Jornal do Brasil impresso vai deixar de circular

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Um marco radical. Resta saber se a guinada vai vingar. Pessoalmente, não considero um caminho acertado. Não vejo o brasileiro, em especial os leitores cativos de jornais impressos, prontos para fazer o pulo 100% para o Digital. Eu deixaria a operação da versão impressa mais enxuta, mas não iria abrir mão da mesma nunca. Afinal, nós aqui do PdH já estamos ensaiando os primeiros rabiscos de como fazer pra ter a nossa revista...

Legados como esse não devem ser descartados dessa maneira.

Segue link para o Blog do Noblat, que publicou amplo post sobre o assunto. Não dá pra linkar o post específico, o acesso a ele é permitido somente para assinantes. Ao entrar na home desçam um bocado a barra de rolagem e vão ver o post em questão, o título é "JB: apenas versão na Internet".

Recomendo muito que leiam o artigo completo por lá.

Trecho da notícia publicado pelo Noblat

O "Jornal do Brasil", um dos mais antigos do país — que teve a sua primeira edição impressa em 1891 —, vai deixar de circular.
A data para o fim da versão em papel será decidida entre amanhã e quinta-feira, disse ontem o empresário Nelson Tanure, dono da marca.
Com dívidas estimadas em R$ 100 milhões e vendo a circulação despencar, Tanure tentou encontrar um comprador para o jornal. Sem sucesso na sua empreitada, decidiu manter o jornal só na internet.
— A decisão de acabar com o papel está sendo tomada esta semana. Teremos uma decisão na quarta-feira ou na quinta-feira. Provavelmente, seremos o primeiro jornal a estar apenas na internet. É algo que está acontecendo no mundo todo — disse Nelson Tanure.
Ontem, Tanure confirmou a saída de Pedro Grossi, que ocupava a presidência do "JB" há apenas quatro meses:
— Eu demiti o Pedro Grossi porque ele era a favor de continuar no papel — disse.

publicado em 13 de Julho de 2010, 09:14
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Guilherme Nascimento Valadares

Editor-chefe do PapodeHomem, co-fundador d'o lugar. Membro do Comitê #ElesporElas, da ONU Mulheres. Professor do programa CEB (Cultivating Emotional Balance). Oferece cursos de equilíbrio emocional e escreve pequenas ficções no Instagram.


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