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O homem precisa amar a sua terra

Existe um despertar romântico e saudosista no homem que valoriza a maior de suas origens: a pátria.

O brasileiro nem tanto.

O brasileiro não é assim.

O brasileiro, às vezes, é menos brasileiro que o estrangeiro que vem morar no país.

Há uma cultura de vira lata na personalidade do brasileiro que considera ufanista e demagoga qualquer expressão de bairrismo. Tanto que, de um modo estúpido e sem qualquer explicação que me convença, o termo bairrista ganhou ares pejorativo. A própria definição já é um erro. O bairrismo defende os interesses do bairro ou de sua terra tanto por atitudes de defesa exacerbada de suas alegadas virtudes, ou, por analogia, da terra natal de alguém.

Aqui não.

Aqui o bairrismo está vinculado a uma visão estreita de mundo que menospreza tudo aquilo que vem de fora. Raramente o bairrismo é encarado como uma atitude positiva e orgulho por uma região.

Não há orgulho em BR.

"This Is England", um filme com exageros que fazem todo o sentido
"This Is England", um filme com exageros que fazem todo o sentido

Somos uma nação relativamente jovem. São 500 e poucos anos de descoberta. Mais uns quase 200 de independência. Nosso processo de independência — assim como a instalação da monarquia — é recheado de história de covardia, explorações e fugas. Alguns diriam que não há do que se orgulhar. O erro está justamente aí. Uma nova história não se escreve sem a defesa do conceito e orgulho de uma nação.

Há valor nos patriotas. O patriotismo consiste em saber que os erros ou falta de atitude do passado não deve comprometer os anseios do futuro. A história se reescreve diariamente, tornando tolo aquele que aponta as exibições de paixão pela terra como babaquice.

Infelizmente a tal babaquice está próxima das definições de patriotismo no nosso país. O Brasil via seu derivado, o brasileiro, é um país em que a paixão pelas cores existe, com o perdão do clichê de definição, de quatro em quatro anos. Fora dessa época, uma bandeira na janela ou adesivo no carro é visto com estranheza pelo seu próprio povo, quando, na verdade, devia ser prestigiado.

Atitudes de exibição de amor pelo país não existem porque as pessoas tem vergonha. E elas tem vergonha porque são acusadas de hipócritas.

Por que amar a porra do Brasil?

Porque é preciso.

Link YouTube | 1:23 - hino do RS; 2:29 - esse editor, que há 12 anos não mora na sua querência, chorando

O homem que ama a sua terra respeita a sua história. Nascemos e nos transformamos naquilo que nosso passado escreveu. Cabe a nós respeitar isso. Caso não haja identificação, fazer algo de novo. Gerar uma razão para que o futuro proporcione motivos para relembrar os anos que se foram.

E isso só ocorre, queira você ou não, amando e respeitando o seu território. Não se trata de tolerar uma história, mas moldar ela de acordo com seu caráter. E, se necessário, agir para produzir novas linhas, novos fatos, novos heróis.

O homem precisa amar a sua terra.

Precisa cuidar da sua terra.

Não espere um motivo para ter orgulho. Faça por se orgulhar.

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publicado em 03 de Janeiro de 2012, 08:23
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Fred Fagundes

Fred Fagundes é gremista, gaúcho e bagual reprodutor. Já foi office boy, operador de CPD e diagramador de jornal. Considera futebol cultura. É maragato, jornalista e dono das melhores vagas em estacionamentos. Autor do "Top10Basf". Twitter: @fagundes.


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