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Led Zeppelin lança show de reunião em vídeo e alimenta nossos sonhos

Essa semana eu cheguei no QG e pedi um abraço. Não por que estava triste, não por que deu alguma merda, mas por que naquele dia acordei feliz como uma criança ao saber que vai ganhar um videogame novo. Nesta quinta-feira, dia 13 de setembro de 2012, o Led Zeppelin anunciou um novo lançamento. E, para mim, isso é motivo para ficar feliz à toa.

Minha semana foi marcada por uma série de imagens de números com um fundo preto. Dia após dia, estes números iam decrescendo, numa contagem regressiva. Cada número, contando à partir do cinco, tinha a tipografia característica do album correspondente, em ordem de lançamento. “Houses Of The Holy”, “Led Zeppelin IV”, “Vol. III”, “Vol. II”, “Vol. I”.

Uma volta às origens do universo. Significado profundo

Na quinta, foi revelado o segredo que existia por trás daquilo. O Led Zeppelin anunciou o lançamento nos cinemas do show de reunião na O2 Arena, em Londres, ocorrido em 10 de dezembro de 2007.

Há cinco anos, os três membros originais e o herdeiro do posto de John Bonham, Jason, reuniram-se para ressuscitar a magia, em tributo a Ahmet Ertegün, um dos grandes responsáveis pela liberdade criativa e projeção que a banda atingiu nos tempos em que estava ativa.

Sim, esta foi a única vez em quase vinte anos que eles se reuniram no palco. E agora, os registros oficiais serão lançados, com toda a tecnologia e clareza que dispomos atualmente.

Claro que a minha felicidade não é exatamente pelo fato de ter imagens em Super-Full-Hellraiser-Definition dos velhões tocando seu rock geriátrico de qualidade histórica. Não é só isso.

O melhor do Led Zeppelin se reunir não foi o que eles fizeram no palco naquele dia. Não foi o fato de ter aqueles solos novamente tocados pelas mãos do Jimmy Page em parceria com a sua Les Paul. Não foi o John Paul Jones e sua sobriedade fúnebre, nem mesmo o Robert Plant tiozão, agora sem a mesma ousadia de antes.

Esse show não é só um lançamento em vídeo de uma das maiores bandas da história. Isso não interessa muito, na verdade. Vários outros velhões da música se reuniram e, nem de longe, causaram o mesmo alvoroço em mim ou mesmo outras pessoas.

O Led Zeppelin, de verdade, aquele Led lá, não existe mais. Ele nunca poderá ser revivido. Isso, sem dúvida, acabou. O que me deixa feliz, de verdade, é saber que ainda sou capaz de me sentir empolgado com o lançamento de material novo de uma banda. O que me deixa feliz é saber que nesses tempos de cinismo as pessoas ainda são capazes de enxergar brilho na fantasia de revivermos uma lenda. O que é, verdadeiramente, motivo para comemorar, é saber que ainda há esperança para as crianças que esperam o videogame novo.

"This is the song of hope"

publicado em 14 de Setembro de 2012, 08:01
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Luciano Andolini

Cantor, guitarrista, compositor e editor do PapodeHomem nas horas vagas. Você pode ouvir no Spotify. Também escreve no Medium e em seu blog pessoal. Quer ser seu amigo no Facebook e Instagram.


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