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4 conselhos práticos para um coração aflito

Às vezes a emoção vai tentar falar mais alto. O que fazer quando o freio parece que não está mais dando conta?

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Nota editorial: há um convite para um treinamento completo de equilíbrio emocional ao final do texto. A Nathalia é formada no mesmo método usado como base para o curso de equilíbrio emocional para homens que já oferecemos algumas vezes por aqui (sempre lotando). Recomendamos.

* * *

Ainda não conheci ninguém que nunca tenha passado por um apuro emocional: um episódio de raiva, aquele amigo querido sofrendo na nossa frente, a relação que se desfaz, uma dívida no banco, a perda do emprego, uma doença na família…

O peito dói só de passear por essas possibilidades, não é mesmo?

No entanto, deveríamos tentar fazer isso mais vezes: praticar passear por cenários de sofrimento, mesmo antes de nos pegarem de jeito. Talvez isso pudesse nos ajudar a ficar menos reféns e, também, talvez possa tornar a nossa passagem por aqui um pouco mais significativa, no sentido de termos algum recurso em mãos quando virmos um coração aflito por perto.

Outro dia Isabella e eu estávamos conversando com um amigo sobre relações afetivas, esse lance que parece ser grande fonte de felicidade e sofrimento para muitos de nós. E, lá pelas tantas, sem muita esperança de vermos saídas saudáveis (e também sem muitos exemplos de relações lúcidas por perto), falamos da importância de cultivarmos um caminho de abertura: ampliar nossas mentes, conexões, alegrias e o que oferecemos aos outros para que a vida extrapole para muito além de uma relação.

Penso que assim deve ser também com nossas dores. Se tivermos espaço para nos sentirmos tristes, raivosos, ver alguém querido sofrer, perder uma relação, lidar com uma dívida, uma doença… Aquilo pode se acomodar e ocupar apenas uma parte de nós.

Ainda nos resta lugar para escutar alguém, oferecer algo, sentar em silêncio, apreciar um chá, realizar coisas ou relaxar. Thich Nhat Hanh fala sobre isso no livro "A arte de amar":

“Se colocarmos um punhado de sal em copo de água, a água fica intragável. Porém, colocando sal em um rio, as pessoas poderão usar suas águas para cozinhar, lavar e beber. O rio é imenso e tem capacidade para receber, acolher e transformar.

Quando nossos corações são pequenos, nosso entendimento e compaixão são limitados e nós sofremos. Não conseguimos aceitar nem tolerar os demais e suas limitações, e exigimos que eles mudem.

Porém, quando nossos corações se expandem, nada disso nos faz sofrer. Nós temos muita compreensão e compaixão, e podemos acolher o próximo. Aceitamos as pessoas como elas são e, então, todos têm uma chance de se transformar. Portanto, a questão mais importante é: como ajudar nossos corações a crescerem?

A notícia difícil é que esse cultivo leva tempo, é uma via longa, que envolve práticas, algo que vamos introduzindo aos poucos no nosso cotidiano. A boa notícia é que existem muitas coisas que podem nos ajudar enquanto trilhamos este caminho.

Como diz um velho ditado, talvez conselho não seja coisa boa de se dar! A menos que a motivação seja genuína e que a referência venha de professores extremamente compassivos. Foi isso que Isabella e eu pensamos quando reunimos algumas práticas muito simples que podem nos ajudar em momentos de apuros emocionais:

1. Ligar para um amigo e pedir ajuda

Pense agora: quando alguém pede ajuda a você, como se sente? Nós gostamos de ajudar, não? Então, quando precisar, não hesite em contatar a rede ao seu redor. Não estamos sozinhos neste mundo e muitas pessoas podem nos ajudar.

2. Mudar de paisagem

Especialmente quando estamos com uma emoção dolorosa, tendemos a ruminar e nos fechar em casa, no quarto, no trabalho. Isso nos prende também na nossa própria mente. Mudar de cenário pode ajudar muito: ir ao mercado, ao cinema, tomar café com amigo, falar sobre outra coisa… Às vezes, nem é necessário sair de casa: fazer um chá e lavar a louça, tomar um banho, ir ao banheiro do seu trabalho, ouvir uma música que você ama. Nutrir-se com esse cuidado de não se deixar ser tomado por estar com a percepção limitada àquele espaço (que pode ser físico, mas também pode ser apenas mental).

3. Fazer o voto de não machucar: nem você nem ao outro

Às vezes a emoção vai tentar falar mais alto que você nesta hora, por isso, fazer um voto pode ser muito poderoso.

4. Não tomar uma decisão na hora

Não é preciso tomar uma decisão na hora, existe o dia seguinte! Nossa ação, a partir da emoção, pode ser reativa e danosa. Por isso, é melhor não terminar o namoro, não pedir demissão, não dizer o que acha realmente das atitudes da pessoa que está na sua frente. Essa não é a melhor hora para tomar decisões. Isso não significa que você não vai agir. Apenas lembre-se de que sua ação pode vir no outro dia, não como uma resposta à emoção, mas de uma ponderação mais lúcida.

Como diz Dzogchen Ponlop Rinpoche no livro Resgate Emocional“Quando temos um plano bem estabelecido e em prontidão para lidar com emoções perturbadoras, não há por que entrar em pânico”. 

Essas dicas certamente não são um bom plano para quem quer trilhar a via longa, mas pode ser um alento e tanto para momentos de corações aflitos, nossos e das pessoas ao nosso redor.

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Convite para "O curso das emoções", com inscrições abertas até 2 de maio

No curso das emoções estamos investigando essa via longa (e também recursos para nos ajudar em momentos difíceis), num percurso completamente online, com apoio e em rede. As inscrições estão abertas e só até o dia 2 de maio!

Clique na imagem (ou aqui) para assistir o vídeo completo ;)
Índice completo do curso <3

Vamos juntos? ocursodasemocoes.com.br

 

publicado em 23 de Abril de 2019, 18:00
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Nathália Roberto

Sócia da Kind, empresa que oferece espaços de conexão entre mulheres e do curso das emoções, percurso online criado para nos ajudar no cultivo de um bem-estar genuíno. Conduz cursos baseados no CEB (Cultivating Emotional Balance, do Santa Barbara Institute for Consciousness). Durante oitos anos, trabalhou no mercado de moda. Seu maior interesse hoje é conhecer a mente em primeira pessoa e poder cultivar um interesse genuíno pelo outro.


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