Das favelas para as telas: o funk paulista virou websérie

"Back to baile de favela" conta um pouco sobre a guinada do funk ostentação

  • Nossos atuais Mecenas:
  • Vivara130x50 jpg
  • Selo dorel jpg

Eu odeio. Imagina só, isso é tão ruim que não merecia ser chamado nem de barulho. Deus me livre ter isso nas minhas playlists. O que? Nas festas? Ah, se for em uma festa e não tiver jeito, tudo bem. Mas só vou escutar porque não vou ter alternativa. Talvez uma vez ou outra em casa? Talvez. Pra treinar pras baladas, porque não tem coisa pior que ir pra role e não conhecer nenhuma das músicas que estão tocando, né? Mas é só por isso mesmo. Gente. O que é isso? Minha perna tá balançando sem eu controlar. Minha cabeça gente, tá tudo se movendo. Tô dançando, gente! Gente?

Foi assim que o funk entrou na minha casa, entrou na minha vida. Aos poucos, devagarzinho, sem pedir licença. 

E arrisco dizer que isso aconteceu com praticamente todo mundo.

Bumbum granada, bom, deu onda. Caso viva no planeta Terra, você já deve ter ouvido pelo menos um dos hits que estouraram nos últimos tempos. E uma vez tendo conhecido esse mundo, algumas referências logo aparecem.

O estilo, por exemplo, tem ganhado muito peso, e você pode interpretar essa expressão de forma literal se quiser: cordões de ouro, medalhões e acessórios de grande valor compondo a cena de clipes com superproduções, bem diferentes dos primeiros vídeos gravado para esse ritmo.

Outra coisa que vem à cabeça quando o assunto é funk é o Kondzilla, canal do Youtube que lançou diversos artistas, além de contar com quase 10 milhões de inscritos. Esse número expressa bem a importância da internet, que é uma das principais armas de divulgação e crescimento do funk, nesse meio. Os views e cliques se tornaram ferramentas cruciais para quem quer cair na boca do povo e sobreviver aos famosos 15 minutos de fama. 

São faces como essas que a websérie "Back to baile de favela", dirigida pelo cineasta Pedro Gomes, aborda em dois episódios curtos. As narrativas nos levam para dentro da realidade funkeira, e caminham para questões como a importância do estilo musical para as periferias e as ascensões meteóricas no funk paulista propiciadas por redes de compartilhamento. 

Vem assistir e me conta o que achou!

Episódio 1 - Sobe e desce

O segundo episódio também está disponível, e uma edição extra, para contar os primórdios dessa história toda, deve sair na próxima semana. 

No Tinder da música, meu match com o funk não foi de primeira. E o seu, foi? Vai ser? Sem chances?

A gente conversa aqui na caixa de comentários :)


publicado em 03 de Fevereiro de 2017, 16:24
Foto jpg

Carol Rocha

Leonina não praticante. Produziu a série Nossa História Invisível , é uma das idealizadoras do Papo de Mulher, coleciona memes no Facebook e horas perdidas no Instagram. Faz parte da equipe de conteúdo do Papo de Homem, odeia azeitona e adora lugares com sinuca (mesmo sem saber jogar).


Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há mais de dez anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

Nossos atuais Mecenas: