Micones de los clubes brasileños

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A discrepância existente na comparação do momento econômico deste país com outros países sul-americanos possibilita ao brasileiro esbanjar sobre os vizinhos. Não num tom de soberba, mas na postura de quem tem possibilidades de adquirir aquilo que outrora era inviável. De um vinho chileno até uma peça de carne uruguaia , exemplos de produtos importados que entraram na casa do brasileiro médio.

Sendo assim, o que nos resta? Ir às compras. Mas não só de matéria prima. Também de material humano. No caso: jogadores de futebol. 

Algumas posições do nosso futebol passam por fases de carência. Como hoje, por exemplo, o meia. Ok, temos Oscar, Ganso e Lucas. Mas são exceções. Tirando eles, é difícil citar outro jogador de ligação insubstituível. Isso faz com que os clubes invistam em gringos para essa posição, como Dalessandro, Escudero, Dátolo, Bertoglio (atacante improvisado) e Montillo.

Esse intercâmbio fica ainda mais comum devido o preço baixo dos jogadores. Com os clubes sul-americanos em eterna crise, tornou-se comum arrancar revelações de clubes médios de Argentina, Chile e Uruguai. Essa ânsia de buscar “o novo Messi”, o “novo Arce” ou o “novo Gamarra” gera uma corrida louca pelo ouro. E com muitas gafes.

Dá pra fazer uma seleção de micos dos times brasileiros com jogadores castelhanos. Quer ver?

O goleiro Henao (Santos) vendo a bola passar. E como ele viu...

Henao (Colômbia)

Juan Carlos Henao foi contratado pelo Santos em 2005 para ser o goleiro titular na Taça Libertadores (técnicos, por algum motivo, acham importante ter alguém que fala espanhol no time para essa competição). O goleiro surpreendeu ao ajudar o Once Caldas a eliminar o Santos de Robinho no ano interior.

Foi muito mal na Taça de 2005 e no Campeonato Paulista. Chamou mais a atenção pela longa cabeleira, a baixa estatura e uma mania irritante de jogar com um short mais curto que o normal. Foi dispensado no final do ano.

Bustos (Colômbia)

O ex-jogador do Cúcuta fez uma grande Taça libertadores em 2007. Quase eliminou o Boca Junior na semifinal e deu um calor no Grêmio na fase de grupos. Foi contratado a pedido de Mano Menezes para o Brasileirão daquele ano. Cobrou um monte de falta, fez um gol e não teve o contrato renovado.

Foi apresentado pelo Internacional em 2008. E conseguiu uma proeza: é senso comum de pavor entre as duas torcidas.

Schiavi (Argentina)

Rolando Schiavi é um tipo de lenda vida no Boca Juniors. Certa vez baixou hospital na noite que antecedia um importante jogo pelo Torneio Clausura. Os médicos diagnosticaram a necessidade de fazer uma cirurgia de apendicite imediatamente. Schiavi entrou na faca e já na tarde seguinte estava em campo pelo Boca.

Tem mais: durante uma excursão com o Boca Junior nos Estados Unidos, ficou hospedado com o time no mesmo hotel que Sandra Bullock. Jornalistas afirmam ter visto o zagueiro saindo com a atriz do mesmo quarto.

Um zagueiro argentino que jogou com o apêndice latejando e deu um toco na Sandra Bullock. Parecia o jogador perfeito para o Grêmio. Mas não foi. Perdeu na corrida para um jogador chamado Anderson Catatau e até hoje sofre com isso.

E pior que eu gostava do Schiavi.

Sebá (Argentina)

O zagueiro argentino, como tanto outros, foi indicado como solução para a zaga do time paulista. Amigo de Tevez e homem de confiança de Passarela, Sebá amargou a reserva por duas temporadas no Corinthians. Decepcionava quando escalado e não conseguiu alcançar o nível dos outros zagueiros do grupo, como Marinho e Betão.

Quer dizer.

Maldonado (Chile)

O Maldonado é sacanagem.

Porque o Maldonado não é ruim.

Mas ele sempre será um Maldonado. O Maldonado genro do Luxemburgo. O Maldonado no rabo de cavalo. O Maldonado que foi bem no Santos. E talz. E só. E panz.

É quase um estilo de jogador. Um jogador Maldonado. Um jogador que você quer longe do seu time.

Não dá pra crer em Maldonado.

Armero (Colômbia)

O lateral esquerdo colombiano é mais lembrado pela torcida palmeirense por dois motivos extra-jogo: o choro no banco de reservas no clássico contra o Corinthians e a comemoração Armeration versus o Santos. Dentro de campo, jamais foi pegou a camisa para si e tomou conta da posição. Namorou a reserva vários meses.

Por isso não renovou contrato e foi para Udinese.

Maxi (Argentina)

O pequeno meia argentino foi contratado em meados de 2007 pelo Flamengo. O grande cartaz por cima do jogador era simples e direto: o cara é primo do Messi. Além disso (!), a diretoria rubro-negra tinha o respaldo de Valdir Espinosa, que havia recomendado o jogador.

Maxi não correspondeu. Teve bons jogos, mas a boa fase inicial não se prolongou e o jogador amargou o banco de reservas grande parte do ano. No final de 2009 Maxi anunciou a recisão do contrato e foi para o Cruz Azul (México). Atualmente é jogador do Olímpia.

Julio dos Santos (Paraguai)

Julio dos Santos foi oferecido ao Grêmio como uma promessa do futebol paraguaio. Para um time que apostou em Rivarolla e Arce quando eles ainda eram desconhecidos, parecia um bom negócio. A empolgação ficou na possibilidade.

Apesar da boa técnica demonstrada nos treinos, Julio dos Santos desanimava a torcida com sua lerdeza em campo. Os mais otimistas viam no jogador um estilo parecido com o de Riquelme. E assim ele ficou conhecido: o Riquelme do Paraguai. O Riquelme que não funciona.

Passou pelo Atlético Paranaense também. E manteve a média ruim.

Defederico (Argentina)

Na onda de “novos Messis” que os times anunciavam, Defederico despontou como estrela. Chegou ao Corinthians contratado junto ao Haracán. Custou US$4 milhões. Não justificou o investimento.

Jamais se adaptou ao futebol brasileiro e teve atuações medianas. Apesar de um ou outro lampejo de craque, não se firmou no time titular. Fez 31 jogos e marcou somente dois gols. Voltou para a Argentina e se tornou protagonista do Independiente.

Rondon (Venezuela)

Centroavante de qualidade técnica discutível, Alexander Rondón Heredia, ou simplesmente Rondón, não deixou saudades. Chegou em 2004 com a responsabilidade de substituir Luis Fabiano.

Não deu.

Jogou 11 partidas e fez um golzinho apenas.

Santiago El Tanque (Argentina)

Se trata de Corinthians. Logo, qualquer fato toma proporções astronômicas. A contratação de Santiago El tanque até hoje é motivo de piada. O jogador vendido por empresários por meio de um DVD com cenas do jogador foi um verdadeiro desastre no Parque São Jorge. Com passagem relâmpago em 2002, El Tanque ficou conhecido por sua lentidão e falta de pontaria.

El taque fez apenas um jogo oficial com a camisa do timão. Nenhum gol.

Não é porque o zagueiro é uruguaio que ele é raçudo.

Não é porque o lateral é colombiano que ele é veloz.

Não é porque o centroavante é argentino que ele é frio e matador.

Perna de pau tem aqui, perna de pau tem lá.

E como tem.

Mecenas Yázigi

O Yázigi vai eleger a melhor história de alguém que passou maus bocados no exterior por conta de não saber falar inglês ou espanhol. O vencedor do mês ganha um Ipad 2 de 32GB, uma bolsa de estudos no Yázigi SP com duração de um semestre e vai participar do programa Chupim da rádio Metropolitana ao vivo.

No final, a melhor das 3 histórias ganha um curso de inglês de duas semanas na Inglaterra, com passagens e hospedagem inclusos.

Lets rock!


publicado em 26 de Março de 2012, 10:38
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Fred Fagundes

Fred Fagundes é gremista, gaúcho e bagual reprodutor. Já foi office boy, operador de CPD e diagramador de jornal. Considera futebol cultura. É maragato, jornalista e dono das melhores vagas em estacionamentos. Autor do "Top10Basf". Twitter: @fagundes.


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