Estamos procurando um autor para escrever sobre saúde do homem no PdH! Topa? Mais informações aqui.

Defina: rivalidade

É válido analisar as influências que levam determinado tipo de pessoa a detestar a outra. Chama-se rivalidade.

No futebol temos casos brilhantes, como o clássico entre Celtic e Rangers. Um motivo religioso transforma esse jogo em uma literal exibição de fanatismo. De um lado: católicos. Do outro: protestantes. Em 1909, no Hampden Park, 180 pessoas morreram durante a pauleira.

E isso é sensacional.

Não as mortes, porra. Isso é triste.

Mas estou falando da paixão.

A vontade de defender as cores da camisa até o último suspiro.

E quando eu digo último suspiro é último suspiro mesmo.

Link YouTube | Eis um direto de direita

A cena foi protagonizada por Joe Kapp e Angelo Mosca, ex-jogadores de futebol canadense. Rivais nos campos, eles se reencontraram durante o evento organizado pela Liga Nacional. As informações são desencontradas, mas aparentemente a briga começa quando Mosca rejeita a flor oferecida por Kapp. Ele sentiu um tom de provocação. Fingiu um leve soco em Kapp.

Aí o tempo fechou.

Afinal, provocações podem durar décadas. O tempo não passa para quem não gosta.

O esporte é mais do que fair play, espirito competitivo e saber perder. Esporte é a arte de suar até a última gota de sangue para evitar um revés. Melhor do que vencer, senhores, é proporcionar uma derrota.

Portanto:

Não me venha reclamar do Palmeiras.

Deixe o Grêmio jogar água no chopp do Internacional.

O Galo sabe o que faz quando decide afundar o Cruzeiro.

Esse prazer sádico que temos em ver o coirmão afundando é indescritível.

Nesse final de semana, para alguns, é o que resta.

Não vale taça. Mas serve.


publicado em 29 de Novembro de 2011, 10:48
File

Fred Fagundes

Fred Fagundes é gremista, gaúcho e bagual reprodutor. Já foi office boy, operador de CPD e diagramador de jornal. Considera futebol cultura. É maragato, jornalista e dono das melhores vagas em estacionamentos. Autor do "Top10Basf". Twitter: @fagundes.


Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há mais de dez anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

Sugestões de leitura