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É na estrada que a gente se encontra!

Eu gosto de dirigir à noite. Não sei bem se é um momento com menos distrações, quase nenhum carro na rua ou na estrada, um tempo mais silencioso. São essas viagens longas, que troca de piloto, que para na estrada pra comer, pra esticar as pernas, pra ver uma praia nova ou uma planície no interior que valem a pena. A gente se aproxima dos amigos, se distancia do modus operandi distraído da cidade e volta a conviver com o silêncio, com a repetição de imagens, com o encontro de você contigo mesmo.

Engraçado imaginar que no momento mais escuro do dia é quando estou vendo mais coisas. As cidadezinhas passando do meu lado, aparecendo e sumindo, as luzes de uma moto ou outra ou dos caminhões cortando meu parabrisa.

Em uma viagem mais longa, as pessoas dentro do carro começam a dormir, procuram um mínimo de aconchego dentro do aço e eu, que sempre gosto de dirigir nessas horas, vou ocupando a cabeça com essas contemplações, com o pouco que sobra e batendo um papo com o carro, meu amigo noturno.

É maluca a abertura que temos quando estamos viajando. Não só porque o intuito - muitas vezes - é chegar em um lugar de diversão ou de matar saudade, mas porque precisamos de outra postura se queremos conviver com outras pessoas por longos períodos de tempo sem que o caos se estabeleça. Quando na rotina, é fácil deixar uma raiva tomar conta e entrar nos quiprocós da vida, discussões, deixar de falar, deixar de se ver. Mas e na estrada?

Tirando aquele pai chato que quer controlar o rádio e diz que quem manda na joça é ele, há que se pensar no coletivo, que ambientar as coisas da melhor maneira possível, que manter-se atento para entender as necessidades alheias, aprumar o olhar para a empatia, a compaixão. Dentro do carro, no meio da viagem, há que se prezar pelo melhor dos lares.

E a recompensa é farta. Conversas que dificilmente aconteceriam em outro ambiente, a parceria, as histórias compartilhada, os carinhos trocados, os laços que se estreitam e as vistas das paisagens.

Me lembro de uma vez ter saído com mais um amigo para uma viagem de uns 400km, coisa pouca até, mas em uma Belina 72 laranja e em pleno ápice do verão. Meu pai tem uma oficina de veículos e me emprestou esse carro pra eu chegar no meu destino. Tudo revisadinho, a velha tinindo de linda e pronta pra mais uma. Mas o calor traiu a gente, deixou a danada cansada, abatida a ponto de arriar. Parou em Araras, interior de São Paulo, bem no meio do caminho. Era o finzinho de tarde, a empresa que controla a rodovia nos levou até o posto mais próximo e, bem no começo do feriado, não havia cristo pra ajudar na mecânica da coisa.

O problema maior foi resolvido, meu pai mandou um guincho buscar a coitadinha da Belina 72 laranja na manhã seguinte. Era, agora, a gente esperar esse socorro chegar para seguirmos de ônibus ou com a ajuda dos amigos que já estavam lá, que voltariam metade do caminho pra pegar a gente.

Quanta dó sentimos da velhinha. Nossa amiga, a matriarca da viagem em questão. Velamos a lindinha até o raiar do sol, quando o cara do guincho chegou. Prestamos as últimas homenagens e lá se foi mais uma heroína.

Que que eu posso fazer? A gente se apega, né.

Mecenas: Caçula Motorsport

Para ter as melhores histórias de viagens, a gente precisa cuidar do nosso amigo, da nossa segunda casa na estrada. O Felipe Ramos, diretor comercial do PapodeHomem foi à loja e levou seu carro para uma verificação completa de amortecedores, freio, suspensão, óleo, correias e serviços agregados a estes produtos. 

Lá, com uma demonstração completa do Giba, o cara mais legal que já conhecemos, ele conferiu toda a tecnologia que a Caçula utiliza para cuidar do seu carro. Do showroom ao espaço com com café da manhã, manicure, hotel para pneu, leva e traz, serviço personalizado para carros de High Performance e todo maquinário de primeira linha.

"Nossa, isso parece mais um laboratório de experimentos científicos do que outra coisa".

Scanner portátil, máquina leitora a laser que trava caso o padrão não seja seguido, elevadores a 0 grau, enchimento de nitrogênio (não deixa subir a temperatura e calibra melhor. Usado em pista para manter mais o carro calibrado por não ter umidade). São mais de 50 anos de história e inovação no mercado de serviços automotivos.

A Caçula Motorsport oferece a gama completa de pneus Pirelli. Você também pode adquirir planos de assistência 24 horas para o veículo (Caçulassist) e de acompanhamento da vida útil do pneu (Caçula Total).

O funcionamento é 24 horas: as portas da Caçula de Pneus Motorsport ficam abertas ao consumidor todos os dias das 08:00 às 19:00. Porém, neste mesmo horário, é possível agendar manutenção, troca dos pneus e outros serviços para qualquer uma das 24 horas do dia. Quer ver o que eles sabem fazer? Entra lá no Instagram eles no @caculamotorsport.



publicado em 19 de Dezembro de 2014, 12:18
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Jader Pires

É escritor e colunista do Papo de Homem. Escreve, a cada quinze dias, a coluna Do Amor. Tem dois livros publicados, o livro Do Amor e o Ela Prefere as Uvas Verdes, além de escrever histórias de verdade no Cartas de Amor, em que ele escreve um conto exclusivo pra você.


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