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O que a parceria com Adam Sandler nos diz sobre o futuro do Netflix?

Depois de parcerias de sucesso como em Narcos e Sense8, empresa faz uma aposta de risco

Como diria um amigo meu: parece que essa tal de internet veio mesmo pra ficar. Apostando na popularização desse - digamos - ambiente, as empresas estão cada vez mais dispostas a investir em negócios que dependem do digital. Outras tantas estão nascendo no digital. E estão colhendo frutos tão fartos quanto voláteis.

É o caso do Netflix. O serviço de vídeos por streaming surgiu sendo nada mais do que uma releitura pós-moderna da tradicional locadora de bairro. Mas com um detalhe: possibilidades infinitas (ou quase isso). A ideia não é nada original, mas o tempo mostrou que não se tratava só disso. O dono da locadora seu amigo que te recomendava os títulos que você mais gostava foi substituído por um algoritmo super complexo que te mostra de cara os “recomendados pra você” de acordo com um monte de coisas, entre elas o que você assistiu antes.

Primeiro, a transmissão por streaming. Você pode ver os filmes que quiser (dentro do cardápio deles) a hora que quiser sem precisar comprá-los para sempre. Depois, o algoritmo super complexo. Você não gasta mais horas procurando o filme certo (só se você quiser). Por último, as produções exclusivas e tcharam! O título desse texto poderia ser: três passos para o sucesso do Netflix. Mas você já deve estar se perguntando onde o Adam Sandler entra nesssa história.

Acontece que depois de tantos acertos, ressurge a primeira decisão duvidosa da empresa. Menos de uma semana depois de anunciar que estava interessada em investir na produção de conteúdo jornalístico, foi lançado o cartaz do longa Ridiculous 6 escrito e protagonizado pelo astro da comédia pastelão de Hollywood.

Depois de irmãos Wachowski, Wagner Moura e Idris Elba, os usuários do Netflix elevaram o patamar de expectativas. Os mais românticos chegaram a acreditar que estava surgindo uma nova produtora só de produtos audiovisuais fodas. Mas a fase recente de Sandler e as polêmicas que o filme se envolveu antes mesmo de estrear dão indícios de que o mundo não é tão cor de rosa assim. O Netflix está entrando na briga para ganhar dinheiro. E ponto.

Só pra você ter uma ideia do que vem por aí. Adam Sandler foi recentemente apontado como o pior investimento de Hollywood pelo segundo ano consecutivo. Pixels, seu filme mais novo, ficou bem abaixo da crítica e da arrecadação esperada. A produção de Ridiculous 6 já foi marcada por um acidente quase fatal e a última polêmica ficou por conta de um grupo de nativos que resolveu abandonar as gravações acusando a produção de ofensas à cultura dos seus povos, incluindo deturpações na representação das mulheres e dos mais velhos.

Isso tudo não quer dizer que a tendência é que o Netflix esteja descendo a ladeira que escalou, mas que - assim como qualquer empresa - eles estão interessados em expandir o mercado, mesmo que para isso seja preciso arriscar (e errar). Ao que tudo indica, é o que está acontecendo agora. Em 11 de dezembro, teremos o lançamento do filme e novas respostas, você está ansioso pra saber?
 


publicado em 27 de Outubro de 2015, 18:54
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Breno França

Editor do PapodeHomem, é formado em jornalismo pela ECA-USP onde administrou a Jornalismo Júnior, organizou campeonatos da ECAtlética e presidiu o JUCA. Siga ele no Facebook e comente Brenão.


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