Sara não tem nome | Eu ouvi pra você #35

Mas tem algo que a gente acaba perdendo com o tempo

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Encontrei a Sara pelo Instagram, totalmente por acaso. Acho que ela estava em algum desses lugares que acompanho por lá, achei o login dela engraçado e fui lá ver o que era.

O resultado disso é que passei a acompanhar, de longe, mas acompanhar.

Volta e meia, pingava algum post, uma foto, um video com ela cantando, um show. E, lentamente, fui me sentindo mais envolvido com aquele espírito.

A Sara pode não ter nome, mas tem uma voz delicada que contrasta bastante com o olhar forte, denso. Nas músicas, transmite um tipo de doçura que faz contraponto às temáticas melancólicas, escuras. Ela tem algo que a gente acaba perdendo com o tempo, uma energia adolescente de quem está em crise, mas que ainda tem muito chão pela frente.

É gostoso acompanhar a rotina, entre experimentações na bateria, em imagens excêntricas e fotografias que vão compondo o mosaico que se manifesta nas músicas dela.

Não é como se desse pra entender exatamente o que ela está pensando. Porém, tudo ressoa. 

Se você está em sintonia, aquilo vibra em você.

Se você acha que já passou da fase, as memórias acabam te tocando.

E, se tem algo que a Sara desperta, é essa vontade de estar em contato. Não com ela, propriamente, mas com algo que parece estar sempre escapando dentro da gente.

O disco tem master do Rob Grant, que é o mesmo cara que masterizou o Tame Impala e o Death Cab For Cutie.

Link Spotify


publicado em 08 de Março de 2017, 22:17
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Luciano Andolini

Cantor, guitarrista, compositor e editor do PapodeHomem nas horas vagas. Você pode ouvir no Spotify. Também escreve no Medium e em seu blog pessoal. Quer ser seu amigo no Facebook e Instagram.


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