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Como nosso corpo sabe que horas são?

Que estímulos fazem com que nosso relógio biológico não perca completamente a noção do tempo?

Recentemente fiz pela primeira vez uma viagem para um fuso-horário suficientemente diferente do meu para notá-lo. Na ida rolou uma sensação de sono, mas o mais interessante aconteceu mesmo na volta. Acostumado a acordar sempre muito tarde, aproveitei o fuso desfavorável pra me condicionar a voltar a acordar cedo. E consegui. Só que por apenas duas semanas.

Nem saímos de janeiro e o velho hábito já voltou a reinar. Apesar da minha tentativa de enganar meu corpo, não tive como concorrer durante muito tempo (com a minha preguiça) e com a série de estímulos que recebo durante a rotina que me fazem cair sempre na mesma armadilha.

Mas que estímulos são esses?

Pelo sucesso da pauta do Luciano na semana passada, pelo sucesso das pautas de vieses cognitivos que temos abordado na Tecla SAP e pela minha inquietação quanto ao poder da preguiça e do sono sobre meu corpo, procurei e encontrei esse vídeo simpático do TED-Ed, braço de vídeos educativos do TED.

Link Youtube | O vídeo tem legenda em português, é só ativar nas configurações

Como vocês podem ver, a resposta é mais complexa do que parece. E eu não tenho métodos que me permitam fazer uma viagem longa ou me meter numa caverna sem luz solar e sem relógio cada vez que passo da hora na cama.

É por isso que vou exercitando pedidos de desculpas, financiando a indústria da cafeína, adiando prazos e varando madrugadas quando é preciso cumpri-los, enquanto não tomo coragem pra ouvir os conselhos do Luciano, do Alex Castro e do Alberto Brandão.

Não é a toa que meus textos são sempre os que saem mais tarde por aqui.


publicado em 30 de Janeiro de 2017, 21:59
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Breno França

Editor do PapodeHomem, é formado em jornalismo pela ECA-USP onde administrou a Jornalismo Júnior, organizou campeonatos da ECAtlética e presidiu o JUCA. Siga ele no Facebook e comente Brenão.


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