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O que estamos lendo? [Junho/2012]

Aos poucos, a nossa biblioteca vai aumentando. Já viu o que estávamos lendo mês passado?

Independente se viu ou não, aqui estão as suculentas recomendações desse mês. Tem para todos os gostos, de HQ a blogs, passando por vários livros ótimos.

Felipe Ramos lê Vinho e guerra, de Don Kladstrup

Nesse interessante livro sobre a cultura do vinho em tempos de guerra, li uma história sensacional que conta como um sargento do exército francês, ao entrar no refúgio secreto de Adolf Hitler, nos Alpes Bávaros, em um castelo 2.500 metros acima da cidade próxima, encontrou meio milhão de garrafas dos melhores vinhos franceses jamais produzidos.

André Costa lê A arte de fazer acontecer, de David Allen

Estou relendo o livro que mudou minha vida. A Arte de Fazer Acontecer foi o primeiro livro que realmente fez uma diferença prática na minha vida, alavancando resultados palpáveis. David Allen costumava treinar CEOs que ficavam presos atrás de uma pilha de papéis e já salvou muitos de ter ataque cardíaco antes de escrever esse livro.
Aqui aprendi como lidar com uma quantidade alta de tarefas e informações, sem deixar de me manter centrado e longe de stress. (Funciona! Mas não sem esforço...)
Ele parte da premissa de que a partir do momento em que você tem sequer duas coisas para fazer, já está gerando stress, simplesmente pelo fato de que não pode fazer as duas ao mesmo tempo.
Sendo assim, ele recomenda que você crie um sistema confiável no qual você deposite todas as tarefas e demandas, deixando sua mente livre de preocupações enquanto trabalha em uma coisa de cada vez.
Esse sistema funciona por contextos: você está no escritório as três da tarde de quarta-feira e fica martelando na sua cabeça o condimento indiano que você quer comprar no sábado para fazer uma receita para sua namorada. Você não pode fazer nada a respeito disso agora, certo?
Então o sistema fica encarregado de te lembrar na hora correta e você pode parar de esquentar a cabeça com isso. Se você por acaso usa iPhone/Mac, recomendo o uso do aplicativo Omnifocus depois da leitura.

Julia Ropero lê Pare de se sabotar e dê a volta por cima, de Flip Flippen

Para o psicoterapeuta Flip Flippen, o ponto de partida para o verdadeiro sucesso é o autoconhecimento: quando você conhece a si mesmo, pode compreender melhor as características de sua personalidade e identificar suas limitações.
O livro diz que o fundamental é saber quais são seus pontos fracos, de modo que você possa superá-los e transformá-los em qualidades que gerem resultados significativos.
Ao longo de mais de 30 anos de pesquisa, o autor observou que muitas pessoas talentosas sabotavam o próprio sucesso porque não sabiam quais eram as características que as impediam de alcançar o máximo de seu potencial. Estou no começo do livro e ainda não descobri minhas limitações, mas estou bem interessada em quais são para poder superá-las.

Jader Pires lê blogs do Estadão

Sempre acompanho os blogs do Marcos Guterman e do Gustavo Chacra, dois profissionais do jornalismo internacional do Estadão. Enquanto o Guterman encara várias teorias sobre as confusões políticas internacionais (inclusive as cometidas pelo governo brasileiro), o Chacra esmiuça todo o complexo mundo árabe de um jeito bem interessante e acessível.
Vale muito a pena acompanhar o estilo de escrever e de opinar desses dois caras.

Guilherme Valadares lê Fire in the belly – On being a man, de Sam Keen

Escrito pelo filósofo Sam Keen e indicado a mim pelo Gitti, Fire in the belly é leitura escalafobética, rompe com a estrutura do masculino pela qual orientamos toda nossa existência. Um livro altamente não-recomendável a quem estiver satisfeito com a sua condição atual, pois ela decerto será esmirilhada.

Felipe Franco lê a HQ 100 balas – Vol. 9

Este mês comprei uma HQ só pela capa fantástica: o volume 9 da HQ 100 balas, da Vertigo. Eu já conhecia a revista e tinha até algumas edições, mas nunca havia me interessado tanto. Nesta edição fiquei apaixonado e estou correndo atrás das anteriores para entender a história por inteiro.
A série 100 balas é roteirizada por Brian Azzarello e fodasticamente desenhada por Eduardo Risso. Na gringolandia ela já foi finalizada e está sendo adaptada para um seriado de TV produzido pelo canal ShowTime (o mesmo canal de Californication).
100 balas apresenta o misterioso agente Graves, um manolo que procura pessoas que tiveram a vida fodida pelo destino e lhes entrega uma pasta com evidências que apontam o responsável pela sua desgraça e uma pistola Smith & Wesson com 100 balas irrastreáveis para fazer justiça com as próprias mãos, junto com a promessa de que nunca serão incomodadas pelos "homi da lei".

Fabio Bracht lê Bonsai, de Alejandro Zambra

obra de arte

Bonsai é é uma obra de arte. E digo isso não no sentido em que poderia ser dito de qualquer obra de qualquer coisa que qualquer pessoa chamaria de arte – que, afinal, é um conceito muito relativo. Bonsai é uma , em itálico para ênfase.

Um romance que "estraga" o final no primeiro parágrafo – a mocinha morre – , não perde tempo com detalhes e se diverte mais com o que deixa de fora do que com o que diz.

Curto, bem curto, eu li em quatro ou cinco trajetos de meia hora no ônibus. Recomendo mais do que fortemente.

Destaque especial para o projeto gráfico dessa edição da Cosac Naify, que lembro o leitor a todo momento sobre o porquê do nome da obra ser Bonsai.

PS.: Quem me deu de presente esse livro foi Rodolfo Viana. Muitíssimo obrigado, cara.

Gustavo Gitti lê Action in perception, de Alva Noë

Com uma vasta análise de pesquisas em ciências cognitivas, o livro mostra que:
1) a percepção é ativa,
2) o mundo não está lá fora,
3) a mente não está dentro da cabeça,
4) o corpo e o movimento são essenciais para a construção da realidade vivida, entre mil outros pontos e críticas.
Livraço. Publicado pela editora do MIT.

Luciano Ribeiro lê Quando os gigantes caminhavam sobre a terra, de Mick Wall

Gosto de biografias. Gosto de rock. Sou do tipo que gosta de conhecer detalhes da produção, curiosidades, entrevistas, truques mirabolantes. Me e de me imaginar nos lugares onde aconteceram as coisas, de que forma as pessoas reagiram na época dos acontecimentos. Et cetera.
Por isso, logicamente, estou gostando de ler Quando os gigantes caminhavam sobre a terra, biografia do Led Zeppelin escrita pelo jornalista Mick Wall. É uma excelente coleção de detalhes sobre tudo que circunda o fantástico universo daquela que é largamente (mas não unanimemente, claro) considerada a maior banda de rock do mundo.
O interessante é que, quando não havia registros históricos, ele usou a sua liberdade poética. Há pequenos contos, crônicas e trechos fictícios onde ele escreve como podem ter sido as experiências dos integrantes segundo seus próprios pontos de vista.
Eu achei sensacional. Recomendo.

Fabio Rodrigues lê Not for Happiness: A Guide to the So-Called Preliminary Practices, de Dzongsar Jamyang Khyentse

Você pratica meditação porque quer se sentir bem? Ou pra ajudá-lo a relaxar e ficar "feliz"? Então, de acordo com Dzongsar Jamyang Khyentse, francamente, é mais fácil você arranjar uma boa massagem, ir a um spa ou qualquer coisa do tipo.
Além de falar com propriedade, Dzongsar tem um talento pra implodir ideias tortas a respeito da prática budista de treinamento da mente. Penso que este livro especificamente serve mais pra quem já encontrou um professor e ensaiou alguns passos pelo budismo tibetano. Se você está chegando agora e tem interesse, indicaria mais o "O que faz você ser budista?", do mesmo autor.

Alex Castro também lê o livro acima

Estou sempre lendo alguma coisa sobre budismo. Atualmente, avanço devagar pelo novo de Dzongsar Jamyang Khyentse, Not for Happiness.
É assunto que não domino, que tenho que ler com cuidado e concentração, mas fascinante. Confesso que sempre tive um certo pé atrás com essas pessoas que querem muito "ser felizes". Selecionei alguns dos meus trechos preferidos do começo do livro. Um deles:
"[I]f you are only concerned about feeling good, you are far better off having a full body massage ... [D]harma is tailored specifically to turn your life upside down ... [I]f you practise and your life fails to capsize, it is a sign that what you are doing is not working."

Você lê ____________________

Que páginas anda virando o leitor do PdH?


publicado em 29 de Junho de 2012, 16:23
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Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal.\r\n\r\n[Facebook | Twitter]


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