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Os melhores textos do PdH segundo seus próprios autores

Podemos categorizar os mais de 3 mil textos do PdH de diversas formas: assuntos, autores, tags, número de "likes", número de comentários, visitação etc. Ou podemos cair numa egotrip e listar os textos considerando pura e simplesmente o gosto do próprio autor, sem questioná-lo sobre o motivo para sua escolha.

Foi o que eu fiz. Fui atrás dos autores mais assíduos do PdH para saber:

"Quais os três textos de sua autoria que você mais gostou?"

Eis que cheguei a uma lista interessante que será útil tanto aos novos leitores do PdH quanto aos leitores da casa que, assim como eu, são grandes saudosistas. Não espero que leia todos os textos abaixo, mas que favorite este post para apreciá-lo aos poucos: uma shot hoje, uma capa amanhã...

Os artigos a seguir não necessariamente tiveram muitos "likes" ou comentários, tampouco renderam aos autores noitadas com fãs enlouquecidas. Eles foram escolhidos porque seus autores os consideram legais.

Gustavo Gitti

O que antes era mais restrito a famílias ricas agora se espalhou pela classe média: dá para ser mimado mesmo sem dinheiro. No entanto, a nova geração de homens com fraldas não é uma categoria de seres, mas um estado de carência e fragilidade no qual qualquer um pode cair.

Lost é um meta-mistério, um mistério que aponta para si mesmo: tudo é questionável, qualquer coisa pode ser um sonho ou pode significar outra coisa, nada é definido em nenhum momento, mesmo as histórias mais factuais.

A vida não é feitas de seres, fenômenos, locais, fatos, situações e objetos. A vida é feita de experiências.

Jader Pires

Eu podia viver três vidas inteiras e ainda assim não saberia descrever a feminilidade no ato de uma mulher se maquiar. A confiança nos olhos atribuída única e exclusivamente àquele momento (você nunca vai ver um olhar tão seguro em uma mulher do que no momento em que ela está a se pintar). O pó, delicadamente fazendo parte da pele, cobrindo-a, corando-a.

Não choramos (nós, os praticantes do choro másculo de macho homem) simplesmente por chorar; nos impomos decentemente, arqueando o tórax como um macho dominante, enrijecendo os músculos dos braços como que preparados para qualquer embate e, como com varão, apontamos para a tela e grunhimos palavrões.

As mulheres de lá se mimavam em maquiagens, entravam em decotes generosos, em aberturas que exibiam as curvas em suas costas e ousavam ao deixar as coxas à mostra sempre que se sentavam.

Fred Fagundes

A era da intolerância que reina na internet está cada vez mais off-line. O insuficiente faz parte dos vocabulários mais comuns. Os pequenos feitos morreram com a necessidade de grandeza aliado a opinião própria. É verdade e ótimo o fato que ganhamos a liberdade de expressão, mas isso não significa que precisamos argumentar de modo contrário tudo o que é exposto.

O homem mais jurado de morte da história de Mato Grosso estava na nossa frente. E bebendo café. Sem açúcar, justamente como devem ser as xícaras de café.

Em 2 de agosto de 1959, no campo da Rua Javari, Pelé dominou a bola próximo à meia lua da área adversária. Sem deixar cair, executou um chapéu em Julinho, um em Homero e outro no zagueiro Clóvis. Quando o goleiro Mão de Onça saiu para abafar a bola, também tomou o seu. E o então jovem e já campeão do mundo, com a serenidade de uma majestade, completou para o gol vazio com um leve toque de cabeça.

Rodolfo Viana

Depois do sexo – principalmente depois do sexo bem feito, sem pressa –, não há mais nada a provar. Isso serve tanto para homens quanto para mulheres. Você não é pressionado a se mostrar o literal “pica das galáxias”; ela, por sua vez, também se despoja de seus artifícios.

Amores platônicos nunca devem ser consumados. Eles são idealizações. São uma mera fantasia que dorme apenas na nossa cabeça. E dorme sempre sozinha, sem ter em quem roçar o pé na madrugada fria.

Percebam: são coisas diferentes: 1) eu não gosto de Michel Teló; e 2) sua música, por mais que torçamos o nariz ou apontemos defeitos, conquistou o mundo, e isso é representativo para a música brasileira. Percebam: são coisas diferentes, mas que podem coexistir. Uma não anula outra. E não anular dói nos corações ditatoriais.

Fabio Bracht

Paramos de perguntar. Temos medo de admitir que não sabemos. Parece feio assumirmos uma posição de principiante e admitir que queremos aprender o tempo todo. Não só na faculdade, não só naquele curso. Não só durante os três meses do período de experiência em um emprego novo, mas durante toda a vida. Por isso eu tomei por hábito perguntar “por quê?”. Assim, a seco.

Algumas músicas apertam os botõezinhos do meu coração de maneira quase tão furiosa quanto uma mulher, e eu simplesmente não sei por quê. Não sei se é normal. Eu sei que quase todo mundo gosta de música, mas não se as pessoas em geral sentem as mesmas borboletas no estômago que eu sinto, ou com a mesma frequência e intensidade.

Uma grande metáfora para mim, que estava no meio da adolescência quando joguei esse grande clássico. Uma história de crescimento, de responsabilidade pelos seus atos, bem quando eu estava na fase de precisar desse tipo de lição. Formador de caráter. Pode ser considerado babaca tirar lições de vida de uma obra de entretenimento, mas… por que levar a vida tão a sério?

Alex Castro

O Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais (A-11), que serviu em três marinhas de guerra ao longo de cinquenta e seis anos e foi primeiro porta-aviões da Armada brasileira, encontrou seu fim ao lado de tantos outros bravos guerreiros do mar: nas impiedosas praias de Alang, na Índia, maior centro mundial de sucateamento de navios.

Nos últimos anos, no Brasil, mais de trinta milhões de pessoas saíram da miséria — no que talvez seja a maior contribuição brasileira à civilização humana. Não melhoramos apenas a vida dos nossos cidadãos que viviam absolutamente sem perspectiva, mas também, muito mais importante, mostramos ao mundo que era possível fazer mais.

Seria importante os pais conversarem com os filhos sobre estupro justamente porque não é fácil definir estupro. Se não é fácil em uma conversa civilizada na sala, então é mais difícil ainda de madrugada, no fim da festa, com álcool na cabeça e hormônios em fúria, entre duas pessoas que são tão falhas e fracas, tão covardes e indecisas quanto qualquer um de nós já foi tantas vezes.

Erico Verissimo

Daí que realmente acho que essa história de “não tem coisa mais brochante que uma calcinha bege” é coisa da Victoria’s Secret. Mito transformado em verdade absoluta mediante esforço brutal de propaganda, ideia vendida desde que inventaram o conceito de “matéria paga” (ok, Cosmopolitan?), explícita cagação de regra sobre o meu, o seu, o nosso tesão.

Tenho pra mim, como referência de ideal de vida, os comerciais do Hollywood. Não de Hollywood, o lugar (ou “estado de espírito”). Do Hollywood, o cigarro. Não, nunca fumei. Ainda vendem esse troço, aliás? Bom, sem os tais comerciais isso não tem a menor importância.

O que esperar de mim? Sinais eu já te dou há um tempão. Erro teu ficar procurando mensagens nas entrelinhas: deixei tudo em letra de forma, preto no branco. Quer que desenhe? Bom, sabe que se você me pedir confirmação eu nego. É da minha natureza. No fim das contas ambos sabemos que you can’t handle the truth.

Bruno Dulcetti

Chegamos no ponto chave. Eu lhe pergunto, você quer encher a cara, ficar bêbado até cair ou quer saborear uma cerveja? No sexo, você quer só meter a rola, gozar e cair fora ou vai querer chupar aquela mulher sensacional toda, fazer mil posições, saciá-la de modo que vocês nunca mais esqueçam?

Existe algo perfeito? Homem perfeito, mulher perfeita? Geralmente passa na nossa cabeça algo assim: uma mulher perfeita, lindíssima, gostosa, inteligente, com forma e conteúdo. O mundo teima em praticar o “photoshopismo” e dar valor pra esses aspectos visuais. Tem muita gente que caga para outros atributos. Lamentável.

Te digo que não é nada legal o mancebo começar a dançar um funk com as mãos na parede, rebolando que nem uma gazela. Garanto que a mulher foge e eu soube de uma história dessa. Portanto, nada de pederastia na dança, independente do local.

Oráculo

Os melhores textos do PdH segundo seus próprios autores

O taurino – o verdadeiro mesmo, o taurino roots, aquele que passa na frente da PUC-SP não para xavecar as estudantes, mas sim para exibir seu pulôver novo – enfrentará dilemas que poderão desestabilizar a sua vida momentaneamente.

Sua vida não deve ser fácil, né, virginiano? Seria trágico, não fosse cômico. Mas a vida de ninguém é um mar de rosas, meu chapa! A vida de ninguém é um eterno comercial de margarina. A vida é tão ruim quanto um capítulo de Malhação, só que com menos amores, mais impostos e, de vez em quando, uma candidíase.

Começo o horóscopo de hoje com uma bonita reflexão que copiei do meu calendário Seicho-no-ie e que, assim como o Wando, toca o íntimo de cada um de nós: “Na Holanda, torta holandesa é apenas torta.”

Rodrigo Cambiaghi

O processo de fazer uma tatuagem grande é muito interessante. São diversas horas de dor e sangramento. Dor suportável mas intensa. Não é coisa pra menininhas frescas e fracas.

Impossível uma mulher que chame atenção nunca ter recebido um comentário maldoso quando entra numa sala, caminha pela rua ou entra num restaurante. Pior ainda se você for o cara que está acompanhando e não for tão bonito. Ai, meu amigo, os comentários maldosos sobram todos para você.

A maioria dos homens que conheço mal sabe trocar o filtro de ar do carro, pintar uma parede ou consertar algo simples. Pior: sequer tem uma caixa de ferramentas em casa. Resolvi então listar 6 bons motivos para encorajar mais homens a sair do sofá e tomar vergonha.

João Baldi Jr.

Aquele relacionamento que você não imaginava como poderia acabar acabou – o que talvez queira dizer que a sua imaginação não é tão boa assim – e aquele amor que ia durar pra sempre chegou até o final. E claro, coisa engraçada, o final de “pra sempre” caiu logo numa quarta-feira acabando com qualquer chance de que você assistisse direito o futebol na TV.

Vivemos numa era em que você ouve pessoas dizendo coisas como “Carro não se discute”, “Lobão não se discute”, “BBB não se discute”, tendência que possivelmente vai nos levar a uma era em que você vai comentar com o seu amigo que o bolinho de bacalhau não está tão bom e ele vai replicar com um “Porra, bolinho de bacalhau não se discute, tá querendo que isso aqui descambe pra porradaria, bróder?”.

Desceu no aeroporto e deu setenta pro motorista, dizendo que ele podia ficar com o troco. O taxista discordou e disse que ainda faltavam 6 reais, que ele pagou com uma nota de dez e saiu correndo em direção ao embarque internacional. Subiu a escada, foi atropelado por um carrinho, derrubou uma placa, notou que estava no portão errado, voltou, foi atropelado mesmo carrinho, tropeçou na placa que tinha derrubado, foi xingado por um segurança. Subiu a escada e ela estava lá.

Luciano Ribeiro

Frequentemente caminhamos pela vida de olhos vendados. E muitas vezes esta não é uma condição involuntária. É incrível como fazemos questão de nos deixar enganar com medo de encarar algumas verdades. Preferimos seguir caindo nos mesmos buracos, alimentando tipos específicos de ilusão com a única finalidade de nos agarrarmos, desesperados como mendigos, a qualquer pequena felicidade.

Os personagens são comuns. A história é comum. O garoto encontra a garota. Ele esforça-se para ir na direção dela. Ela acaba cedendo, por achar aquele exemplar de ser humano adoravelmente desengonçado. Ele vive cercado por quimeras criadas por si mesmo. Ela é um exemplar de leveza, beleza e fluidez. O palco armado, as luzes acesas, a peça segue. O filme se transforma em sonho. A ilusão, em realidade. O fim chega.

Muitos de nós temos essa vontade de encontrar um lugar pacífico para viver. Um lugar tranquilo, sem fome, sem preocupações, sem agonia e sofrimento. Simplesmente não passa pela nossa cabeça nos aproximar de situações aflitivas, do tipo que permeia os piores pesadelos. Frente a uma guerra, a reação mais lógica é, obviamente, fugir o mais rápido possível. Não se discute sobre isso, a menos que você seja alguém como Dan Eldon.

Alberto Brandão

Autoconhecimento é uma das maiores buscas de todo homem em sua vida. Saber do que é capaz e preencher o vazio que costuma ser disfarçado com o abuso de bebidas e drogas, mas que na verdade só diz uma coisa para você: você não sabe quem é, e uma hora vai descobrir isso.

Sabe aquele corredor jamaicano que você mal consegue lembrar o nome?  Ele é um dos profissionais mais bem sucedidos do mundo. Assim como pouquíssimos outros profissionais, ele fez algo que todo mundo considerava impossível de ser feito, incluindo cientistas. Ele quebrou o que era tido como limite humano ao correr 100 metros em 9.69 segundos, diminuindo depois para 9.58. Assustador.

Existem duas visões do mundo do homem solteiro que mora sozinho. A versão popular foca na liberdade para levar qualquer garota para casa, fazer festas e bagunça. Não estou dizendo que isso não acontece, porque acontece. A outra visão é bem mais complicada (e ignorada). Somos orgulhosos demais para compartilhar esse tipo de coisa, mas a maior parte do trabalho da vida de um homem solteiro que mora sozinho é não enlouquecer.

Fábio Bergamo

Fiquei imaginando onde será que a mulherada – interessante, bem disposta, sarada e com fôlego de sobra – estava enquanto os caras reclamavam de sua ausência na balada. Pois é claro que elas existem, e aos montes. Onde será que essas mulheres estavam em pleno sábado à noite?

Basta ver o aumento no número de empresas que oferecem o serviço de consultoria em corridas, assim como o aumento no número de corridas de rua realizadas em todo o Brasil. Um exemplo dessa dimensão foram os 30 mil corredores que participaram da 17ª Maratona de Revezamento Pão de Açúcar, no dia 20 de setembro desse ano, em São Paulo.

Digo que o Burpee é de difícil execução porque nem todos conseguem fazer a flexão completa dos braços e principalmente o salto vertical com os braços bem estendidos no final. Sem isso não fica completamente errado, mas é exatamente a flexão completa e o salto vertical bem executados que separam os homens dos meninos.

Claro, eu não consegui reunir todos os 400 autores do PdH aqui. Escolhi aqueles que estavam mais próximos. Certamente há autores e textos que não estão na lista e que são os seus favoritos. Por que não encorpamos a lista nos comentários com os seus textos e autores favoritos?

Boa leitura.


publicado em 27 de Março de 2012, 11:14
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Rodolfo Viana

É jornalista. Torce para o Marília Atlético Clube. Gosta quando tira a carta “Conquiste 24 territórios à sua escolha, com pelo menos dois exércitos em cada”. Curte tocar Kenny G fazendo sons com a boca. Já fez brotar um pé de feijão de um pote com algodão. Tem 1,75 de miopia. Bebe para passar o tempo. [Twitter | Facebook]


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