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Dá pra resolver a infelicidade no trabalho?

Esse cara listou todos os problemas que lhe faziam ser infeliz no trabalho e procurou resolvê-los

No início de 2011 eu detestava meu trabalho. Também o detestava em 2010, 2009, 2008, 2007, 2006, 2005, 2004 e 2003.

Aqui há um problema comum que não tem nada a ver com o que eu fazia. Um trabalho de merda uma vez ou outra faria sentido, mas quatro em sequência? Não, o problema não estava no lugar de trabalho.

Levou anos, mas enfim atingi a conclusão óbvia de que o problema era eu mesmo.

E não quer dizer que cada um dos lugares em que trabalhei não tivesse seus problemas. Eles sempre estiveram lá, isso é de se esperar e perfeitamente normal*. Nada é perfeito. Só que isso não significa que cada ambiente de trabalho em que me deparei fosse automaticamente terrível.

Perceber que eu era provavelmente a fonte de meus próprios problemas não foi nada divertido, mas quanto mais considerava a ideia, mais reconhecia que era verdade. Comecei a ver como me autosabotava. Como ativamente fazia escolhas apenas para evitar encarar a responsabilidade quanto a minha própria felicidade.

Listo aqui algumas das atitudes que me fizeram sofrer no trabalho. No futuro escreverei sobre cada um destes pontos.

É difícil escrever essa lista sem dar maiores contextos, porque temo que todos (as cinco pessoas que leem meu blog) me julgarão, mas espero que, ao escrever agora, eu de fato acabe concluindo um texto sobre cada um dos itens. Por favor, não me julgue até que eu aprofunde cada tema.

De toda forma, aqui vai minha lista, em toda sua glória de absoluta incompletude:

  • Reclamar do trabalho.

  • Fofocar.

  • Trabalhar demais.

  • Achar que a grama do vizinho (outro trabalho) é mais verde.

  • Tomar decisões precipitadas.

  • Preocupar-me com meu próprio ego.

  • Trabalhar com/para amigos sem estabelecer limites e traçar expectativas claras de vida e de trabalho.

  • Não saber o que realmente importa para mim.

  • Fracassar em estimar adequadamente o tempo que um projeto vai levar.

  • Burrice financeira.

Quando comecei em meu trabalho atual em setembro de 2011, tornei claro como objetivo evitar esses erros, de forma a evitar sofrer demais ou desnecessariamente com o trabalho. Esses objetivos foram instrumentais em tornar meu trabalho atual o melhor que já tive.

Aconteceram problemas? Sem dúvida. Houve do que reclamar, que merecesse ser reclamado? Sem dúvida. Reclamei? Infelizmente sim, mas não tanto quanto antes. Tomei decisões precipitadas? Sim. Descobri-me considerando se não estaria melhor em outro lugar? Sim. Foi difícil manter meu ego fora de minhas decisões? Pode apostar.

Mas a diferença é que agora tomo responsabilidade por minhas ações e por minha própria felicidade. E isso é ótimo.

* estou falando aqui de problemas de trabalho normais, não problemas maiores e mais pesados como assédio sexual ou moral. essas coisas não são normais e não são aceitáveis nunca.

* * *

Nota da tradução: esse texto foi originalmente publicado no blog do autor. Fica aqui a nossa indicação para você continuar acompanhando.


publicado em 05 de Dezembro de 2015, 00:05
Ryan martinsen

Ryan Martinsen

Ryan Martinson é engenheiro de software e mora em Orlando, Florida. É casado com sua melhor amiga, ama donuts, sorvete e códigos limpos. Ryan é mormon, fala espanhol e pode ser encontrada no Facebook, no Twitter e no Linkedin .


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