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PdH visita a nova Apple Store em Londres, a maior do mundo

Sábado de manhã, uma chuva fina irritante e muita preguiça. Três motivos mais do que suficientes para permanecer na cama. De fato, eu ficaria se não fosse por outra coisa que acontecia neste mesmo cenário do outro lado da cidade: às 10h, centenas de milhares de pessoas se reuniam em Covent Garden, na zona central de Londres, para acompanhar a inauguração da 300ª e maior Apple Store do mundo.

A empresa americana trabalhou secretamente durante meses para restaurar um antigo prédio de três andares na região. As novas instalações só foram reveladas na semana passada. A decoração traz um misto da mais alta tecnologia com a tradicional arquitetura inglesa. Steve Jobs não participou da inauguração, mas a Apple fez questão de reforçar a equipe para garantir que todos os clientes e visitantes recebessem a devida atenção.

Foto: Thiago Rocha Kiwi

Ao chegar em Covent Garden, o primeiro choque. A fila estava muito maior do que eu havia imaginado. Paul, um dos gerentes da loja que estava do lado de fora coordenando a entrada, disse que eu não teria nenhuma chance, que eu teria que enfrentar a fila pra conseguir alguma coisa.

“Hoje é o dia dos nossos clientes. Não há prioridade pra ninguém.”

OK, justo, mas quantas pessoas estariam disputando comigo um lugar lá dentro?

“A nossa primeira estimativa era que de 50 a 100 mil pessoas passassem por aqui hoje, mas, pelo tamanho da fila, imaginamos que o número será maior.”

Link YouTube | A gritaria era feita pelos próprios atendentes da Apple para cada um que entrava na loja.

Conversas com as pessoas na fila

Já na fila, um casal de turistas croatas disse que adiou sua lua-de-mel para poder estar em Londres no dia da inauguração. Ivan Bosnit afirmou:

“Nós dois somos loucos pela Apple, temos quase tudo. Viemos agora levar um IPhone 4 e, talvez, um novo MacBook.”

Mas por que essa paixão pela Apple, que, no fim das contas, não passa de uma empresa?

“No meu caso, eu trabalho com design há 20 anos e meio que cresci junto com a Apple, acompanhando tudo que lançavam. Agora, eles estão cada vez melhores e, se perco alguma coisa, sinto que fico pra trás. É como um círculo vicioso.”

Mas não são só designers e geeks que são atraídos pela empresa californiana. Mais atrás na fila, a enfermeira Rebecca Phillips disse que se apaixonou pela Apple quando comprou o seu primeiro iPod.

“Eu acho a Apple muito inovadora. Tudo o que ela cria, as outras copiam. Já viu aquele Galaxy da Samsumg? Quer celular mais parecido com o iPhone?”

Custei a acreditar, mas, cerca de uma hora e meia depois, a fila chegou ao fim. Eu estava lá. Me sentia como uma criança dentro de uma loja de doces. Minha empolgação me lembrou a primeira vez que fui a um estádio assistir a um jogo de futebol da arquibancada.

Link YouTube

Comecei a explorar. Primeiro, uma volta geral pela loja. No andar térreo estavam os procuradíssimos iPhones, iPods, iPads e MacBooks. Havia ainda um grande lounge com pé-direito bem alto e telhado com vista para o céu, que, com a melhora no tempo, acabou deixando o visual da loja ainda mais impressionante.

A decoração é mesmo baseada na integração do novo com o tradicional, num projeto em que até o banheiro parecia ter saído da cabeça de um dos designers da Apple. Nos outros dois andares era onde se podia relaxar. Almofadas espalhadas permitiam que os clientes experimentassem todas as possibilidades dos produtos.

À vontade, sentei em uma almofada e comecei a brincar.

À primeira vista não parece uma loja da Apple, né?

Ipad

O primeiro gadget que fucei foi o iPad. Mesmo tendo sido lançado já há algum tempo, nunca tinha visto um. Funciona como um iPhone gigante, mas sem a capacidade de fazer chamadas. A mão inteira cabe na touch-screen, o que facilita muito a navegação na Internet e o uso de apps como o Google Maps e games.

Cadê a versão em inglês do site PapodeHomem?

Outra grande melhoria se deu no tempo de duração da bateria. Segundo o vendedor que me atendeu, o iPad aguenta cerca de 10 horas de uso sem recarga. A capacidade de assistir a vídeos do Youtube embedados em outros sites também melhorou em relação ao iPhone. Na versão 3G do celular da Apple, sempre dá algum erro que impede de assistí-los.

Magic Trackpad

Nada de mágico? Coloque os dedos aí para entender.

Um dos novos e pouco conhecidos produtos da Apple, o Magic Trackpadfoi o que mais me surpreendeu. O gadget é na real um touchpad, mas as possibilidades trazidas fazem toda a diferença para o usuário. Depois da explicação do vendedor, me aventurei com o produto.

É incrível como a não necessidade de clicar facilita a navegação e a organização do trabalho. Apenas movendo os dedos pela superfície do Trackpad, você tem controle total sobre todos os softwares abertos no iMac.

Link YouTube | Magic Trackpad em ação.

IPhone 4

Sem dúvida, o produto mais procurado pelos applemaníacos, o iPhone 4 não é muito diferente de suas versões anteriores. Por conta da fila, não deu pra ficar horas e horas brincando com o novo telefone, mas, no pouco tempo, notei que navegação e funcionalidade continuam as mesmas e que você ainda poderá ter os mesmos problemas para digitar no teclado da pequena touch-screen.

Os pontos positivos são o design – mais robusto, mais imponente, com o mesmo peso – e a nova câmera instalada na parte da frente do telefone, que permite vídeo-chamadas e dá melhores opções para a criação de auto-retratos e para o uso apps como o Skype.

Circulando, dá para notar que a atmosfera da loja é totalmente baseada na filosofia da Apple. Transformar seus produtos em objetos de desejo é a principal arma para atrair mais e mais consumidores. Mesmo assim, os vendedores são mais preocupados em mostrar e explicar detalhadamente cada gadget do que em nos convencer a comprar alguma coisa.

Apesar da imensa fila e do fato de às vezes ter que esperar para usar alguns dos produtos, acabei passando algumas horas bem à vontade na Apple Store.

Se me arrependi de alguma coisa neste sábado de chuva? Só de não ter levado nada.


publicado em 09 de Agosto de 2010, 12:30
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Thiago Rocha Kiwi

É nosso correspondente em Londres. Jornalista, nascido e criado na selva paulistana, gosta das oportunidades desafiadoras. Apaixonado por informação e conhecimento, enxerga o trabalho como uma forma de evolução e a internet como revolução. No Twitter, @thiagokiwi.


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