Onde homens que aspiram crescer se encontram? No "Homens Possíveis 2017". Vem ver a programação e garantir seu ingresso. É 09/12, sábado.

Os 53 melhores games de Mega Drive (para matar a saudade)

Os games mais legais do Mega Drive, pra deixar sua criança interior feliz

  • Nossos atuais Mecenas:
  • 130x50 jpg
  • Advertisement
    130x50 jpg

Em abril de 2015 eu fiz esse post sobre o SNES, listando os 53 melhores games do console. Gosto do número por que o console tinha uma biblioteca gigantesca, de mais de 700 títulos e uma lista curta inviabilizaria uma amostra significativa dos melhores games.

Pelos comentários, achei que a maioria das pessoas se sentiu contemplada. 

Como era de se esperar, é impossível falar de SNES sem citar seu rival, o Mega Drive (ou Genesis, como era chamado nos EUA). Assim, foi um movimento natural decidir fazer essa outra lista.

Antes, acho que ainda vale frisar: eu sempre fui um garoto da Nintendo. Cresci em meio aos Nintendinhos, SNES, Game Boys e Nintendo 64 da vida. Sim, joguei na época vários títulos em consoles da Sega, mas nunca com a mesma imersão.

Assim, o desafio de fazer esse post que vocês leem agora era maior, já que, pra completar, o Mega Drive tem mais de 900 títulos lançados.

Então, pensei em um método pra chegar em uma lista mais ou menos idônea, mas também levando em consideração o fator nostalgia, que é essencial.

O que fiz: visitei muitas listas diferentes de melhores/piores e de games raros de Mega Drive, tanto nacionais quanto estrangeiras. Também vi sites com reviews em busca de games ranqueados acima de três estrelas. Além disso, pesquisei com amigos que possuíam o console na época, quais títulos eles gostavam mais. Anotei todos os games citados e então joguei um por um. 

Essa lista é resultado dessa pesquisa, que incluiu muitas horas de jogo para saber se a maioria desses jogos, além de serem ótimos pelo fator nostalgia, ainda seriam divertidos para alguém como eu, que não conhecia o console muito bem.

Também evito repetir games da mesma série, como fiz com a lista de melhores do Super Nintendo. Além disso, os jogos não estão em nenhuma ordem específica, isso aqui não é um ranking, é uma lista de games memoráveis.

Como toda lista, essa também é resultado das minhas preferências e inclinações estéticas, portanto, sintam-se livres pra citarem muitos outros ali nos comentários. Afinal, essa é a graça.

Sonic The Hedgehog 2

Sonic é a quintessência de tudo o que o Mega Drive representou. O mascote foi tão popular quanto Mario e é raro conhecer alguém que nunca tenha jogado pelo menos alguns minutos dos games do porco-espinho.

Quem já colocou um cartucho dos três primeiros Sonic pra rodar sabe que é difícil escolher apenas um.

Minha preferência pessoal vai pro Sonic 2, que conseguiu trazer ainda mais energia pro que já era muito legal.

Claro, deixo também a recomendação dos outros jogos da série no Mega Drive/Genesis, todos indispensáveis.

Streets of Rage 2

A Nintendo soube nutrir bem a sede de pancadaria dos seus jogadores com games como Street Fighter e Final Fight. Mas a Sega, quando resolveu enveredar pelo mesmo terreno elevou um pouco mais a barra. Streets Of Rage 2 tem todo um novo padrão de qualidade visual e sonora, além de jogabilidade perfeita. É mais adulto, mais noturno. Tudo se encaixa do jeito que tem que ser.

Eu me diverti mais no segundo, mas a série inteira vale a pena.

Shinobi III

Escolher o melhor Shinobi do Genesis é uma tarefa difícil. Minha opção vai para o Shinobi III que me parece mais gostoso de jogar e eu acho incrível a fase na qual você vai cavalgando enquanto arremessa shurikens e corta pessoas. 

Ainda que, pra mim, esse seja o melhor e eu já preveja a controvérsia, The Revenge Of Shinobi é absolutamente imperdível.

E, se a sede do jogo não passar, Shadow Dancer: The Secret of Shinobi joga uma luz na série e adiciona alguns novos elementos que o tornam um belo game.

Gunstar Heroes

De cara, um dos melhores e mais divertidos games do Mega Drive. Muita coisa na tela ao mesmo tempo, ação desenfreada e, se piscar, já era. Talvez, um dos shooters mais legais que já joguei, tão bom quanto Contra ou Metal Slug.

Vectorman 

 

Um dos jogos que elevaram o hardware do Mega Drive às últimas consequências, como resposta ao sucesso de Donkey Kong Country no SNES. É bem legal e bonito, cheio de efeitos e tem uma jogabilidade bastante ágil, como é de praxe nos jogos de plataforma da Sega. 

Tem o Vectorman 2, que vale checar.

Virtua Racing

Quando a Nintendo veio com Star Fox e o chip Super FX, eles mexeram com o mercado inteiro. Conseguiram colocar um game 3D fodão num console doméstico de 16 bits. Uau!

A Sega, claro, não deixou por menos e veio com uma adaptação de Virtua Racing para o console doméstico de 16 bits da Sega, com um chip bem mais poderoso que o Super FX.

A mancada foi ter portado um game que era tecnicamente muito superior ao que o Mega Drive era capaz de fazer, então, o contraste com o original e o preço elevadíssimo do cartucho acabou prejudicando a percepção que se teve do jogo na época. Mas, na verdade, é bem impressionante que eles tenham sido capazes de fazer isso. Sem dúvida, uma das grandes realizações do Genesis.

Mega Turrican

Na teoria, Super Turrican e Mega Turrican deveriam ser o mesmo jogo portado pra plataformas diferentes. Mas não foi o que aconteceu. Um é bem diferente do outro.

Mega Turrican tem seu charme, uma trilha sonora foda e gráficos bonitos. Prepare-se para passar muitas horas atirando.

Aladdin

Eu joguei muito a versão do SNES de Aladdin e, sei lá porque, nunca me ocorreu que tinha outra versão. Na verdade, o do Mega Drive é outro jogo, com fases e arte diferentes.

Então, agora, pra esse texto, eu joguei a da Sega e, nossa, fiquei muito impressionado. O jogo é muito bom em diversos aspectos, bonito, com animações super legais que remetem bem ao clima do filme. Arrisco até a dizer que é melhor que a do SNES.

Golden Axe

O Mega Drive não tinha lá muitos RPGs. A Sega não os achava favoráveis ao mercado americano, então não os produzia em grande quantidade. Golden Axe surgiu a partir da ideia de fazer um desses jogos, mas recebeu a negativa da empresa. Assim, de um RPG ele se transformou em um beat 'em up. Por isso toda a ambientação medieval no melhor estilo Dungeons & Dragons.

Joguei muito esse game quando era criança, na casa de amigos. Tinha também um arcade no boteco de esquina próximo ao lugar onde eu morava. Claro, minha mãe me queria longe de lá, mas eu de vez em quando dava umas escapadas pra jogar com o anão.

É um clássico dos clássicos. Jogue.

Phantasy Star IV

Apesar do que falei aqui em cima sobre a relação da Sega com RPG's, eles não deixaram passar em branco e criaram alguns bons exemplares do estilo que são relevantes até hoje. É o caso de Phantasy Star.

Eu tenho boas memórias da franquia, ainda no Master System. Meus amigos gostavam muito do game e me introduziram ao gênero RPG, de certa forma, por ele. 

No Mega Drive, os jogos da série eram bons e representaram alguns avanços em relação ao primeiro do Master System. Mas o quarto jogo está em um outro nível. Muito melhor tecnicamente, cenas de animação, músicas muito boas, o tradicional sistema de batalha bastante melhorado, entre outras qualidades.

O jogo é longo, então, se colocar a mão em um desses, apenas dedique-se e a diversão é garantida.

Shining Force 2

Se Phantasy Star é o melhor do gênero RPG pro console (desculpa, pra mim, é), Shining Force é um segundo lugar muito próximo.

Os dois jogos são RPG's, mas Phantasy Star é baseado em turnos e Shining Force é tático. Pode parecer uma sutileza, mas na prática faz muita diferença.

Enquanto no RPG em turnos você tem a sua vez pra escolher seus golpes e ações em uma lista e isso basta, no sistema tático as batalhas são bem mais complexas e envolvem a distribuição no espaço, com grupos e exércitos, alcance, fraquezas e vantagens oriundas do terreno. Resumindo bem a grosso modo, isso faz de Shining Force, em alguns aspectos, um jogo bem mais complexo, mais pra um xadrez do que pra um jogo de cartas (aqui forçando também uma analogia e excluindo os aspectos narrativos da equação).

Esse jogo foi bastante representativo para o gênero na época e trouxe muitos avanços para o estilo, incluindo um aumento na popularidade.

Embora o primeiro game da série seja muito bom, ele teve uma série de limitações por causa da pouca fé da Sega no estilo. Já o segundo, veio com bem mais credibilidade e grana. Assim, minha recomendação vai para Shining Force 2.

Eternal Champions

Em uma época anterior aos Marvel vs Capcom da vida, os jogos de luta eram muito mais lentos. Isto posto e pra ninguém estranhar a escolha, se você não está jogando Street Fighter ou Mortal Kombat, certamente vai achar bem esquisita (pra não dizer ruim) a jogabilidade dos games do gênero desse período.

Eu mesmo, tentando reviver esse título, estranhei o ritmo no qual as coisas se dão em Eternal Champions. Porém, dado o contexto, é um dos melhores e mais originais games de luta do Mega Drive.

Particularmente, eu acho que tem outros bem superiores, como os jogos da SNK portados para o console, ainda assim, Eternal Champions se destaca por ser exclusivo e ter um visual legal. Vale conferir, nem que seja como curiosidade.

Battletoads

Infernal onde quer que apareça, Battletoads é tão amado quanto frustrante. Você vai precisar de muitas vidas, vai ver a tela de Game Over infinitas vezes. Mas, por alguma magia, vai seguir jogando.

Existe também o crossover Battletoads vs Double Dragon, que é legal (e bizarro, juro que não entendo a lógica dos crossovers dessa época).

Contra Hard Cops

Contra é um tipo de game feito pra deixar você louco. A lógica é atirar em tudo que se move (e em algumas coisas que não se movem também). E, por favor, não pisque, se não você leva tiro e precisa começar tudo de novo. 

Absurdamente difícil. 

Eu não sabia, mas o Genesis também tem a sua versão. E, sem dúvidas, é um rival à altura, talvez até melhor que o do SNES em muitos aspectos. Ação ainda mais frenética, pra ninguém botar defeito.

Adorei o personagem lobo e a personagem feminina.

Quando coloquei esse game pra rodar, lamentei nunca ter entrado em contato com ele antes. Eu teria adorado isso quando tinha 10 anos de idade.

The Adventures of Batman & Robin

Na minha humilde opinião, Batman teve na série animada da década de 90, As Aventuras de Batman & Robin, um dos seus melhores momentos. Aquilo ali, certamente, é um dos melhores Batmans em muitos sentidos.

E, como era de se esperar pelo sucesso da série, foram feitos games baseados na animação.

O Mega Drive teve uma versão fantástica que mantém o clima e adiciona bastante ação à fórmula. É bem legal.

Altered Beast

Lá na lista do console rival, muitos citaram esse game. 

Eu não ia colocar na lista por que acho que é um jogo estranho pros padrões de hoje, tem que estar com a mente aberta, mas como nas minhas pesquisas muitos citaram e as pessoas da timeline do Facebook foram enfáticas no carinho por esse game, então aqui está.

Out Run

O gênero corrida é um dos favoritos de muita gente, em especial por causa do advento dos arcades voltados ao estilo, com cabines que imitavam carros. Era bem legal. 

Com o tempo, eles foram ficando cada vez mais realistas, rápidos e competitivos. 

Out Run, no entanto, é de outra época. A ideia aqui é curtir um som, sentir o vento no cabelo e acelerar seu carro em direção ao horizonte.

Quase uma versão 16-bit de algo que poderia estar passando no canal Off.

California Games

Muito mais popular nos consoles 8-bit, California Games (ou Jogos de Verão em terras tupiniquins) também esteve presente no Mega Drive/Genesis e era o favorito de bastante gente. Ele nunca figura em listas de melhores games gringas, mas aqui no Brasil era quase uma unanimidade, o que havia de melhor pra tomar Coca-Cola e comer uma pizza com os amigos.

Saudades.

Moonwalker

Mais um game que definia a rivalidade entre Sega e Nintendo. Claro, fazendo pender a briga pro lado da empresa do Sonic.

Moonwalker era "o jogo do Michael Jackson", baseado no filme de mesmo nome, tinha a trilha sonora toda com as músicas dele, que por sinal, estava no auge. O gritinho é ícone cultural até hoje, assim como a vozinha das crianças dizendo "Michael".  

Megaman: Wily Wars

Infelizmente, o Mega Drive não tem jogos próprios do Mega Man, o que é irônico, já que o nome dos dois faz parecer que nasceram um pro outro. De qualquer forma, esse remake dos três primeiros jogos do azulzinho no NES compensa um pouco essa lacuna. Os gráficos foram melhorados e a trilha sonora está um pouco diferente e há a reclamação de problemas de slowdown, mas nada que desfigurasse os jogos.

Pulseman

Você provavelmente já ouviu falar de uma produtora chamada Game Freak. Ok, talvez não. Mas com certeza você conhece a mais famosa criação deles: Pokémon.

Apresentações feitas, apesar de eles criarem games quase exclusivamente para consoles da Nintendo, Pulseman é uma exceção que mostra todo o potencial que eles tinham na época. 

Na falta de um jogo exclusivo do Megaman (e ainda que as diferenças sejam grandes), esse aqui resolve muito bem, obrigado. O jogo é fantástico, com uma estética agradável aos olhos até hoje, trilha sonora que foge do feijão com arroz e mecânica e jogabilidade únicas. 

Infelizmente só saiu no Japão, na época. Logo, provável que você nunca tenha ouvido falar. Mas, graças ao advento maravilhoso da internet e das lojas virtuais, isso não é mais um problema. ;)

Landstalker

Como falei ali em cima, na minha humilde opinião, Phantasy Star e Shining Force são o que há de melhor em RPG's para o Sega Genesis. Porém, se já jogou os dois e quer algo tão bom quanto, Landstalker é o que você procura.

Enquanto Phantasy Star é um RPG em turnos e Shining Force é um RPG tático, Landstalker representa um outro filão do gênero: o adventure RPG.

Para facilitar para quem não é familiarizado com o gênero, The Legend Of Zelda é um adventure RPG, o que significa dizer que as batalhas não acontecem por turnos e nem em "tabuleiros" como os RPG's táticos, mas sim em tempo real. Aqui, você anda com sua arma e combate diretamente seus inimigos, explorando masmorras e cumprindo missões, enquanto avança na história e evolui seu personagem.

Por motivos óbvios, o Mega Drive não tem Zelda, mas tem Landstalker, que pode não ser tão carismático mas é muito bom.

Jungle Strike

Essa é a continuação de Desert Strike que, por si só, já é um ótimo game.

O motivo é que, nessa época, ter um espaço para o qual você pudesse andar de maneira virtualmente desimpedida era uma grande coisa. Lembre que o usual era os games em plataforma, 2D. Você só ia pra frente e pra trás. Os poucos que se arriscavam a fazer coisas difeentes acabavam rendendo umas bizarrices que não valiam nada a pena. Jungle Strike foi um dos primeiros a fazer isso bem feito.

Além disso, o game é repleto de animações explicando a história, tem missões bem legais e oferece bastante desafio. 

Teenage Mutant Ninja Turtle: The Hyperstone Heyst

Tartarugas Ninja. Antes do Michael Bay colocar a mão nelas, quem não amava?

Lá nos anos 90, a coisa era bem séria, uma febre. Aquela música da abertura, quem não cantarolava pelos cantos?

Além de quadrinhos, desenho animado e filmes, claro, elas também figuraram nos games.

Turtles In Time era o arcade com o melhor beat 'em up das tartarugas até então que foi muito bem adaptado para o SNES. O Mega Drive teve outro jogo. Baseado no arcade, mas ainda assim, outro jogo.

Muita gente diz que é inferior ao original (notícia triste: não dava pra jogar os inimigos na tela), mas na verdade, ele é muito bom no que se propõe. É um dos melhores jogos do gênero porradeiro para o Genesis, não deixe passar.

Lightning Force (Thunder Force 4)

Eu adoro jogos de nave. E, meu amigo, como eu pirei quando vi esse jogo.

A trilha sonora é frenética, os cenários são enormes, tudo é rápido e grandioso.

Não tem muito mistério, é colocar o jogo, atirar e esquivar de tudo o que aparece.

Nos EUA é conhecido como Lightning Force, mas no Japão o jogo pertence a uma série incrível, chamada Thunder Force. Recomendo conhecer os outros.

X-Men 2: The Clone Wars

Esse título não tem nada a ver com o Star Wars: The Clone Wars. Na verdade, veio bem antes, em 1995. 

Há quem diga que X-Men 2 é o melhor game dos mutantes de todos os tempos. 

Quando você liga o console e o cartucho inicia, você sequer tem algum logo ou tela de abertura. Nada. Eles te jogam direto na ação, de surpresa, usando um personagem aleatório. Só depois de passar a primeira fase é que você tem as apresentações e aberturas usuais. Não é louco?

No que diz respeito à jogabilidade, tem um ótimo balanço entre os personagens e fases bem desenhadas, com participação de muitos vilões conhecidos.

Todos os personagens jogáveis possuem suas habilidades e fraquezas características que influenciam totalmente na forma como você interage com os cenários. A trilha sonora é bem legal e, certamente, você vai refazer o caminho muitas vezes com diferentes mutantes. 

World Of Illusion

A Disney teve muitos acertos no Mega Drive/Genesis.

Mas World of Illusion é diferente. Um dos jogos mais bonitos do Mega Drive manda bem não só no visual, mas também na jogabilidade (que muda se você estiver com um ou dois jogadores) e trilha sonora.

Se você gostar de World Of Illusion (que eu garanto), ainda pode procurar por Castle Of Illusion, Mickey ManiaQuackshot ou Maui Mallard. Todos excelentes games com os personagens mais famosos.

E, se achar tudo isso muito fofo, Gargoyles está aí pra atender esse seu espírito sinistro.

Earthworm Jim

Esse jogo é uma obra-prima em tudo. Os designs de personagens são loucos, as animações incrivelmente bem resolvidas, as fases te arrancam os cabelos, mas sem frustrar demais e também tem uma trilha sonora super gostosa de ouvir. Sem contar as surpresas sem noção que arrancam umas boas risadas pelo caminho. Animal.

Depois desse, pode jogar o Earthworm Jim 2, que é sucesso.

Beyond Oasis

Se tem algo que me parece evidente agora é que, quando o assunto é a batalha entre Sega e Nintendo, Mega Drive e SNES, não importa a escolha que você faça, está perdendo algo fantástico.

Ambos os consoles tinham games exclusivos que faziam doer na alma o fato de você não poder jogar o que o outro tinha.

No quesito RPG's, a Nintendo tinha Final Fantasy, Zelda, Secret Of Mana, Chrono Trigger. Quanta coisa boa! A Sega, por outro lado, tinha bem menos títulos marcantes, mas os que tinham eram muito bons, como Phantasy Star ou Shining Force.

Beyond Oasis está nessa seara de títulos imperdíveis da Sega. Ele pega tudo o que fazia os RPG's que estavam lá do outro lado da fronteira, adiciona um tom mais sombrio e algumas mecânicas novas, e traz para o Mega Drive. É um puta jogo.

Castlevania: Bloodlines

Essa é outra daquelas franquias que dispensam apresentações. Castlevania está presente em muitas plataformas, quase sempre com criações excelentes. No Mega Drive, no entanto, só há um da franquia: Castlevania Bloodlines.

Esse game mostra bem as diferenças de posicionamento entre a Sega e a Nintendo na época, contando com um clima mais sangrento, tem dois personagens que você pode escolher no começo do jogo e jogabilidade precisa e um tantinho mais ágil que o normal para a franquia até então.

É um ótimo exemplar do poder gráfico do Mega Drive, com vários efeitos de rotação, cenários muito bonitos e elaborados, além de chefões loucos. Se é fã da série, esse é imperdível.

M.U.S.H.A.

Esses jogos de nave eram uma das melhores coisas da era 8 e 16-bit. É uma pena que hoje em dia não sejam mais populares. A maioria passava da linha do "difícil" e chegavam a ser punitivos. Mas aqueles que conseguiam equilibrar as coisas deixavam tudo muito satisfatório.

É o caso de M.U.S.H.A, um shoot 'em up dos melhores, com uma trilha sonora que vai fazer você ranger os dentes e ação e desafio na medida.

Rocket Knight Adventures

Eu comecei a jogar esse com a expectativa bem baixa. Um personagem bonitinho, trilha sonora no lugar, mas nada que me parecesse logo de cara fantástico. Mas bastou jogar um pouco e ver que esse é um daqueles raros games que conseguem fazer você se sentir confortável logo nas primeiras tentativas. Super simples, bonito na medida, mas perfeitamente capaz de prender por algumas horas. Vale o play.

The Misadventures of Flink

Esse jogo me assustou, de tão lindo! Mas à parte do visual bem impressionante pra um jogo de Mega Drive de 1994, é um jogo de plataforma bem padrão, você pula nos inimigos, coleta itens, enfrenta chefões. Ainda assim, é um dos melhores do console da Sega. Vale se você quiser uma jogatina casual e não estiver disposto a se moer inteiro com algo mais intenso.

Ristar

Outro game lindo. 

Uma curiosidade sobre esse jogo é que ele compartilha a sua origem com o Sonic. Ainda na época que a Sega estava procurando um mascote pra combater o Mario, uma das ideias era ter um coelho com uma orelha que pudesse agarrar objetos, girar a si mesmo, se levantar, etc. Mas, com o tempo, a coisa foi mudando, a ênfase se tornou a velocidade e o conceito do coelho que se agarra nas coisas foi deixado de lado.

No que diz respeito ao Ristar, o jogo tem uma dinâmica bem diferente do usual. É baseado em plataforma, mas você usa seus braços como base pra praticamente todas as ações. Explicar não faz muito sentido. É o caso de testar e ver. Demora alguns minutos pra pegar o jeito, mas assim que você se habitua, dá pra ver como ele é bem pensado.

Ranger-X

Em Ranger-X você joga com um robô com lasers, que anda numa moto (ou skate, sei lá) com lasers e também tem um lança-chamas. Como eu posso ter ficado tanto tempo sem conhecer esse jogo?

Aqui, tudo é superlativo, intensidade e ação sem parar. É um tanto difícil, então pode ser uma boa ideia começar no easy. Além disso, não é exatamente intuitivo em alguns pontos, então, vale ter uma certa paciência. Mas garanto que vai valer a pena.

Panorama Cotton

Nesse período mais inicial dos videogames rolava uma enorme obsessão pelo 3D. Especialmente numa época na qual isso era uma gigantesca realização técnica.

Lá nos anos 90 já existiam alguns arcades capazes de renderizar 3D real, com polígonos, como era o caso de Virtua Fighter ou Virtua Racing. 

Enquanto isso, nos consoles domésticos, isso ainda estava distante. Com os consoles de 16-bits parecia simplesmente impossível.

Mas se tem uma coisa que a gente aprende é que pra tudo se dá um jeito.

Panorama Cotton é um desses games que não dispunha de 3D real, mas que inventava algumas gambiarras pra parecer tridimensional. É bem bonito pros padrões do Genesis, super colorido e repleto de efeitos. 

Comix Zone

Talvez, não um dos melhores, mas o melhor jogo da plataforma.

Se tinha um jogo que dava vontade de comprar um Mega Drive, esse era Comix Zone. Entre todos os títulos do console, esse aqui concorre como um dos títulos mais originais e bem executados.

É fácil dizer que ele tem gráficos espetaculares, melhor jogabilidade, direção de arte e conceito geniais. Além disso, tem elementos de beat 'em up, mas também de games de luta, uma certa dose de ação/aventura sidescrolling e alguns quebra-cabeças, só pra deixar tudo mais interessante.

Olhar pra esse game de novo, agora, me deixou bem impressionado, porque ele ainda é bom e bonito, apesar de todo o tempo que passou. Se eu pudesse recomendar um só jogo, seria esse.

Kid Chameleon

Kid Chameleon (ou Kid Camaleão, como era chamado entre as crianças de 9 anos) não seria um dos primeiros games que eu tiraria de uma estante de locadora se estivesse conhecendo o Mega Drive agora. Mas, quando comecei a fuçar, logo notei que ele estava em quase todas as listas de melhores games para a plataforma da Sega. E há uma boa razão pra isso.

Esse é, provavelmente, um dos jogos de plataforma mais criativos que existem. O personagem principal, que entrou no jogo para salvar todas as crianças que foram engolidas por um arcade de realidade virtual, assume diferentes formas e adquire novas habilidades que o ajudam a passar dos obstáculos e resolver quebra-cabeças.

Não é à toa que esse jogo é guardado na memória de tanta gente com um carinho imenso. 

Street Fighter II - Special Champion Edition

Sega e Nintendo disputavam ferrenhamente pelos direitos de lançamento dos melhores games do mercado. Não foi diferente com Street Fighter.

A Nintendo acabou conseguindo lançar uma versão bem mais próxima do arcade. Apesar da versão de Mega Drive não ser de todo ruim, a Sega perdeu essa batalha aqui, com uma adaptação que fica um tanto atrás em termos técnicos. Ainda assim, é Street Fighter e vale a pena.

Mortal Kombat

Dispensa apresentações, né?

Mas aqui, vale mencionar uma curiosidade. Mortal Kombat, como sabemos, se distinguia do seu rival da Capcom, Street Fighter, por ser um game muito mais sangrento e famoso por suas finalizações, os Fatalities, bastante violentos pra época. O arcade era de deixar algumas mães de cabelo em pé.

Nintendo e Sega estavam loucas para ter os direitos do jogo para lançar em suas respectivas plataformas. No final, as duas conseguiram negociar com a Acclaim, que adaptou os games.

O que diferenciava uma da outra? A Nintendo tinha uma política de qualidade conhecida por sua severidade, que cortou o sangue e Fatalities, resultando em uma versão, digamos, politicamente correta. Já a Sega, não se fez de rogada e lançou um jogo bem fiel ao arcade.

O resultado foi que a Sega vendeu 4 vezes mais a sua versão de Mortal Kombat do que a Nintendo.

Dessa vez, ponto pra Sega.

Ecco The Dolphin

Eu não entendia, na época, por que as pessoas gostavam desse jogo. Afinal, o que pode ter de tão legal em um jogo protagonizado por um golfinho no fundo do mar?

Agora, no entanto, não ter aproveitado esse jogo é algo do que me arrependo.

O game é uma espécie de jogo de ação-aventura-plataforma que conta com um golfinho que viaja no tempo tentando restaurar a ordem natural do fundo do oceano.

É um dos jogos mais conceituais, artísticos, difíceis e interessantes já feitos. Esse game vai mexer com o seu psicológico, fazer você prender a respiração e afundar você na escuridão e solidão do oceano.

Dê uma chance e talvez você se surpreenda.

Ah, e a continuação, Ecco The Tides of Time é ainda melhor

Toe Jam & Earl

Toe Jam & Earl sintetiza os anos 90 em um game. Da trilha sonora à arte, do design dos personagens aos acontecimentos do jogo. Tudo parece ter saído da MTV ou daquelas animações da Nickelodeon.

O jogo conta com dois alienígenas rappers que vão explorar a Terra, atirando tomates nos seres humanos, enquanto procuram peças para sua nave, com o objetivo de, enfim, voltarem para seu planeta natal, Funkatron.

Louco, né?

Sonic 3D Blast

A primeira vez que vi esse game foi no Sega Saturn. Mas confesso que acho a versão do Mega Drive bem melhor, trilha sonora mais agradável e cantarolável, gráficos simplificados, mas na medida. De resto, tudo lá.

Na época, não foi muito bem recebido, já que ele passava longe do que se esperava da transposição do Sonic para o mundo tridimensional. Porém, é um dos jogos que resistiram bem ao teste do tempo e até hoje é bem legal de se jogar.

NBA Jam Tournament Edition

Esse jogo deixava as pessoas loucas na época. Eu joguei pouco, na versão de SNES. Agora, tive a oportunidade de testar a versão de Mega Drive/Genesis e achei tão boa quanto, em termos de adaptação, com alguns detalhes aqui e ali que me pareceram superiores. Não esqueça de jogar com o então presidente Bill Clinton. 

Robocop vs Terminator

Teve uma época na qual alguém achou que seria uma boa ideia colocar o Frank Miller pra criar histórias do Robocop. Ele, interessado que estava em escrever roteiros para o cinema, aceitou criar uma série em quadrinhos cruzando os universos do Robocop e do Exterminador do Futuro e colocando os dois em um confronto que só podia resultar em bastante destruição.

O jogo é baseado nessa série em quadrinhos. É um jogo de plataforma/tiro, bastante resolvido. Nada alucinante como Contra ou Gunstar Heroes, mas tem o que é preciso pra colocar você pra jogar por bastante tempo.

FIFA '96

O forte do Mega Drive eram os games de esportes. Tinha uma quantidade enorme de títulos muito bons. No quesito futebol, FIFA '96 é excelente.

Mutant League Hockey

Hockey é um esporte muito louco. O que pode ser mais insano do que um monte de caras patinando no gelo, atrás de um disco com um taco pra acertar num gol minúsculo enquanto se batem violentamente?

Bem, só se isso incluir zumbis, monstros e robôs se despedaçando.

Os anos 90 viram o renascimento do interesse por essas criaturas. E nos games não foi diferente. 

Esse é um game de hockey muito bom, bastante divertido. Aliás, existe também o Mutant League Football, que segue a mesma lógica, só que com futebol americano. Jogue os dois que vale a pena.

Agora, se você prefere algo mais tradicional no hockey, vá atrás de NHL'94.

Sub Terrania

Só a introdução já separa esse de outros games 16 bit. Os caras realmente capricharam.

Sub Terrania é uma espécie de shoot 'em up de nave, mas acontece no subsolo. Ao invés de voar loucamente, atirando e se esquivando dos ataques inimigos, você tem que fazer tudo isso e ainda gerenciar a sua nave pra não esbarrar nas paredes e/ou no chão acidentado.

Esse jogo é difícil. Saiba disso.

Road Rash

Conheci a série pelo Road Rash 3D, que foi lançado para o playstation e, logo em seguida descobri que havia uma versão para o Mega Drive/Genesis.

Eu carreguei uma certa frustração comigo por bastante tempo, por saber que não existia uma versão decente de Road Rash para o SNES.

Road Rash é simples: pancadaria em cima da moto e eventualmente fugir, quando a polícia resolvesse atrapalhar a brincadeira. O jogo é um tanto duro pros padrões de hoje, mas ainda rende bastante diversão, se você estiver nostálgico.

Ah, e existe o Road Rash 2, que também segue o mesmo padrão.

Samurai Shodown

Durante os anos 90 a SNK sabia fazer jogos de luta. Eles vieram com muita coisa boa, na época, a incluir Fatal Fury e The King Of Fighters.

Samurai Shodown é um dos melhores títulos deles e essa adaptação para o Mega Drive faz jus à série, com ótima jogabilidade e é uma compensação à versão não muito boa de Street Fighter que tinha para o console.

Fatal Fury

Fatal Fury no SNES é uma vergonha. Mas no Genesis, está tudo lá. 

Pode jogar que vai ser só felicidade e você não vai se sentir como se tivesse jogando uma versão dura e reduzida do arcade.

Mega Bomberman

Bomberman não tem erro. Acho que é um dos jogos de mecânica mais simples e ao mesmo tempo divertidas do mundo. 

Recomendo fortemente o modo multiplayer.

Toy Story

A Disney tinha ótimos games nesse período e, em especial, os feitos com base nos filmes da época mandavam muito bem.

Toy Story é um ótimo game de plataforma clássico, sem muita inovação, mas redondinho em tudo. 

Ainda nessa categoria de "games baseados nos filmes da Disney", recomendo o Rei Leão e Pinocchio como menções honrosas.

Flashback

O que é mais fantástico sobre esse jogo é como ele faz uso das cenas animadas para complementar não só a história, mas também o gameplay.

Em termos de jogabilidade, ele lembra um pouco o Prince Of Persia original, com um ritmo mais lento, no qual você escala, atira em coisas e resolve quebra-cabeças. Ele tem também as animações em rotoscopia, o que adiciona um certo realismo.

A narrativa futurista envolve a perda de memória do protagonista, alienígenas que assumem forma humana, quebra-cabeças e a participação em um reality show da morte. Não dá pra ficar mais legal que isso.

Menções Honrosas

Nota: Alguns títulos ficaram de fora, mas o pessoal comentou que não podiam faltar, então agora estão incluídos na lista como bem merecidas menções honrosas.

Super Monaco GP

A versão do arcade desse jogo é bastante bonita pra época e tem gráficos bem impressionantes, considerando-se ser de 1989. Um ano depois, a Sega o converteu pra Mega Drive e criou o game de corrida mais jogado do console. Clássico absoluto.

Alex Kidd in The Enchanted Castle

Eu joguei a versão de Master System, acho que no Brasil, a versão que realmente circulou foi essa. Mas no Mega Drive ele também é bastante querido, pois era o mascote da Sega antes de Sonic aparecer correndo por aí.

Ghostbusters

A versão de Caça-Fantasmas para o Mega Drive, sem dúvidas, é a mais divertida. Não se deixe enganar pelos traços cartunescos, o jogo é ótimo.

Paperboy

Outro que conheci no Master System, mas que fez toda uma geração passar a tarde em frente à TV, suando frio pra passar das fases que vão ficando absurdamente difíceis mais pro final. Jogo super simples e legal. 


publicado em 29 de Outubro de 2016, 14:26
Avatar01

Luciano Andolini

Cantor, guitarrista, compositor e editor do PapodeHomem nas horas vagas. Você pode ouvir no Spotify. Também escreve no Medium e em seu blog pessoal. Quer ser seu amigo no Facebook e Instagram.


Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há mais de dez anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

Nossos atuais Mecenas: