Olhe o outro como igual – 15 práticas para abrir 2016 com o pé direito

O segredo é conseguir parar mesmo diante da pior situação e perceber que o outro quer o mesmo que você: encontrar a felicidade

No cansaço de fim de ano tem sempre um bocado de clima de renovação. A vontade de ser uma pessoa melhor no próximo ciclo vem junto da listinha de mudanças. Aqui no PapodeHomem, decidimos convidar diferentes autores pra escrever uma lista de 15 práticas pra começar 2016 com o pé direito - um texto por dia com uma sugestão de mudança pra uma vida mais plena no próximo ano.

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Antes de seguir, por favor, veja esse texto e o vídeo abaixo para contextualizar a prática minimamente.

Link Youtube

Compaixão é algo que podemos aprender e aprofundar, e isso vem com a prática. Portanto, minha prática para 2016 é uma sugestão de experimento que pode ser feito no dia a dia, intencionalmente, e que pode nos ajudar a ver a compaixão como uma posição de mente e um tipo muito benéfico de predisposição nas relações.

Convido cada um para experimentar isso em primeira pessoa, diretamente.

Como fazer

Olhe gentilmente as pessoas ao redor: andam em mil direções, se ocupam de mil coisas, e no fundo vão todos na direção onde veem haver causas de felicidade. Todas as pessoas, todos os ônibus, carros e trens estão indo pra esse lugar.

Não importa para onde as pessoas estão indo, elas estão buscando a felicidade.

No trânsito, na fila do supermercado, no metrô ou no ponto de ônibus, em vez de esperar impaciente e desejar que os outros não estivessem na frente, dê-se conta: todos querem ter suas aspirações atendidas.

Na reunião de negócios, na apresentação de um projeto ou trabalho, na frente de uma plateia ou na sala de aula, respire, solte as tensões e relembre: não há verdadeiramente nenhum oponente, nenhum inimigo ou competidor, mas pessoas que anseiam por maior satisfação e alegria.

Durante uma briga com o namorado ou esposa, recoste-se, respire longamente e se surpreenda: mais do que ser seu parceiro, o outro quer ser feliz, sentir segurança, acolhimento, sentido na vida.

No trabalho, o cliente, o chefe, o empregado, o presidente da empresa, o senhor da limpeza, a moça que serve o café, os seguranças, motoristas, a família, os amigos, filhos, pais, amantes...

A qualquer momento que essa lembrança surgir, frente a qualquer ser que for, experimente o seguinte:

  1. Relaxar. Respirar fundo, gentilmente, e soltar as expressões do rosto, a musculatura ao redor dos olhos, da testa e dos maxilares, mãos, braços e ombros, aliviar qualquer controle, ansiedade, pensamento. (O relaxamento pode ser uma maneira bem rápida para diminuir a responsividade e ansiedade, e abrir espaço para posicionar a mente de outra forma.)
  2. Olhar calmamente e reconhecer: da mesma forma que eu, esta pessoa deseja encontrar felicidade e satisfação na vida. No fundo de seu coração e ainda que ela não saiba, é isto que a move.
  3. Deixar que surja disso uma aspiração natural: que ela possa encontrar as causas profundas e verdadeiras da felicidade, e que minha presença de alguma forma possa ser benéfica.

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No lugar temos essa e outras práticas, textos, vídeos e conversas online e no fórum, onde vamos aprofundando coletivamente cada um desses pontos. Se você tiver vontade de participar, veja como é aqui, neste link.


publicado em 28 de Dezembro de 2015, 00:05
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Fábio Rodrigues

Trabalha em espaços onde se pode aprender como melhorar as relações, cultivar o mundo interno e florescimento humano — sem oba-oba, com os pés no chão do cotidiano. Coordenador do lugar, tutor no CEBB Joinville, professor do programa Cultivating Emotional Balance, artista visual, pai do Pedro.


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