Uma joelhada na cara da preguiça

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Ano novo, vida nova. bla bla bla... Poderia fácil ser essa a história de minha vontade em retomar a prática de artes marciais.

Porém, aquela velha máxima de que somos a média das pessoas com quem convivemos segue verdadeira. E no final de 2011 comecei a me influenciar mais por leituras e papos com o Alberto Brandão. Além de ser nosso editor de artes marciais, o convidamos para orientar o pessoal da Cabana PdH dentro do espaço Corpo São, por um mês - se não tem a menor ideia do que é a Cabana, clique aqui.

Por lá, manifestei meu desejo em me tornar um lutador e corredor de aventura em 2012. Não lutador profissional, apenas um praticamente dedicado. Valorizo o treino físico e mental envolvido no combate.

No final de 2011 fiz um treino de Muay Thai numa academia aqui perto. Era um lugar claustrofóbico, com uma janela, um ventilador e abafado demais. Parecia um sweat shop. Não gostei e nem senti firmeza no professor.

Corta pra 2012, às 6h15am.

Acordei com uma ligação do Fred Mattos.

E aí, acordado pra nossa aula?

O Fred racha um apê comigo e nós dois resolvemos nos puxar pra começar no Muay Thai. O Rodolfo Viana nos indicou uma boa academia aqui em Perdizes, a Fight Club. E eu pensei, "puta merda, tô com maior sono, vou adiar pra começar quarta", mas respondi:

Err... (roncada) claro. Vamos nessa.

E lá foram os dois mosqueteiros. A aula foi das 7am até às 8h30am. Treino puxado, bem gostoso. O professor era bastante superior, nos deu vários conselhos técnicos e acompanhou de perto nossa movimentação. Ao final, quando já estávamos exaustos, com a camiseta suada até a alma, veio o último desafio. Uma série de flexões descrescente:


  • 10 flexões

  • sustenta no topo por 10 segundos

  • 9 flexões

  • sustenta no topo por 10 segundos

  • 8 flexões

  • sustenta no topo por 10 segundos

  • ...

  • até chegar em uma flexão e encerrar

Eu estou sem malhar com regularidade desde novembro, longe da boa forma. Na hora em que escutei as instruções, me lembrei imediatamente do desafio das 3800 flexões feito pelo Alberto e por seu amigo Thiago Lima. Pensei, "se aqueles fdps fazem 3800, eu preciso no mínimo dar conta dessa série safada de 55. Não vou desistir nem fodendo."

Todos na turma pararam em algum momento para trocar de posição ou colocar os joelhos no chão. Eu não, malandro. Pode ser a euforia de um iniciante falando, mas me senti satisfeito pacas ao final, vendo a poça de suor abaixo de minha cabeça.

Pós-aula, camiseta encharda, canelas ardendo. Quando tem mais?

Na volta, eu e Fred batemos uma vitamina com sanduba de peito de peru e queijo branco. Cheguei no QG disposto como há tempos não chegava. É isso aí, mais um ano que vai ser exatamente como os outros. Construído por cada uma de nossas escolhas e ações, dia a dia. Só, nada de conto de fadas.

Alberto e Thiago, fica meu grande abraço pela inspiração! Aguardem, no próximo relato já vou estar de luvas.


publicado em 09 de Janeiro de 2012, 12:14
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Guilherme Nascimento Valadares

Editor-chefe do PapodeHomem, co-fundador d'o lugar. Membro do Comitê #ElesporElas, da ONU Mulheres. Professor do programa CEB (Cultivating Emotional Balance). Oferece cursos de equilíbrio emocional e escreve pequenas ficções no Instagram.


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