Dingo Bells vai fazer você se sentir em casa | Eu ouvi pra você #23

O tipo raro de música que apela pro cotidiano e pro coração.

Uma das melhores formas de se conhecer uma banda é ir a um show.

Você observa ao vivo não só quem toca, mas também quem ouve. Então, se  já teve a oportunidade de se ver sentindo e aproveitando de verdade um concerto, sabe que a interação está muito além de se dar apenas em duas vias, você e o músico, mas também em relação ao público. É uma experiência coletiva no melhor sentido da expressão, que acontece instantaneamente e em múltiplas camadas.

Eu sei que é comum a gente observar isso só em situações apoteóticas, quando vai a um show gigante do Pearl Jam, Iron Maiden ou Oasis, sei lá, mas isso não quer dizer que um evento local não possa trazer uma sensação de pertencimento concernente só àquele grupo.

Volta e meia acabo comentando disso, é difícil evitar, mas eu sou de Belém. E de vez em quando, vou ao show de algum músico da cidade, aqui na capital devoradora e apaixonante do Estado de São Paulo. E o que vejo é sempre a expressão da sensação de se ver de novo em casa, de ter um terreno cultural em comum, de se participar de algo que você conhece e muitas outras pessoas também, ao ponto de poderem cantar e dançar juntas. É unidade e pertencimento. 

Por acaso, fui parar em um show do Dingo Bells. Ouvi falar, resolvi ir, sem pesquisar, sem saber do que se tratava. Chegando lá, encontrei o Tomás, do Mustache & Os Apaches, que acabou me contando que se tratava de uma banda de Porto Alegre. E o que vi foi bastante parecido com o que costumo presenciar nos shows de gente de Belém.

Eu sei que é fácil a gente olhar para as diferenças, mas naquela noite, foi o que temos de semelhante, mesmo eu sendo tão do norte e eles tão do sul, que veio à tona.

Assim, fui tocado pelo som e, ao mesmo tempo, pelo sentimento de estar em casa. Não por estar na minha casa propriamente dita, mas o conforto e familiaridade que aquelas pessoas sentiam ao ouvir e cantar junto com o Dingo Bells acabou se tornando o insumo para o meu próprio acolhimento.

É com a aspiração de que vocês também se sintam assim que hoje resolvi compartilhar essa banda. Espero que dê certo.

Maravilhas da vida moderna (2015)

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publicado em 27 de Abril de 2016, 10:52
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Luciano Andolini

Cantor, guitarrista, compositor e editor do PapodeHomem nas horas vagas. Você pode ouvir no Spotify. Também escreve no Medium e em seu blog pessoal. Quer ser seu amigo no Facebook e Instagram.


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