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Um mês de surra, pornografia e ruivas

Em agosto, o PdH publicou 93 textos.

Pode soar pouco, mas isso significa um texto a cada oito horas. É coisa pra caramba! E é fácil deixar passar um texto aqui, não ler outro ali, esquecer de comentar outro acolá. Por isso, separamos para você os 10 textos mais lidos publicados no mês do cachorro louco.

1. [+18] Surra

Um relato profundo de uma leitora anônima que é fascinada por tapas e apertões na hora do sexo.

A dor física me instiga desde pequena. Quando comecei a me masturbar, percebi que uma força a mais me excitava, como se daquele jeito eu sentisse mais o meu corpo. Me apertava, me arranhava e imaginava um sexo forte, invasivo, animal.
Tive muitos namoradinhos e o papel de dominante era na maioria das vezes meu. Mandava e desmandava nos meninos como se brincasse de boneca. Sempre os desafiava para ver se algum conseguia me dominar, fosse no dia a dia ou na cama. Nenhum foi persistente ou inteligente o suficiente para entender que o que eu queria mesmo era uma surra. Um ou outro me deu um tapinha na bunda, mas nunca um de mão cheia, nunca um que me fizesse gritar de tesão. (...)

2. Os efeitos do excesso de pornografia

Alex Castro trouxe para os leitores do PdH o pensamento do site The Last Psychiatrist sobre o que o consumo frequente de pornografia em nossas vidas pode gerar.

(...) Não vou discutir a hipótese de que ficar tediosamente repuxando o pênis por duas horas enquanto se navega por sites de vídeos pornôs vai causar alguma dessensibilização. Temos que encarar a pornografia como um roubo a banco: você tem quinze minutos para entrar e sair antes que alguém acione o alarme. E não pode deixar nada pra trás.
Mas esse não é o problema.
Imagino que os meus leitores mais antigos já sacaram onde estou querendo chegar. A razão de ele ser semi-impotente não tem nada a ver com como ele vê pornografia, tem a ver com como ele vê a si mesmo. Reparem que esse cara escreveu um artigo, assinando seu próprio nome, sobre como não consegue ter uma ereção com mulheres porque ele vê muita pornografia. Pare e pense. Ele acha que esse é um problema tão universal que, longe de sentir vergonha, ele deveria ser aplaudido por trazer a luz o terrível segredo dos homens americanos. (...)

3. Como esfriar sua relação

Gustavo Gitti tratou de algo muito pouco falado e até mesmo incoerente para algumas pessoas: a necessidade de esfriar a relação para que ela se sustente sobre sentimentos genuínos. Uma puta leitura interessante.

(...) Assim como limita nossa sensação de espaço, o calor comprime o tempo.
Será que não há outra opção além de reagir ao “calor do momento” e depois “esfriar a cabeça”? Será que responder por impulso é realmente carpe diem, viver intensamente, se aproximar, ou apenas rodar dentro da própria cabeça? Esfriar a cabeça é mesmo algo que nos distancia, que reduz proximidade e intensidade? Por que esperar, por que não viver já com a mente fria, leve, ampla, lúdica, relaxada?
Há pessoas capazes de relaxar em vez de fritar – esfriar a todo instante para não precisar esfriar depois. E assim conseguem aguentar ainda mais calor, esquentar ainda mais o momento. (...)

4. Quem manda nessa bunda

Link YouTube | O comediante norte-americano Louis CK (bem diferente dos nossos, que fazem piada sobre estupro) fala sobre essas estranhas pessoas que não entendem que “no means no”

Para uns, gesto que nasce do tesão; para outros, agressão. Uma leitora anônima nos conta como se sente ofendida quando alguém lhe dá um tapa na bunda.

(...) E há mulheres que gemem quando levam um tapa na bunda. Inclusive há mulheres que gemem sem fingir. Que esperam por um tapa. Que imploram por um tapa. Somos mais de três bilhões. Há mulher de tudo quanto é jeito. Inclusive mulher que não gosta de levar tapa na bunda.
Então, quando levo o primeiro tapa na bunda, eu não me sinto agredida, pois não espero que o cara adivinhe minhas vontades e preferências. Mas faço questão de deixar claro e explícito: se me bater de novo, baterei nele de volta. (...)

5. Lições de paternidade escritas em linhas tortas

Para celebrar o Dia dos Pais, o pessoal do QG e eu fizemos um compilado de lições aprendidas na marra.

(...) “Eu tinha 10 anos quando minha família descobriu que meu pai tinha outra família. Uma mulher com duas filhas. Meu pai estava quase para adotar as meninas. Foi um caos. Uma noite, ele me chamou para dar uma volta de carro na rua. Mais que isso, faz com que os filhos cresçam mais.

— Meu filho, pais fazem cagadas.
Ele me explicou que os pais não são heróis. Que erram. Isso foi importante. Hoje eu vejo muitos pais que temem traumatizar os filhos e, por isso, os mimam. Eles não percebem que os filhos não deixarão de amá-los se fizerem alguma merda.” (...)

6. Tipos de sedução que atraem as mulheres

A talentosa e tatuada Bel falou sobre os modos que todo homem deve ter para encantar o mulherio.

(...) É interessante como algumas mulheres associam “homens sedutores” àqueles cachorros dissimulados e mentirosos, que possuem palavras doces e intenções meramente fornicatórias.
Eu discordo de tal visão com veemência. Esse tipo de macho que fala mundos e fundos, te dá o sol, te dá o mar pra ganhar seu coração e te chama de “meu meteoro da paixão” para simplesmente pegar uma menina é só mais um mau-caráter, e não sedutor.
A sedução masculina é outra coisa. É algo tão ímpar que é difícil haver um consenso entre as mulheres (nós nunca entramos em consenso, mesmo). Ao passo que, sendo mulher, é muito fácil atrair a atenção masculina “academia três vezes por semana”. (...)

7. O ápice de ser estiloso

America's Next Top Model

Jader Pires, que nas horas vagas é consultor do programa , elencou homens e mulheres que conseguem manter o estilo em qualquer situação.

De acordo com uma nota do Ministério da Verdade, digo, do Wikipedia, Cool é “algo considerado legal. É um admirado estético de atitude, comportamento, aparência e estilo, influenciado por um produto e pelo Zeitgeist. Por causa das conotações variadas e mudança de o que é cool, bem como a sua natureza subjetiva, a palavra não tem significado único. Tem associações de compostura, auto-controle e muitas vezes é usado como uma expressão de admiração ou aprovação. Apesar de geralmente considerado como gíria, é amplamente utilizado entre os diferentes grupos sociais, e tem durado no uso pelas gerações”.
Cool, huh?
O termo pode variar os seus diversos significados, passar por transformações de tempos em tempos, seguir tendências para poder ditá-las e, com certeza haverá muita gente passando por todas essas mutações para sempre estar na patota mais cool da cidade. Acho justo. (...)

8. Os males da sinceridade

Eu me aventurei a esboçar como ser sincero o tempo todo pode ser prejudicial à vida.

Sejamos honestos: a gente não consegue ser honesto todo o tempo. A mentira faz parte do ciclo de vida do ser humano – a gente nasce, cresce, mente durante o crescimento para poder ir às baladas, mente para tentar se reproduzir, se reproduz, mente sobre o estado de saúde para o médico e morre.
Não é exagero, leitor. E se você disser que estou panfletando o apocalipse e quero transformar a sinceridade em uma de suas bestas estará mentindo para si mesmo. A verdade é que exigimos honestidade e não imaginamos que:
1) não conseguimos lidar com ela, e
2) não conseguimos sustentá-la todo o tempo. (...)

9. Ruivas. Quem curte?

Rodrigo Cambiaghi fez uma singela declaração de amor às ruivas. Ou seria apenas um delicioso compilado de fotos de gostosas de cabelos cor de fogo?

Trata-se de uma espécie em extinção. Ruivas representam apenas 2% da população mundial, sendo que a maior parte se encontra no Reino Unido e na Irlanda. Portanto, se as mulheres vão acabar, com certeza as ruivas serão as primeiras da lista.
Histórias, estatísticas e lendas a parte, em homenagem aos nossos leitores que apreciam esses belíssimos seres de cabelos (e outros pêlos) vermelhos, fizemos uma seleção das melhores fotos das ruivas que estrelaram o Apimentadas.

10. Curtir, trepar, amar: uma pesquisa sobre o Facebook

Neste texto, Ian Black falou um pouco sobre a conquista na era das redes sociais e convidou os leitores a participarem de uma pesquisa sobre o assunto.

Há quase quatro anos eu fiz uma mini palestra falando sobre técnicas de blogagem pra comer mulher. Na época, os principais meios para isso eram, além do já citado blog, o MSN e o Orkut – onde eu conheci minha esposa, com quem já sou casado desde 2007. Em 2008 escrevi um post sobre como usar o Twitter para determinados fins. Confesso que nunca usei a ferramenta para isso, mas a lógica me parecia muito clara e, dada as instruções, eis que recebo no meu e-mail mensagem de um amigo dizendo que havia testado as tais dicas com sucesso.
Bem, o tempo passou e as ferramentas se multiplicaram – e acredito a atividade sexual de muitos também. Entender como a tecnologia desempenha papel fundamental na arte da conquista é o meu principal objetivo profissional neste momento. (...)

A ESCOLHA DO EDITOR

Esse tal João Sorrisão

Achei espetacular e contundente a forma como Fred Fagundes (que, dizem as más línguas, já foi massagista de times da série C e recebia o salário em sistema de permuta) abordou essa irritante mania de transformar o futebol em galhofa. Quer vai? Vai pro circo, porra! Sem dúvida, o artigo vale a leitura.

(...) Pois hoje o Globo Esporte entrou para a grade de programas de humor da TV Globo. Carlos Henrique Schroder e Luiz Fernando Lima, diretores do programa, descobriram no apresentador Tiago Leifert um carisma que vai além do fã do esporte. Ele agrada até quem não gosta de futebol. Leifert tem o senso de humor de um repórter do CQC. Não é genial, mas também não é imbecil. E isso faz com que o brasileiro goste de Leifert sem o peso na consciência de gostar de Zorra Total.
Esse modo engraçadinho como a TV Globo vem tratando o futebol pode ser observado no Fantástico. Tadeu Schmidt, aliado à audiência do quadro, leva 20 minutos para mostrar os gols. Aquele que sempre foi o momento mais esperado do Fantástico tornou-se o mais irritante. E a enorme diferença entre Schmidt e Leifert é que o irmão do Oscar não tem graça nenhuma. (...)

publicado em 05 de Setembro de 2011, 14:40
File

Rodolfo Viana

É jornalista. Torce para o Marília Atlético Clube. Gosta quando tira a carta “Conquiste 24 territórios à sua escolha, com pelo menos dois exércitos em cada”. Curte tocar Kenny G fazendo sons com a boca. Já fez brotar um pé de feijão de um pote com algodão. Tem 1,75 de miopia. Bebe para passar o tempo. [Twitter | Facebook]


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