Nordweg, a pasta de couro definitiva

Nos idos de 1994, um pouco antes daquela seleção pra lá de retranqueira do Parreira se sagrar tetracampeã, tenho recordações de muitas noites em claro madrugada adentro.

Tinha 10 anos na época. Pilhas de livros em casa. Desde clássicos da literatura portuguesa como a coleção completa de Monteiro Lobato até aventuras fantásticas(minhas favoritas da infância) como "Os 12 Trabalhos de Hércules". Esse último foi leitura suficiente para pouco mais de dois dias e duas madrugadas. Minha mãe via preocupada checar o que acontecia; eu estava lendo e nem Playboy era.

Meu panteão de heróis era composto por um grupo de personagens ecléticos. Hemingway, Shigeru Miyamoto, Eastwood, Dom Quixote, Robin Hood, Guilherme Tell. A mítica do cavaleiro andante sempre me fascinou. Homens munidos de suas armas - sejam machados ou penas e tinta - desbravando um mundo impiedoso.

Hemingway, em 1959, na Plaza del Castillo. Taí um cabra cujo estilo me agrada.

Tal senso desembocou num gosto literário peculiar, cujas influências diretas os mais atentos percebem em meus textos. Indo além, se desdobrou uma percepção estética pouco dada a firulas e glitters Beckhamnianos exagerados. Couro, sólida madeira de lei, papel queimado e preto fosco me agradam. Pelos cheiros, texturas e cores; por evocar estradas distantes, percorridas por viajantes sem rumo. E "Viajante" foi meu apelido quando jogava capoeira.

Se não viajasse tanto quanto gostaria em realidade, viajava o triplo em meus devaneios. Era raro ser visto sem minha mochila durante a adolescência. Ela simbolizava minha filosofia mambembe de cavaleiro andante. Carregava livros, anotações supostamente importantes, trocentas coisas acumuladas ao longo do tempo. Com a mochila a tiracolo - tive várias -, estava em casa. Quase um TOC.

Agora morando em Sampa, a mochila é o item básico do jovem profissional geração Y. Todos usam. Pasta é coisa de executivo financeiro careta e ponto. Portanto, segui usando as tais mochilas de adultos Peter Pan, oras. Mas nunca plenamente satisfeito... Porra, queria algo decente em uma escala saco-roxo não-metrosexual de estilo, só isso, será que ninguém mais pensava parecido?

Pausa, fade to black.

A Nordweg escutou.

Os caras fabricam uma linha masculina de acessórios descaralhante, de couro legítimo. Todos com GARANTIA VITALÍCIA. Isso é matar a cobra e mostrar o pau.

Conheci dois dos sócios por trás do empreedimento, Igor e Armando, há uns meses. Email vai, email vem. Decidiram nos presentear com a mais foderosa pasta de couro que já passeou por meu humilde armário. Em tom marrom envelhecido, com múltiplos compartimentos, couro maleável, costurada com atenção ao acabamento de forro xadrez lenhador. Sério, eu gastei mais tempo esse mês admirando a pasta do que a Playba da Letícia Birkheuer.

Messenger bag em ação

Livros de cabeceira atuais, "Your Have 3 Minutes!", "A Torre Negra" e "O Encantador de Cães".

Nas reuniões, já me acostumei em escutar "que pasta é essa?"

Nada disso foi pago, a dupla nos mandou a pasta de boa fé, pra atestarmos a qualidade do produto. E agora vão sortear, com exclusividade para nossos leitores, a mochila para notebook mais vendida deles. Uma beleza. Te dizer, ainda não falei com o Igor e com o Armando, mas no que depender de mim não seria nada mal ter a Nordweg como pasta oficial de toda a equipe PdH.

Como faço pra levar essa mochila Nordweg de R$698,75?

Visite o catálogo de produtos da loja online deles e deixe um comentário com o nome do seu produto favorito.

Vamos sortear o ganhador Domingo, dia 26, pelo nosso já tradicional random.org. Um de vocês vai celebrar Natal em dobro.

É isso, cabrones. Até a próxima!

Atualização (03/02/2011):

Como o vencedor não entrou em contato, fizemos um novo sorteio.

O vencedor foi o Darlison Azevedo, autor do comentário número 100.


publicado em 20 de Dezembro de 2010, 20:02
File

Guilherme Nascimento Valadares

Editor-chefe do PapodeHomem, co-fundador d'o lugar. Membro do Comitê #ElesporElas, da ONU Mulheres. Professor do programa CEB (Cultivating Emotional Balance). Oferece cursos de equilíbrio emocional e escreve pequenas ficções no Instagram.


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