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Não sou imprensa, não quero ser e tenho raiva de quem é

Desde os tempos que a internet era 1.0 à álcool, e a gente tinha que deixar esquentando antes de usar, essa discussão já existe.

Só que nos últimos tempos a coisa vem tomando proporções, no mínimo, colossais. Li no Fugita hoje, que aliás é um ótimo site, um post sobre as falhas do Campus Party.

Até aí nada demais. Mas um pedaço que me chamou a atenção foi a parte em que ele traz à tona essa discussão: blogues são imprensa? São menos “meio” do que um jornal ou uma revista?

Vamos por partes.

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Criei um blog, agora quero virar mídia

O blogue do Fugita, sem dúvida, é imprensa. Só o dele? Não, muitos. Mas infelizmente, a maioria dos blogueiros que reclama disso não pode ter seu blogue considerado como imprensa.

Não pela qualidade do seu conteúdo, mas pelo viés que eles dão. Um blogue de humor seria imprensa? Não. Por acaso o Casseta e Planeta é imprensa? Tanto não é que a CBF já falou que não vai dar mais credenciais a eles nas coletivas da seleção. É um programa de humor dentro da televisão, e um blogue de humor é um site dentro da internet.

Um blogue repetidor e que faz “clipping” de notícias e fatos é imprensa? Não. Porque isso meu Firefox faz e ele não quer crachá de imprensa em lugar nenhum.

Qual a diferença entre um repetidor e o Fugita, por exemplo?

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Andar de Segway patrocinado pela Intel é pra poucos

Simples: o Fugita, no Techbits, COLHE INFORMAÇÕES, AS APURA e AS PUBLICA. Percebam: ele não PEGA informações, NÃO PUBLICA SEM APURAR e NEM AS COLA. Há uma enorme diferença.

O programa da Marcia Gold “Mão Santa” Schmidt, por exemplo, é um programa de TV, mas não é imprensa. O roteirista ou o diretor da Grande Família não vai lá fazer perguntas sobre a CPI do Cartão Corporativo.

Ser considerado imprensa não significa ter sua qualidade atestada. Nem de longe, até porque, no Brasil salvam-se dois ou três jornais e duas ou três revistas. O resto é resto.

Outros exemplos de blogs que são muito mais imprensa do que muito programa plim plim por aí são o Sim Viral, do Rafael Ziggy, o Brainstorm 9, do camarada Carlos Merigo, o Meio Bit, o Update or Die, que tem mais gente do que os Titãs, o Pensar Enloquece?!, do guru dos blogueiros Alexandre “chinês é o caralho” Inagaki, a nossa querida Papo de Homem, claro, e muitos outros que não vou listar senão isso aqui vira um romance russo.

E blogues sensacionais mas que não são, e acho que nem tem a pretensão de ser, imprensa? O Coca da Boa, do Wagner “aquele que não se pode falar o nome” Martins, o Bobagento, o Kibe Loco, do Antônio “queridinho do Huck” Tabet e mais um monte. Pessoalmente não gosto muito do Kibe, e ele é ao mesmo tempo repetidor de piadas de posts e blogue de humor.

E cá entre nós...

Pra que ser considerado imprensa formalmente? Pra ganhar crachá pra área de imprensa? O mercado já viu os blogues, vide as campanhas aqui mesmo na PdH e em outros vários blogues.

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Não é um microfone na mão que vai definir sua qualidade

Vários blogueiros já escrevem pra “grandes meios”, já tem mais visitas que a circulação da Veja. É uma questão de tempo a imprensa absorver ou se fundir com os blogues. Temos uma blogueira (Cora Ronái) editando o caderno de informática d´O Globo, por exemplo.

É uma questão de tempo. Qual jornal cometeria a insanidade de não querer o Fugita, por exemplo, falando sobre informática? Ou nosso querido e estimado patrão Guilherme falando sobre variedades? Calma, é só uma questão de tempo.

p.s.: Guilherme, se algum editor da “Grande Imprensa” ler isso e te convidar pra escrever, lembra dos amigos!


publicado em 27 de Fevereiro de 2008, 12:22
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Leonardo Luz

Fã de polêmicas, adora cutucar onça com vara curta. Também detona no blog "Eu e Meu Ego Grande".


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