E se seu salário triplicasse?

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Depois de perguntar para as pessoas quanto do dinheiro recebido em 2012 foi utilizado apenas para continuar vivendo e trabalhando, dessa vez tive a oportunidade de abordar o pessoal que andava apressado pela Avenida Paulista, aqui em São Paulo.

A pergunta da vez foi: e se seu salário triplicasse?

Link Youtube | "A felicidade sempre está no degrau de cima, nunca onde a gente está."

Levantei alguns pontos que me chamaram a atenção.

 

Na maioria das vezes, o que falta não é dinheiro

A gente reclama de dinheiro, trabalha até tarde, assume o problema dos outros como se fosse nosso, mas muitas vezes a gente não sabe muito bem o que faria se ganhasse mais dinheiro.

Aos 2:53 do vídeo, perguntei para o rapaz o que ele faria se não precisasse se preocupar com dinheiro. Ele respondeu que viveria vendendo coco na praia e teria uma vida bem simples. Bem curioso. Se ele não precisasse ganhar dinheiro, ele desempenharia uma atividade que depende pouquíssimo de dinheiro para ser executada. Pesquisei rapidamente por aqui. Um carrinho de coco custa 2 mil reais. É cerca de 10% do preço de um carro popular.

Se ele realmente deseja viver vendendo coco, não é a questão financeira que vai impedir.

Na correria do dia a dia, na ânsia por subir, subir, subir, parece que a gente perde a clareza.

É como se no meio do caminho faltasse alguém dar um tapa na nossa cabeça e perguntar: “Pra onde você tá indo mesmo?”.

 

A gente está sonhando o que todo mundo sonha

Algum dia, alguém falou de uma forma muito eloquente e convincente que a vida feliz é uma propaganda de margarina. E nós acreditamos.

Tem que ter casa própria, trocar de carro, viajar muito.

Nada de errado com esses sonhos, o problema todo é quando essa urgência por ter algo pelo que batalhar ofusca a nossa capacidade de estipular metas e objetivos particulares, pensados com esmero.

Antes de sonhar os próprios sonhos e encaixar o dinheiro como viabilizador, a gente adota o sonho padrão e corre desesperadamente atrás de dinheiro para conquistar o que todo mundo diz que é pra ser conquistado.

 

Dave Grohl poderia ter seguido o roteiro padrão
Dave Grohl poderia ter seguido o roteiro padrão

 

O pecado da rentabilização

 

"Inconscientemente, assumi que o que era bom não podia ser também lucrativo: os melhores filmes perderiam dinheiro; a poesia mais nobre não venderia."

O trecho acima foi retirado do livroComo se preocupar menos com dinheiro, do John Armstrong. Quando perguntei para as pessoas o que elas faziam de melhor, pouquíssimas responderam que era o que faziam nas suas respectivas ocupações.

Entram aí duas grandes dificuldades. A primeira delas, mais complexa e profunda, é a predisposição que temos a enxergar o dinheiro como maculador de causas, como se fosse pecado cobrar pelo oferecimento das nossas melhores habilidades, pelas coisas que faríamos por prazer.

A situação fica bem evidente e retroalimentada: de um lado ficamos nós, achando um absurdo colocarmos um viés financeiro nas nossas paixões e, do outro, fica o sistema rodando e exigindo dinheiro para que consigamos nos movimentar.

Ficamos cheios de dedos na hora de rentabilizar o trabalho que sonhamos desempenhar, mas o mundo não tem lá grandes pudores em cobrar bem caro para que consigamos sonhar livremente.

A segunda dificuldade, mais direta e contornável, passa pela parte prática. Estudar o mercado, estipular pequenas metas, entender o que temos para oferecer e de que maneira isso é interessante para quem consome.

Dentro ou fora das grandes empresas, falta aprendermos a empreender, falta conseguirmos rentabilizar as atividades que desempenharíamos se não precisássemos ganhar dinheiro.

Quer colocar isso em prática?

Para quem está cansado de apenas ler, entender e compartilhar sabedorias que não sabemos como praticar, criamos o lugar: um espaço online para pessoas dispostas a fazer o trabalho (diário, paciente e às vezes sujo) da transformação.

veja como entrar e participar →


publicado em 24 de Junho de 2013, 11:50
Eduardoamuri

Eduardo Amuri

Autor do livro Dinheiro Sem Medo. Se interessa por nossa relação com o dinheiro e busca entender como a inteligência financeira pode ser utilizada para transformar nossas vidas. Além dos projetos relacionados à finanças, cuida também da gestão dO lugar.


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