Os textos mais significativos do PapodeHomem em 2015

Artigos, colunas, séries, autores, vídeos, mecenas. O que publicamos que mais nos tocou em 2015

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"Vou pegar as cinco coisas mais importantes do ano e adicionar uns relatos daora aqui". Quando fechamos essa pauta na reunião de conteúdo, foi nisso que pensei. Afinal, no corre do dia a dia, a gente esquece facinho do que foi realmente foda no ano.

Daí foi a parte mecânica, abrir o fluxo aqui, entrar em cada mês e assinalar no caderninho cor pastel aqui do lado o que teve de foda pra fazer este artigo.

Deu uma folha inteira.

"E não é que a gente trabalhou memo?", disse o Guilherme ao ver a lista. Foi bastante energia boa em textos bons. Vou listar os momentos em que podemos declarar sucesso aqui na casa e, depois, o relato de quem esteve por perto em 2015 sobre o que mais gostou de ver no PapodeHomem. Segue rolando o dedo aí que tá bonita a coisa.

Os momentos mais significativos do PapodeHomem em 2015

Ainda em janeiro começamos a publicar s série que provavelmente foi a mais importante do ano. 23 dias para um homem melhor, "Um percurso de treinamento para melhorarmos várias esferas da nossa vida", foi um compilado de práticas sugeridas por diversos autores do PapodeHomem e capitaneadas pelo Luciano e Guilherme. Deu um baita de um trabalho, mas rendeu a beça. Cumpriu seu papel de dar ótimos resultados de visita, mas, mais ainda, foi um desafio bem cumprido e que deu um baita orgulho de ver no ar e de receber as resposta das pessoas que estavam seguindo as leituras e contando como as práticas sugeridas estavam impactando suas vidas.

A cereja do bolo foi o encontro que fizemos para coroar o fim da série, uma noite que estávamos esperando três ou quatro pessoas, mas acabamos com mais de 40 em uma sala falando sobre melhorias. Que dia, minha gente!

Gostoso foi perceber que a série tinha uma marca envolvida como Mecenas, o Boticário foi parceira nessa empreitada  - que também fez parte de outro projeto super importante pra casa, o Admirável xaveco novo - e o conteúdo foi muito bem recebido, fato que foi constante em 2015. Muitos publi-editoriais foram parar na lista de artigos mais acessados nos meses que foram passando.

Em março, por exemplo, quase metade do top10 foi de artigos com apoio de mecenas:

Ainda em março, o texto mais acessado do ano foi publicado, o "Precisamos conversar sobre o estudante que morreu após beber trinta doses de vodca", do Guilherme Valadares, com 1.243.311 acessos até o fechamento teste comemorativo. Este artigo, além da importância de ter chegado em muita gente, tem importância pela verdade simples que transmite, uma costura ótima que o Guilherme fez de assunto quente com informativo, relato e desabafo. Me deixou muito contente perceber que o nosso texto que mais foi longe não falava de putaria, consumo ou qualquer futilidade, mas algo que realmente precisa ser lido pelas pessoas. Bonito de ver e que deu gancho pra eu dizer que uma das colunas que mais me deixou feliz de ler foi a Homens Possíveis, um passo de volta ao masculino que o PapodeHomem precisava dar.

Muitas das nossas traduções também foram recebidas bem, com bastante gente lendo. Dos 20 textos mais lidos em 2015, sete são traduções. Dos amigos, me encantou muito ver a "despedida" dos amigos Ismael e Franco, no quadrinho bonito por demais "A fossa é um sentimento sacana" e o Luciano carimbando o melhor seo do ano com o "Os 53 melhores jogos de SNES (para ser tão feliz quanto na infância)" e me deu muito gosto, também, ver a evolução do Bom Dia para um espaço onde pessoas exploram a sensualidade e o nu, com ensaios de mulheres e homens mostrando como se faz. Muito importante pra gente esse avanço, com um promissor 2016 com mais disso.

Escrevemos bastante coisas de cultura, resenhas e listas que foram elogiadas:

Intensificamos também os nossos papos sobre política. Falamos sobre manifestações, Eduardo Cunha, Impeachment, ditadura militar, política externa, atentados. teve bastante coisa e coisas boas que nos deixaram felizes por publicar.

E, matando o rolê, habemus estagiários! Vocês não fazem ideia da revolução que fizeram aqui no moral da equipe do PapodeHomem a chegada da Marcela Campos e do Breno França. Garota sagaz, moleque esperto, jovens injetando vontade no meio dos tio. Leiam esses dois meninas (assim mesmo que se escreve por aqui), um favor que fazem à vocês mesmos.

E ainda tem 2016 chegando. Enquanto esperamos, abaixo, os artigos mais significativos para cada um do PapodeHomem:

Guilherme Valadares: "Não tem pra onde correr, ou você tem grandes parceiros, ou afunda"

Jader me deu o dever de casa mais difícil do ano, escolher o artigo mais significativo do PdH em 2015 para mim.

Teve o "23 dias pra um homem melhor", que é nosso coração escrito: ação, reflexão, comunidade inteira envolvida num mesmo percurso e se ajudando mutuamente (sem falar que em 2016 teremos um grande projeto se aprofundando nesse caminho, aguardem). Tivemos ainda tudo que o Jader já citou na introdução desse artigo.

Como disse antes, nosso nono ano de vida foi puro fluxo e ritmo. E parafraseando o Amuri, "não tem pra onde correr, ou você tem grandes parceiros, ou afunda".

Não confunda isso com brinde de final de ano na festa da firrrma, aquele que ninguém presta atenção. Estou falando de rede, não de networking. Laços reais e motivação da boca de estômago. Dinheiro sozinho jamais vai comprar isso.

Rede de verdade se constrói com processos sutis, como Gitti nos explica nesse excelente artigo e Rodrigues nesse imperdível curso.

Na essência desse processo vejo tratar o outro de modo elevado, benéfico, condizente com uma real parceria. Quando isso surge, é pra lá de natural agradecer. Porém, às vezes esquecemos disso. Celebramos as vitórias, choramos as derrotas, mas não paramos pra pontuar o que de fato admiramos no outro, suas qualidades, riquezas e o modo como conseguimos avançar em conjunto.

Por isso escolho como meu artigo mais significativo de 2015 o texto de Eduardo Amuri: "Aos nossos parceiros, muito obrigado".

Marcela Campos: "No xaveco e nas relações, temos que ser mais livres"

Foi significativo demais pra mim pode acompanhar, já na minha primeira semana de trabalho, um projeto bonito como esse.

O PapodeHomem falou das nossas relações de um jeito bonito: acolheu a todos nós que, por não sabermos muito bem como agir, agimos mal ou deixamos passar possibilidades incríveis de relacionamentos. Fomos a fundo nos porquês de xavecarmos do jeito que xavecamos e como fazer isso de modo mais sensível, menos violento, de peito mais aberto.

Mais incrível ainda foi o papo nos comentários. Todo mundo de coração no texto. Abordagem revolucionária.

Luciano Andolini: "Como manjar dos paranauês (ou como aprender quase tudo)"

Esse foi um texto que surgiu de uma série de conversas com o Brandão.  

Eu já imaginava que muitas pessoas tinham dificuldades em se dedicar a algo que era importante pra elas, mas não fazia ideia de que era tanto assim. A falácia do talento nato e as expectativas irreais de se tornar um gênio realmente são obstáculos que fazem parte do cotidiano de muita gente e, ter alguém dizendo que não é bem assim e oferecendo métodos simples de aprendizado, parece que gerou um belo efeito positivo.

Apliquei esses métodos recentemente e tenho sido bem feliz com os resultados.

Então, fica a dica.

Breno França: "O cara branco daquela foto"

Pra mim, o artigo mais significativo do ano foi essa tradução que chamamos de "O cara branco daquela foto."

Conhecer histórias especiais ligadas ao esporte já é algo que naturalmente mexe comigo, nesse caso, descobrir que ali, naquele momento tão épico da história olímpica, ainda existia uma coisa tão fascinante para ser descoberta foi revigorante. Essa com certeza é a melhor definição para a sensação que tive ao ver esse texto.

Contar essas histórias, descobrir esses personagens, revelar coisas novas em lugares comuns é uma das minhas principais motivações na profissão. E foi esse artigo que me deu fôlego para fazer muitos outros projetos no PdH como os meus xodózinhos do Mundial de Surfe, da Cultura Ninja e do Motorista Especial.

Ana Higa: "Somos todos vítimas e responsáveis pela tragédia de Mariana"

Sobre o crime ambiental de Mariana e todas as acusações a SAMARCO, eu sempre fiquei com uma pulga atrás da orelha. Apontado como possível causa do desabamento ser o aumento da produção e consequentemente dos rejeitos lançados nas barragens, superiores a capacidade de escoamento, eu fiquei indignada. Como uma empresa pode visar tanto o lucro a ponto de colocar em risco a vida de outras pessoas?! 

Com isso, fui pesquisar um pouco mais e encontrei um vídeo que vale muito assistir.

O texto do Marcos Bauch serviu como uma luva, e como um tapa na cara.

Danilo Gonçalves: "A Terceirização da conversa | A Internet não é culpada, você é"

Muitas das discussões trazidas para o Papo de Homem me fizeram refletir, pensar e repensar esse ano.

Nessa reflexão sobre "o caráter" da internet para com nossas relações, o Jader matou a pau. É claro que a internet é apenas uma facilitadora de nossas demandas e, se por um acaso, ela nos afasta do contato tete à tete com as pessoas, essa culpa é só nossa. Nós é que ficamos mais preguiçosos, mais acomodados nessa facilidade em digitar e não falar.

Temos de estar atentos, pois quem "vai deixando" as coisas acontecerem somos nós.

Rodrigo Cambiaghi: "Eu tive câncer de próstata"

Descobrir que tinha uma úlcera e ler o relato do Luiz Cláudio Barreto na mesma semana foi um tapa na cara para eu repensar e dar mais atenção a minha saúde. 

Serve como um baita alerta para nós homens que temos costume de ir ao médico só quando estamos morrendo.

Alberto Brandão: "Masculinidade tóxica: comportamentos que matam os homens"

Somos culturalmente condicionados a manter comportamentos que raramente refletimos sobre o significado. Agimos por impulso, por convenção. Atribuímos características inalcançáveis aos homens e os punimos moralmente quando não as alcançam.

Fazemos isso para esconder nossas próprias falhas, nossos medos diários.

Apontamos os erros dos outros esperando que não notem os nossos, que em nada se diferem dos demais. Esse texto aponta como essa obsessão em ser mais macho, mais viril e mais alpha, acabam prejudicando todos nós, criando uma pressão que pouco sabemos lidar.

Pedro Turambar: "Daquela vez que eu fui burro e não fui ao médico: 11 homens contam suas histórias"

Esse é o tipo de texto que fazem as pessoas perderem o medo, a vergonha e as fazem tomar uma atitude. Esse é o tipo de coisa que muda (até salva) a vida de alguém.

É só dar uma passada nos comentários para ver que lindo.

Bruno Passos: "Como seria o mundo se você não estereotipasse ninguém?"

Gosto muito deste artigo, continuo sendo um escritor bem medíocre, mas o conteúdo é interessantíssimo. Pensar quão diferente o mundo pode ser apenas com uma alteração de percepção pessoal é algo excitante.

Rafael Nardini: "Ela queria terminar, mas ele chegou antes | Do Amor #21"

Eu adoro quem sabe fazer título. Acho um dom sábio para essa era de internet e que deixa clara a sagacidade, a malícia, o tiro rápido e a velocidade de raciocínio.

Pode apostar: se o fulano tem facilidade em mandar aquele título cabuloso, a cabeça tem o que mostrar. Se sentou na frente do teclado, pasmou horas e suou frio para dar nome para o que está escrevendo, algum erro mora aí.

O Jader Pires é esse fulano. Ele me faz clicar sempre no PdH. Ele é a isca que eu mordo toda semana sem saber ser ele. Já ficou banal, ainda que nesse Do Amor #21 ele tenha abusado da esperteza.

E, sim. O texto é tão frenético quanto o maravilhoso enunciado quis que exibir. Dá o clique aí, meu chapa.

E pra vocês, como foi o ano de 2015?

Como sempre, a ideia dessa publicação, além de mostrar o que mais foi importante para nós, é discutir como foi o andamento do último ano. Queremos saber sua opinião sincera. Como foram as leituras mais importantes de 2015 por aqui? Mandamos bem onde? Cagamos em qual post?

O papo tá aqui embaixo, nos comentários.


publicado em 30 de Dezembro de 2015, 00:05
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Jader Pires

É escritor e colunista do Papo de Homem. Escreve, a cada quinze dias, a coluna Do Amor. Tem dois livros publicados, o livro Do Amor e o Ela Prefere as Uvas Verdes, além de escrever histórias de verdade no Cartas de Amor, em que ele escreve um conto exclusivo pra você.


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