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Como fazer uma capa de almofada com uma camiseta velha

Todo mundo tem uma camiseta de estimação.

Antes de ficar pequena, suja, manchada, rasgada ou desbotada demais, ela te acompanhou nas descobertas da adolescência. Quando você entrou na faculdade, sorriu junto com você ao entender as farras que aqueles quatro, cinco ou seis anos prometiam. Quando a sua namorada lhe disse que ela já estava velha demais para ver a luz do dia, a camiseta foi morar no fundo da sua gaveta – afinal, não dá para jogar um velho amigo no lixo, como se aquele amor nunca tivesse existido.

Pois então. Eu tenho algumas dessas relíquias, e resolvi resignificar a relação com uma camisa do Hendrix que adquiri há 10 anos, quando tinha 17 de idade. E se aquela camiseta velha-de-guerra se transformasse numa almofada charmosa para o meu sofá?

Apesar de ter duas mãos esquerdas quando se trata desse tipo de coisa, pesquisei referências na internet e tomei coragem. O caminho (e o resultado) você lê a seguir.

Reúna o material

- 1 Camiseta que já viu dias melhores;

Velha não. Camiseta com história.
Velha não. Camiseta com história.

- Almofada (usei uma de 40 X 40 cm);

- Estilete ou tesoura, linha de costura, agulha e botão (opcional). Ah! E não se esqueça do grampeador (sim, grampeador);

Sim. Use um Grampeador.
Seu material de costura não precisa ser igual ao da sua avó.

Corte a camiseta

Pelos cálculos que fiz no olhômetro, achei que não seria preciso cortar os lados da camiseta. Tirei apenas as mangas e a gola e, depois, fiz um corte no meio do tecido das costas da camiseta - a ideia inicial era prender os fundos com um botão e uma corda, como vi em um tutorial no site da Martha Stewart.

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A Costura (e o segredo pra ter sucesso sem manjar nada disso)

Primeiro, optei por usar uma linha grossa para deixar a costura aparente – em nome do estilo e da minha falta de habilidade com linha e agulha. Tentei cortar os lados da camiseta e ficou péssimo, com um acabamento mal feito.

A tentativa mal sucedida.
A tentativa mal sucedida.

Dei o braço a torcer, enviei uma foto à namorada e a solução apareceu: virei a camiseta ao avesso e passei a linha novamente, dessa vez mantendo a costura (e as sobras de pano) para dentro da almofada. Foi mais rápido, por que perdi o medo de fazer uma costura muito torta, e todos os erros ficaram praticamente invisíveis no resultado final.

A versão final, já com a costura e as sobras viradas para dentro.
A versão final, já com a costura e as sobras viradas para dentro.

Para evitar cortar a barra da camiseta, enfiei as sobras para dentro junto com o recheio da almofada. Em seguida, juntei a parte de trás com alguns pontos de linha (distância de mais ou menos 10 cm um do outro) e mantive os nós da linha para dentro. Comecei do meio, depois fui para as pontas finalizar. Poderia ter deixado o botão de fora, é verdade, mas achei mais fácil usar as casas dele como referência no momento de juntar as duas bandas do tecido. Recomendo.

O acabamento não ficou dos melhores, mas tá digno.
O acabamento não ficou dos melhores, mas tá digno.

Difícil? Nem tanto, levando em conta que há um pulo do gato. Se vocês repararem na primeira foto das costuras, vão sacar qual a utilidade do grampeador: antes de me meter a passar a agulha à esmo, enfiei a almofada dentro da camiseta e fiz uma prévia do formato da capa de almofada prendendo tudo com o grampeador. Depois foi só escorregar o travesseiro para fora e costurar bem rente aos grampos com a linha propriamente dita.

Terminou? Tire os grampos, não conte a gambiarra pra ninguém e fique orgulhoso da sua proeza no corte e costura. Sei que a almofada não ficou perfeita como se fosse comprada na loja, mas é toda minha. E essa sensação, de colocar a mão na massa, é foda demais.

A almofada finalizada. Camiseta do fundo do armário para  o canto do sofá

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publicado em 12 de Setembro de 2014, 16:08
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Ismael dos Anjos

Ismael dos Anjos é mineiro, jornalista e fotógrafo. Acredita que uma boa história, não importa o formato escolhido, tem o poder de fomentar diálogos, humanizar, provocar empatia, educar, inspirar e fazer das pessoas protagonistas de suas próprias narrativas. Siga-o no Instagram.


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