Pare de andar contra o vento

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Ninguém consegue viver plenamente. Há sempre o percalço, tem -- a todo momento -- aquele incômodo, uma coisa chata que parece sempre estar na perseguição.

Não dá para ser feliz por completo. Não há sossego que resista. A distração é constante.

Mas as pessoas se acostumam. Começam a encontrar meandros para que não se chateiem mais com aquele aborrecimento. Dá-se um jeito. Logo, todos levam a vida na frustração, no cotidiano desgostoso. Alguns tiram proveito, vendem soluções que são, na verdade, paliativos. Pagamos por isso e tentamos ser felizes em meio ao choque que não cessa.

Nos tornamos pessoas habituadas. Jamais felizes, em nenhum momento satisfeitas. Habituadas.

Com o tempo, tudo até vira uma Síndrome de Estocolmo em que começamos ver como afável o desconforto. Nos apegamos ao barulho chato, ao contato importuno, o atraso maçante. O mesmo que azucrina é aquele que nos envolve e, se é para ser assim, que tomamos disso o melhor.

Aclimatados no conforto do que podemos ter de mais desolador, levamos os dias.

Imagina, viver desse jeito, como no vídeo abaixo?

Link Vimeo

O que não vão faltar são situações e pessoas para manter o vento.

O que precisamos é ouvir além das palavras, nos comunicarmos melhor -- falar de coração mesmo -- e, além de entendermos que não somos importantes, precisamos ser mais lúcidos e buscar a felicidade genuína.

Isso é mais que andar contra o vento. É começar a ir além tubos gigantes de ar.


publicado em 13 de Dezembro de 2013, 08:00
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Jader Pires

É escritor e colunista do Papo de Homem. Escreve, a cada quinze dias, a coluna Do Amor. Tem dois livros publicados, o livro Do Amor e o Ela Prefere as Uvas Verdes, além de escrever histórias de verdade no Cartas de Amor, em que ele escreve um conto exclusivo pra você.


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