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Tony Hawk's Pro Skater 5 vem aí (Ou: a chegada de um novo-velho game de skate é pura nostalgia positiva)

Chore de emoção com o mesmo game de sempre trazido pros dias de hoje

Minha frustração como um péssimo skatista era compensada pelo videogame.

É aquilo. Quem cresceu no ABC sabe que é só balançar uma árvore que caem dois ou três caras mandando um ollie fudidão. Tive até um amigo repetente que jurava ser pago para subir na prancha com rodinhas. Tinha patrocínio, camisetas maneiras e distribuía uns adesivos para a molecadinha. E isso, na quinta série de uma escola pública, parece ouro. É ouro.

Parte da frustração por ser desengonçado demais com o skate era descontado no Playstation, como certamente milhares de outros moleques da geração nascida no final dos anos 1980. Mais precisamente, no Tony Hawk’s Pro Skater. Ali não tinha para ninguém. Bob Burnquist, o brazuca, era meu favorito e um dos mais fáceis e habilosos para controlar.

Tinha aquela trilha sonora com Superman, do Goldfinger, e até Dead Kennedy’s (e não era uma coisa óbvia... era Police Truck). Ali a física não me botava pra baixo. Nem minha falta de talento. Pontos, manobras, fases e mais fases... Tudo em casa, meu chapa!

De lá para cá, tudo melhorou. E este ano chega às lojas o Tony Hawk’s Pro Skater 5. Tudo mais lindo, mas definido, com mais personagens e coisa e tal.

E desta vez entram no jogo duas skatistas: Leticia Bufoni (BRASIL-SIL-SIL) e Lizzie Armanto.

Parece que a frustração por ser prego nas rodinhas vai continuar. Mas agora com um sabor bom de nostalgia. Puro 1999 em pleno 2015. 


publicado em 14 de Setembro de 2015, 20:29
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Rafael Nardini

Torcedor de arquibancada, vegetariano e vive de escrever. Cobriu eleições, Olimpíadas e crê que Kendrick Lamar é o Bob Dylan da era 2010-2020.


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