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Um casal PdH

Há exatamente um ano, no primeiro dia de março do ano passado, exatamente às 13:19, entrou no ar o primeiro texto que escrevi para o PapodeHomem. Eu nunca poderia imaginar que esse texto mudaria completamente minha vida, com tanta rapidez. Hoje estou casado – não oficialmente, mas nossas escovas de dente habitam o mesmo banheiro – com uma leitora.

Um cara PdH como qualquer outro

Eu só iria saber disso muitos meses depois, mas tudo começou com uma zuação. Ela e suas amigas tinham a teoria que os autores do PdH não poderiam existir. Eram estereótipos perfeitos demais para serem reais, deviam ser personagens. Dei o azar, que acabou virando sorte, do meu texto sair no dia que ela decidiu que iria zoar diretamente um algum escritor do PdH.

No começo, eu não sabia que era uma provocação. Fiquei bem feliz com o elogio, principalmente vindo de uma mulher muito bonita. Obviamente, a adicionei no Facebook para agradecer o elogio. No mesmo dia, o Guilherme ainda postou outro texto, com base no elogio, perguntando se existem "caras PapodeHomem”.

Do virtual para a vida bem real

Tudo parecia meio distante de acontecer. Distante mesmo: onde moro em Brasília fica afastado exatamente 1.166km de onde morava aquele aquele avatar do Facebook e o calor daqueles olhos verdes. A cidade era Apucarana, no Paraná, e eu também nunca havia ouvido falar. Mesmo indo contra a sabedoria do Dr.Love em seu post com 1.194 comentários, me falando que namoros a distância não funcionam, eu estava decidido.

Em menos de duas semanas, já estava claro que não poderíamos deixar tudo isso passar sem nos encontrarmos. Foi quando mandei a primeira mensagem no celular dela dizendo que estava procurando passagens para visitá-la. Há pouco tempo ela me contou que passou alguns dias de cama, ficou bastante mal com a tensão causada por essa mensagem. Passaram-se mais duas semanas e comprei a passagem que seria a primeira das muitas que me levariam para o interior do glorioso estado do Paraná.

Escutamos essa musica infinitas vezes:

Link YouTube

Do namoro até morar junto

Eu fui visitá-la primeiro, ela veio duas semanas depois. Em pouco tempo, estávamos oficialmente namorando. Por oito meses andei mais de avião do que de carro. Combinamos de fazer um esforço e nos ver pelo menos a cada duas semanas. Eram dois aviões para ir, dois aviões para voltar. Não existia um dia em que eu não procurava passagens, promoções ou consultava meu plano de milhas. Até que decidimos: era hora de morar junto.

Fixamos um cronograma realista. Eu iria alugar outro apartamento, renovaria alguns móveis, e ela se mudaria para Brasília. O mundo era descrente, ninguém acreditava de verdade que a gente iria fazer isso, parecia loucura. Mas eu estava nas nuvens.

No dia 13 de dezembro de 2011 ela chegou ao aeroporto de Brasília. Dessa vez suas malas eram bem maiores do que a mochila que normalmente trazia. Era a primeira etapa da mudança. Trazer metade das roupas.

Todo processo de realizar a mudança ajudou a nos unir. Passar alguns momentos difíceis em que contávamos apenas um com o outro, o que fez o clima de relacionamento à distância sumir em pouquíssimos dias. Vendi minha cama velha antes de fazer a mudança, então tivemos que dormir dois dias no sofá, que não é tão grande assim. Depois que trouxemos tudo, a empresa que fornece energia demorou cinco dias para instalar nosso relógio de luz. Passamos esses dias no escuro, falando bobagem e rindo da situação. Voltamos a Apucarana para passar as festas de fim de ano e buscar o resto das coisas dela.

No dia 2 de Janeiro, enchemos o carro com todas as coisas que ela acumulou durante os 25 anos de sua vida, incluindo sonhos e expectativas. Pegamos a estrada para o cerrado do centro-oeste e começamos uma nova jornada. Quem sabe daqui a dez anos eu possa atualizar vocês por aqui, com belas noticias sobre como estamos felizes e tudo o que aprendemos um com o outro.

Existimos.

publicado em 29 de Fevereiro de 2012, 22:08
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Alberto Brandão

É analista de sistemas, estudante de física e escritor colunista do Papo de Homem. Escreve sobre tudo o que acha interessante no Mnenyie, e também produz uma newsletter semanal, a Caos (Con)textual, com textos exclusivos e curadoria de conteúdo. Ficaria honrado em ser seu amigo no Facebook e conversar com você por email.


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