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Por que a seleção terá mais chances de ser hexa em 2010 do que teve em 2006

Uma rápida comparação das escalações do Brasil em 2006, no jogo das quartas-de-final contra a França, e a de dias atrás, contra a Argentina, mostra como o Brasil de 2010 certamente renderá muito mais que o da Copa anterior.

Adianto os três principais motivos:

1. Luis Fabiano está em estado de graça,

2. Dunga enfim deixou de ideias mirabolantes para o ataque,

3. E o mais importante: ele se preocupa menos com o peso dos jogadores-estrela do que Parreira (Mauricio Garcia, títular aqui do PdH, sabiamente me lembrou como a seleção de Dunga lembra hoje mais a "Família Scolari" do que a esparrela do Parreira).

As piadas e fiascos de 2006

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Sem legendas engraçadinhas, por favor.

Em 2006 tínhamos um excelente goleiro, mas Julio Cesar é o grande suporte da seleção atual, o homem transmite segurança para o resto do time de uma forma que nem mesmo o saudoso Dida transmitia – o Julio vibra com as defesas que faz!

Cafu, na lateral direita de 2006, foi a piada do ano. Aliás, alguém saberia explicar por que Cafu foi à Copa? Ninguém me convence de que não foi apenas para ampliar seu recorde de participações em finais de Copa do Mundo. Cansado após uma gloriosa carreira, Cafu era um peso morto. No jogo contra a França, foi substituído por Cicinho – que devia ter sido o titular durante toda a Copa.

E se o desempenho de Cafu foi uma piada, o de Roberto Carlos foi o quê?

O meio de campo era bem consistente, mas o ataque... Ronaldo não era mais o de quatro anos antes, e Ronaldinho era a estrela que sorria mesmo após fazer passes ridículos para os companheiros –  ajeitando o cabelo pra sair bem em fotos e filmagens.

Em meio a esse estrelismo, pairava um técnico retranqueiro ("Show é ganhar"...), cujo único objetivo parecia ser o de fazer o ataque render ainda menos do que podia – e garantir que os Ronaldos estivessem sempre saindo bem nas imagens.

A seleção atual rumo à África do Sul

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Isso sim é vestir a camisa.

As laterais não poderiam estar melhor povoadas. Maicon e Daniel Alves brigarão bem pela titularidade na direita, e André Santos (que, como é de praxe, não rendeu nada no Flamengo, o time que um dia trocou Adriano por Vampeta) foi um verdadeiro achado do Dunga, para uma esquerda que já andava dando dores de cabeça com a queda no rendimento de Gilberto, mais conhecido como irmão do Nélio.

Gilberto Silva e Kaká vieram de 2006, e vieram bem. Kaká, quando quer, faz chover.

E o ataque? Se o time começa muito bem com Julio Cesar, acaba muito bem com Luis Fabiano. Fabulosismos à parte, é um homem que não tem medo de escolher rapidamente um canto e correr pra comemorar – sem nunca tirar a camisa ou operar danças grotescas, o que não é problema algum, convenhamos.

Luis Fabiano pode ser em 2010 o que Ronaldo foi em 2002. Falta Dunga acertar quem será seu companheiro na África do Sul.

Todos apostavam em Robinho, e a maioria ainda aposta, mas tenho minhas dúvidas – como o rapaz anda jogando cada vez menos futebol na seleção! É preocupante e é uma pena, porque até pouco tempo atrás a dúvida era quem seria o companheiro de Robinho em 2010. Pra sorte dele, Adriano ocupa a mesma posição de Luis Fabiano, e Nilmar e Pato ainda têm de comer muito.

De qualquer forma, até mesmo a ressurreição do ataque Ro-Ro seria um avanço se comparado com aquelas experimentações do Dunga no início de seu trabalho como treinador. Quem lembra do Afonso? Quem lembra do Vágner Love? Quem lembra do Afonso jogando ao lado do Vágner Love no ataque da seleção brasileira de futebol?

Deus abençoe o Robinho.


publicado em 10 de Setembro de 2009, 09:10
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Daniel Lopes

Daniel Lopes torce para os Flamengos do Piauí, Rio e Bolívia. Mantém o blog Razbliuto e edita o coletivo Amálgama, de atualidade, comportamento e cultura.


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