogênico:

Batmóvel sob o sol
Batmóvel sob o sol

E por enquanto é isso pessoal. Como sempre, espero que tenha sido útil ou, ao menos, divertido!


publicado em 20 de Setembro de 2014, 21:00
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Bruno Passos

Pintor e dono da Conto Figueira. Ama livros, filmes, sol e bacon. Planeja virar um grande artista assim que tiver um quintal. Dá para fuçar no Instagram dele para mais informações.


Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há mais de dez anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

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