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Como usar acessórios + perguntas e respostas

Pulseira, relógio, anel, chapéu... como usar sem ficar parecendo forçado ou ridículo?

Alô, Brasil e região!

Voltamos com a nossa coluna sobre Imagem Masculina e hoje falaremos sobre acessórios.

"LIGUE DJÁ!"

Para elaborar este artigo, contei com a ajuda de alguns de vocês.

Explico.

Publiquei no “snap” da Conto Figueira (minha marca de moda masculina, junto com Bruno Passos) que escreveria sobre acessórios, e abri o espaço para dúvidas. Recebi várias questões e selecionei as 8 principais, que serão respondidas aqui e agora!

Curti a dinâmica e incorporarei esta ação para os próximos artigos.

Quem tiver afim de participar, só acompanhar pelo Instagram da Conto Figueira.

Começaremos esse texto do princípio.

Afinal, o que é um acessório?

Segundo o dicionário, acessório significa “que se junta ao principal”; “suplementar”; “adicional”; “que tem importância menor”.

E a partir disto, nosso leitor Sherlock já conseguiu tirar a primeira conclusão importante: o objeto deve complementar – e não ofuscar – o todo. Em outras palavras, quem deve chamar atenção é o nobre truta, não suas bugigangas.

Os acessórios, quando bem colocados, podem destacar sua personalidade, te deixar puro estilo, adicionar o ponto a mais que faltava para avivar olhares.

Seu uso pode fazer de você um contador de histórias. Chega junto, manda aquela história de como você comprou aquele bracelete de uma artesã cega e grávida do Himalaia. Isso geralmente abre a conversa e te torna mais interessante.

Após ler este artigo, você será capaz de utilizá-los de modo que complementem sua vestimenta, não que ofusque-a! A moderação é a chave mestra por aqui. Ou você nunca ouviu falar que tudo em excesso transborda?

Agora que entendemos o básico, seguimos para a sessão Perguntas & Respostas.

1. É legal usar acessório moderno com roupa clássica?

Para responder essa questão, resolvi criar algo bem didático: O TWM (termômetro Walter Mercado), porque tudo com siglas fica mais profissa!

Acompanhe comigo a imagem abaixo:

O sagaz, o roqueiro e o lustrador de braceletes

A primeira imagem, o homem da esquerda. Este certamente lembrou da frase do profeta "deus está nos detalhes" e seguiu o caminho da sutileza.

Ele está lá, de terno, lenço de bolso, relógio de couro, tudo caminhando para o mais clássico que um social pode ser, até que, de repente, pá: no punho, um fino cordãozinho, do tipo “é um acessório sim, mas eu nem ligo pra essas bobagens, por isso quase não dá pra ver”. Quase não dá, mas dá. Ligeiro. Sagaz. Não estamos olhando um burocrata.

E é um cordãozinho surrado, que me faz pensar que o possui há anos e que já teve algumas (ou várias) aventuras estranhas com ele! Jesus, passa o zap pra tia aqui!

Essa suavidade tirou nosso amigo do “tradicional homem de terno comum” e criou múltiplas camadas de significado e, quanto mais camadas a serem desvendadas, melhor. Por não parecer tão óbvio, as pessoas demorarão mais para categorizá-lo e de quebra, ganha um ar de mistério.

O ar misterioso que já não acompanha mais o nosso segundo amigo - o roqueiro mais aclamado da zona sul. Neste segundo caso, o ouvido mais apurado da região não quis saber de sutilezas.

Tacou o anelzão duplo, pulseira metalizada e manteve a atitude rocker quase passando do ponto. Digo quase, pois ele conseguiu manter viva a chama do rock sem que para isso se descaracterizasse do vestuário tradicional, e parecesse fantasiado. Mas foi no limite.

Se ele tivesse tirado o anel duplo, ainda conseguiria sustentar a atitude rock n roll, isto porque está usando um anel com signo, com uma imagem cultural, que já nos dá uma pista, mas nem tanto... e o ar de mistério voltaria novamente.

Nosso terceiro caso, utilizou os acessórios de uma maneira totalmente aleatória e excessiva. É legal propor um contraste, como fez nosso primeiro amigo, porém não deve ser muito alto, se não fica parecendo de mentira, não convence!

Os acessórios quase que lustrados me fazem duvidar um pouco do seu dia a dia. Me parece que assaltou o armário da irmã e não que fazem parte da sua personalidade.

É legal usar adornos modernos com roupas clássicas e vice versa, desde que feito com sutileza e moderação.

Algumas imagens legais de roupas formais e acessórios:

 

2. Como usar acessórios com tatuagens

A tattoo por si só já é um acessório e dá um grande adianto no quesito personalidade, então, quanto menos coisas adicionar, mais classudo ficará.

Utilizando o TWM fica claro que não precisa de muito para começar a embaçar quando adicionamos acessórios sobre tatuagens:

Note que a partir de um certo ponto, você já não consegue mais entender o que é o que. Fica tudo misturado e confuso.  

3. Uso relógio e gostaria de saber se posso usar pulseira no mesmo braço

Eu evitaria usar o bracelete na mesma mão, pois pode riscar o relógio. Porém, nosso leitor é um homem decidido, então, vamos em frente.

Pulseiras de couro deixam o relógio mais leve ficando mais fácil harmonizar os acessórios na mesma mão. Opte por braceletes também de couro ou tecido, ou apenas 1 único de metal, assim evitaremos um contraste muito forte.

Alguns bons exemplos:

Relógios de metal já adicionam um peso extra, então prefira colocar os acessórios no outro punho ou coloque um único no mesmo lado:

4. Usar chapéu é legal?

O uso de chapéu, inevitavelmente nos remete a alguém que anda bastante/passa muito tempo na rua. E isto mostra que estamos diante de uma pessoa ativa, o que é uma coisa boa.

O marido escreveu um artigo específico sobre chapéu, pode ser visto aqui.

Quando usado de forma honesta, estaremos diante de alguém que tem verdadeiro apreço pelo tradicional e não se deixou levar pelas oscilações de moda.

Mas como saber se a pessoa está usando um chapéu de maneira genuína e não só para fazer graça?

Olharemos a imagem abaixo:

Ambas as imagens são legais. Mas elas funcionam mais como referência de moda do que como roupa do dia a dia.

Explico.

O primeiro caso (imagem da esquerda), quem usa o chapéu quase saindo da cabeça assim? E deixa os fios de cabelo aparentes tão alinhados? Não alguém que realmente pensa neste acessório como algo funcional.

Segundo caso: o cara veste uma camiseta, isso quer dizer que está calor. Porém ele mandou um gorro que usamos no inverno. Isso quer dizer que está frio? Falta coerência.

É ruim estar na moda? Não, mas tenha em mente que moda é loteria. Hoje sua imagem pode funcionar, mas amanhã poderá sentir um pouco de vergonha.

Como diria o poeta, é muito mais honesto estar nu do que usar roupas transparentes.

Por outro lado, abaixo o tio mais charmoso do bairro:

Ele usa roupas claras porque provavelmente está calor. E estando calor, o uso do chapéu se faz funcional para proteger a cabeça.

O tênis e a mochila só sugerem alguém que estava andando por aí... o que mais uma vez ajuda a amarrar sua história.

É um show de coerência!

5. Qual mensagem passo ao usar um anel?

Quando falamos em anéis, pensamos em alianças e os decorativos. Este segundo, pode ter desenhos ou pedras e se você comprou, é porque provavelmente tem algum significado pessoal. Podemos dizer que são culturais, na medida que apresentam uma crença e que você sente orgulho e quer ser notado por isso. A mensagem que passará depende do anel que escolher.

Pensando assim, faz sentido deixá-los isolados, para dar aquele destaque:

É legal usar anel. Ele tira o ar de moleque e te deixa mais homem. Além disso, não tem problema usar na mesma mão da aliança (quando for discreta). Mas só um, né, fera! Usa dois se você for muito locão, mas um em cada mão, pelo menos.

Obs.: ignorar o conselho se você for o lanterna verde.

6. O que quero dizer quando uso um bracelete?

Homens usam pulseiras há séculos. Guerreiros e reis de várias culturas usavam braceletes em seus punhos. O homem pré-histórico adornou seus pulsos com ossos e conchas para evitar espíritos malignos. Homens ricos usavam pulseiras para mostrar seu poder e status. Tá entendendo?

Os braceletes podem ter um significado especial baseado em tradições culturais. Por exemplo, os homens Sikhs da Índia usam uma pulseira de metal para mostrar sua fidelidade à sua fé. E na Bulgária, uma corda vermelha e branca é amarrada em torno do pulso no início da primavera. E você, jovem leitor, pode só achar legal e daora e querer usar. Quem vai saber, não é mesmo?

O importante é abraçar a causa, usar, surrar, fazer com que aquele acessório conte uma história. Mas por favor, não tome banho com ele, vai fedê.

Ah, e você pode ter mais de um e ir variando! O importante é ter coerência com sua personalidade.

7. Lenço de bolso é legal?

Provavelmente, sim. Para quem resolveu não usar gravata e sentiu falta de um adorno, sugiro o lenço. Ele sustenta o visual mais classudo e não te faz passar calor como a gravata. Além, é claro, da marra de poder oferecer o lenço para alguém.

8. Devo pensar no meu biotipo para escolher os acessórios?

Pensando no que falamos até agora, que menos é sempre mais, não acho que acessórios discretos afetarão de maneira significativa a espessura ou comprimento do seu braço.

Com uma única exceção:

Esse tipo de bracelete, por ser bem grosso, vai proporcionar uma quebra na continuidade do seu braço, deixando-o mais curto. Não use isso, a não ser que você seja o Colin Farrel! 

Restou alguma dúvida? Escreva aqui nos comentários que te ajudarei. :)

A Conto Figueira

Cá estou para um jabá honestíssimo e recomendando a todos a passada no site da minha marca, a Conto Figueira, pois acabo de lançar a nova coleção de camisas!

Propaganda feita, espero de coração que fiquem contentes com o resultado e até daqui 15!


publicado em 23 de Março de 2018, 00:05
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Camila Simielli

Proprietária da marca masculina Conto Figueira.


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