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E se eu quiser mesmo mudar meus hábitos? ou Por que vivo sem carne #3

Para saber mais sobre a rotina e as sacadas de quem reduziu ou abriu mão da carne no dia-a-dia

Meus caros e minhas caras,

Depois de discutir alguns danos individuais e uns muitos prejuízos ambientais, eis que chegamos ao último texto desta série.

Objetivo: dicas práticas. Algumas ideias de percurso àqueles que optaram por reduzir/limar a carne (e, talvez, otras cositas más) do cardápio.

À elas!

O que está ao meu alcance?

Mudar os seus conceitos:

“Mas temos caninos!”, “Vou morrer de inanição!”, “Nunca conseguiria viver de alface!”. Fabio responde. Ah, Eliana também (inclusive muito do que apareceu nos comentários dos últimos textos).

Reduzir

Você consegue tirar a mortadela do sanduba, a carne moída do molho sugo, a picanha do x-salada. Dá pra pedir a mandioca frita ao invés do torresmo, trocar o churrasco pela pizzada nem que sejam algumas vezes na semana. Sua saúde, o planeta e os animais agradecem.

Aliás, já ouviu falar no flexitarianismo? Já que adoramos colocar rótulo em tudo, o flexitariano é alguém que, podendo escolher, escolhe não comer carne. Mas se a oportunidade surge e não há alternativa, ela entra sem maiores questões existenciais. Saiba mais aqui.

Você conhece a Segunda Sem Carne?

Trata-se de um projeto auto-explicativo. De lambuja, lá embaixo ainda tem a lista dos meus restaurantes veggies favoritos em Sampa. Para os que não são da terra da garoa, fica a dica do Happy Cow, um site que compila restaurantes veggies do mundo inteiro. Também vale cozinhar!

Ler e Assistir

Vale a pena.

Acima de tudo, respeitar!

A decisão do seu amigo, a si mesmo, ao seu corpo, sua integridade física. Os animais, mesmo se optar por consumi-los – o importante é interessar-se e entender o que aconteceu com cada bicho que chegou no seu prato. Respeitar o meio-ambiente.

Coloque na balança a sustentabilidade versus o prazer de uma refeição, e saiba quando vale a pena e quando é supérfluo.

Quero virar vegetariano(a). Como faço?

Ninguém – ou quase ninguém – deixa de comer carne porque não gosta de carne. Conheço alguns pouquíssimos casos de gente que começou a sentir nojo de um dia para o outro ou que nunca se entendeu muito bem com o gosto e textura, mas essas individualidades são quase lenda no reino humano.

A esmagadora maioria dos vegetarianos e veganos adere a essa filosofia de vida por questões éticas. Quer seja em relação ao meio-ambiente, aos animais, ao futuro da raça humana, enfim, é uma questão de consciência, e não de gosto. É a mesma coisa que deixar de consumir álcool ou aderir à monogamia, meu caro. Há vantagens e desvantagens, mas de alguma forma você entende que aquela é a decisão certa para você (e não para os outros!).

Ou seja, quando me perguntam se eu não sinto falta de carne, a resposta é: claro que sim. Principalmente estrogonofe, almôndegas e o gênero mais trash do reino – salsichas.

Angélica sabe do que estou falando

Eu ainda demorei anos para largar o peixe por causa da comida japonesa, que eu tanto amo. Mas hoje as minhas convicções ultrapassam o prazer de um deslize. É uma escolha, e não uma mudança de personalidade.

Vamos então ao passo a passo. Para você que precisava de um empurrãozinho, ou que nem pensava nisso, mas agora até consideraria a possibilidade. Para você que jamais largará a carne, mas quer tentar reduzir e vai ter de lidar com as mesmas questões:

Abandonar de uma vez por todas o preconceito é o primeiro passo

Você não vai ser menos homem por não comer carne. E prepare-se para aguentar toda sorte de intromissão, por parte de terceiros, no seu sistema digestivo. É impressionante como as pessoas conseguem ficar agressivas quando você começa a fazer algo diferente do resto. Nunca entendi se elas se sentem ameaçadas, insultadas ou simplesmente a fim de troglodices. De qualquer forma, dá pra encarar isso como uma forma de crescimento pessoal.

Curiosidade é a chave do negócio

Você vai começar a trilhar um caminho que exige leitura de rótulos, obtenção de informações, conhecimentos, dados e porcentagens. A maior parte disso pode ser encontrada na internet. Mas a parte mais importante não: você vai ter que aprender a cozinhar. Nem que sejam uns quatro, cinco pratos versáteis, práticos e rápidos. Vou dar dicas, calma.

Escolha o seu ritmo

Isso é muito importante. Tem gente que acorda um dia e decide, de repente, virar vegano. E consegue. Tem gente que demora anos, décadas. Tem gente que corta primeiro a carne de porco, depois a carne de vaca, depois o frango, por último o peixe (amantes de comida japonesa, essa é a parte mais tensa) e, dependendo do seu caso, o ovo e o leite também entram na lista. Tenha em mente que a escolha é sua, o caminho é seu, e você escolhe como e quando deve trilhá-lo.

E quais as diferenças entre os vegetarianos?

Entenda as diferentes modalidades de vegetarianismo, porque aqui o preciosismo terminológico foi pras cucuias.

Ovo-lacto-vegetariano

Também chamado “ovo-lacto”, consome ovos, leite e derivados. Ou seja, é o que se convencionou chamar de “vegetariano” hoje em dia, para facilitar (e não assustar. Imagina só você chegando na sua sogra e falando “prazer, sogrinha, virei ovo-lacto-vegetariano”? É capaz de ela mandar você fazer um exame de DSTs.);

Lacto-vegetariano

Abandonou os ovos e ficou só com o leite e derivados. Acredite, se você chegou nesse ponto, para o vegetarianismo for real é um pulinho, já que ovo é uma das coisas mais abundantes na vida do brasileiro (bolo da vovó, pinceladas em tortas e pães, pudins, sorvete, milanesa, etc);

Vegetariano yes-ovo-no-leite

Porque fica muito feio falar “ovo-vegetariano”. Tenho uns amigos com intolerância à lactose que se encaixam nesse grupo. Basicamente, seu problema no bolo da vovó, nas tortas, nos pães, nos pudins e no sorvete não é o ovo, e sim o leite;

Vegetariano stricto sensu

Alguns chamam “vegetariano estrito” ou “vegetariano puro”.

É o vegetariano-vegetariano, aquele que não consome nenhum produto de origem animal, incluindo aí ovos, leite e derivados, mel, e gelatina (feita de ossinhos moídos, para quem não sabia). “Mas, Nicole, eu sempre achei que esse fosse o vegano!” Pois agora acha diferente. Eu entendo a necessidade da terminologia “trocada”, mas ela realmente gera alguma confusão. Principalmente porque o...

Vegano

É aquele que tem uma postura ativista em relação ao consumo de produtos animais – e essa postura extrapola o campo da alimentação.

Isso significa que o vegano não apenas não consome produto algum de origem animal (como o vegetariano stricto sensu), como também não compra roupas, cosméticos, remédios, produtos de higiene pessoal, sapatos, vitaminas, dentre outros, que (i) contenham traços de produtos de origem animal; e (ii) tenham sido testados em animais.

Há ainda o boicote a empresas que sabidamente desrespeitam animais e os seus direitos. Ou seja, nada de lã, couro, peles, seda, Unilever (que é dona de praticamente tudo), 3M, Nivea, Marlboro... bem-vindo à vida de um ativista.

Hora de fazer compras

Se alguém faz as compras para você quando você opta pelo vegetarianismo, a chance de desistência nos primeiros dias é enorme. É essencial entender que a escolha é sua, e que ninguém tem a obrigação de mudar um estilo de vida por sua causa.

Ou seja, prepare-se para ler rótulos, pesquisar preços e conhecer supermercados com opções vegetarianas. Algumas dicas:

Zona cerealista

É o primo pobre do Mercadão (aquele que você ia só para comer o sanduíche de mortadela), fica bem ali do lado e os preços são inacreditáveis. Onde mais conseguir um quilo de granola por R$7? Ou o quilo de chia por menos de R$4?

Recomendo dois lugares: o Cerealista Arroz Integral, meio fubanga e sempre tem fila, mas os preços são imbatíveis. Vá com tempo e, enquanto espera sua senha ser chamada, faça um reconhecimento do território e dos produtos que vão começar a entrar na sua dieta.

O Armazém São Vito: mais careirinho, mas o atendimento é impecável e a apresentação dos produtos é melhor (fica colado ao Arroz Integral).

Parece que agora tem até um site da Zona Cerealista com entrega para todo o Brasil. Dei uma olhada nos preços e, basicamente, é o dobro do que você pagaria in loco. Ir até lá é uma aventura, mas compensa.

A feira pode ser sua melhor amiga

É lá que você encontrará o recheio semanal para a sua geladeira: produtos da época, (bem) mais baratos que no supermercado, e com menos agrotóxicos.

O plus: fazer feira é uma experiência que engrandece a alma – ainda existe uma lógica de confiança, proximidade e pessoalidade que não é possível em outros espaços da cidade grande (ah, para quem nunca foi, perto do fim da feira – geralmente depois do almoço – os preços costumam cair).

Aqui uma lista com todas as feiras livres de São Paulo.

Ler rótulos é um pré-requisito

Os ingredientes são listados por ordem de concentração no alimento, ou seja, se o primeiro ingrediente é açúcar, melhor passar longe. “Gordura vegetal hidrogenada” = gordura trans. Longe. Lembre-se: nem tudo que é vegetariano é saudável. O que nos leva à próxima dica.

Sempre bom priorizar alimentos in natura em detrimento dos industrializados

Não só por uma questão de economia (um quilo de beterraba é infinitamente mais barato do que a mesma quantidade de salsicha de soja), mas também por uma questão de processamento. Quanto mais industrializado, mais aditivos (conservantes, emulsificantes, etc.) e menos minerais e vitaminas;

Cuidado pra não exagerar no consumo de um alimento

Quem nunca? Pela facilidade ou pelo desconhecimento de alternativas, acabamos priorizando algumas escolhas. Mas variedade é a chave para (quase) tudo na vida, meu caro. Nada de viver só de macarrão, pão com queijo ou hambúrguer vegetal.

Aprendendo a cozinhar

Próximo passo: intimidade com a cozinha.

Eu, honestamente, só fui cortar uma cebola pela primeira vez na vida quando virei vegetariana. Até então, eu tinha sido agraciada com terceiros preparando meu bife e minha batata-frita. Daquele dia em diante, eu, que nunca tinha posto um brócolis na boca e achava que comer pepino e tomate já tava bom demais, descobri um mundo inteiramente novo que, antes, tinha ficado obscurecido pelo protagonismo da carne no meu prato.

Você pode trocar a preguiça pela barriga no fogão, por exemplo

Prepare-se para adentrar um universo de sabores, comidas étnicas, temperos e possibilidades. Suas papilas gustativas nunca mais serão as mesmas!

Uma leitura que eu recomendo fortemente, com receitas extremamente acessíveis, baratas, fáceis e rápidas, é o Papacapim (não, não há receita de capim por lá). Tem também o Cantinho Vegetariano, super completo, com receitas para todas as modalidades de vegetarianismo.

Recomendo que você incorpore ao seu repertório pelo menos estas:

  1. Hummus. A melhor invenção depois da cueca boxer. Serve para passar no pão, acrescentar na polenta, no purê de batatas, como recheio de tortas e sanduíches, o céu é o limite. Como tahine – o molho de gergelim – é meio caro, eu costumo fazer sem. Há uma diferença no sabor, claro, mas eu peso no alho para compensar. Fica infinitamente melhor nos dias seguintes;

  2. Uma massa nutritiva (que comporte, além do macarrão, legumes e grãos). Para aprender a cozinhar macarrão, dê uma lida aqui;

  3. Um gratinado de batatas (mistura tudo, bota no forno, vai tomar banho e tá pronto);

  4. Algo que seja rápido, saboroso e perfeito para impressionar, como uma polenta de milho fresco;

  5. O acompanhamento perfeito para o seu arroz (se você não sabe fazer arroz, o PapodeHomem ensina);

  6. Pelo menos uma receita de risoto, a melhor comida de desespero que há: metida a besta, chiquetosa e super rápida de fazer.

O congelador pode ser seu amigo de todas as horas: um bom estoque no freezer é a chave para a praticidade e rapidez na cozinha. Por exemplo, dá pra cozinhar um quilo de lentilha e guardar em porções individuais, ou fazer uma torta e guardar os pedaços. Assim, não apenas você inclui variedade no cardápio, como dribla a falta de vontade de cozinhar para uma pessoa só.

E para comer fora?

Por incrível que pareça, eu nunca tive esse problema em lugar algum – de chegar em um estabelecimento e não ter o que comer. De qualquer forma, deixo-vos três excelentes estratégias para ir a restaurantes.

Primeiro, checo se o restaurante tem um cardápio online. Isso sempre poupa tempo, porque eu já vejo quais as opções vegetarianas do cardápio e quais poderiam ser adaptadas. O que nos leva ao segundo ponto: aprender a perguntar e sugerir adaptações.

Eu adoro comida coreana (o meu preferido em SP é o Korea House, na Liberdade), mas o Bibimbap (prato sucesso, recomendo) vem com carne e um ovo que termina de fritar na mesa. Pois na minha primeira vez lá eu perguntei timidamente à garçonete se tudo bem trocar a carne e o ovo por mais legumes. E voi-là, comida adaptada.

Às vezes não dá, é verdade, mas minha dica é: uma vez in loco, olhe o cardápio, selecione as preparações que não sejam estreladas pela carne (não vai adiantar vegetarianizar um T-Bone) e pergunte.

Na pior das hipóteses, sempre tem uma salada. Ou entradinhas. Aí estão as seções do menu que geralmente terão algo para você: mandioca frita, salada grega, caponata de berinjela... tenha fé. E lembre-se que saídas são um evento social, e não necessariamente um evento gastronômico. O negócio é aproveitar os amigos e, quando quiser uma experiência gustativa, escolher um restaurante que comporte seus hábitos, como um desses daqui, se você for de São Paulo:

  1. Casa Jaya, meu all-times-favorite. Comida boa, orgânica, preço sucesso e em hipótese alguma deixe o local sem experimentar o bolo de chocolate. Vegano. Menos de R$30.
     
  2. Nutrisom, onde eu sempre levo meus amigos onívoros. A comida é incrível, o lugar é super agradável e o buffet de sobremesas (sen-sa-cio-nais) é à vontade. Reserve espaço no bucho para os sorvetes caseiros. Ovo-lacto. Menos de R$30.
     
  3. Prime Dog. Para quem volta da balada na larica. Tem chapas diferentes para os lanches veggies e para os lanches com carne (para você, telespectador, que cansou de sentir gosto de chuleta no seu queijo branco).
     
  4. Stuzzi. Sorvete sucesso, cremosão, sabores incríveis. Não usa ovos nem leite animal (bom para quem é intolerante à lactose). O tamanho médio com três sabores custa R$12. Recomendo fortemente o de pistache.
     
  5. Barão Natural. Baratotal, com unidades espalhadas entre centro, Pinheiros e Tatuapé. Às segundas (olha aí, adeptos da Segunda Sem Carne!) a unidade do centro faz algum milagre obscuro e o buffet de saladas e pratos quentes sai por R$9,90!. Minha unidade preferida é a da R. Mateus Grou, que funciona no esquema buffet de salada + um entre dois pratos quentes. Atendimento nota dez! Vegano. Também tem delivery de pizza (unidades centro e Tatuapé).
     
  6. Gopala Madhava. Simplesmente o melhor indiano de São Paulo. E, de longe, o melhor custo-benefício. Lacto-vegetariano. Menos de R$30.
     
  7. Apfel. Só conheço a filial do centro, perto do metrô República. Rola uma muvuquinha, mas a comida é honesta (eu acho um pouco pesada – prepare-se para sair satisfeito) e o buffet de sobremesas é à vontade. Ovo-lacto. Deve estar na faixa dos R$30.
     
  8. Vegetariano Family. Minha salvação nos tempos da faculdade. Por quilo honesto, com comida fresca e feita com carinho. Os pãezinhos recheados são incríveis. Ovo-lacto. Menos de R$20.
     
  9. Bio Alternativa. Preço mais salgado, mas a qualidade e frescor compensam. A unidade da Alameda Santos funciona no esquema por quilo agora, então prefiro a unidade da Maranhão. Ovo-lacto. Faixa dos R$40.

E ainda tem a listinha do Hypeness para complementar a minha.

Aniversário ou ocasião gastronômica na casa de alguém? Eu aviso a pessoa antes que sou vegetariana. Se o cardápio que ela estiver planejando não me incluir, pergunto se tudo bem levar algo que eu possa comer. Algumas pessoas recomendam que você coma antes de sair de casa, mas eu acho isso triste – você fatalmente será o esquisitão que ficará a ver navios quando todo mundo começar a se servir. Aliás, quer ocasião melhor para mostrar como a culinária vegetariana pode ser gostosa e variada? Quiches, lasanhas, tortas, risotos e massas costumam ser opções que impressionam e variam de pouca-ou-nenhuma-habilidade-com-as-panelas a masterchef-veggie. Dá pra fazer algo para si e, de quebra, contribuir com a ocasião.

Ah, e vale ter em mente as culinárias mais veggie-friendly que existem: indiana, árabe, chinesa, japonesa, coreana e thai.

Mas... vegetariano come o quê?

As menos veggie-friendly? Francesa, de longe. A França tem até uma lei que proíbe merendas (fornecidas pela escola) vegetarianas. A brasileira também não é bolinho. Agora deram de colocar linguiça até no feijão, minha gente. Só quem é vegetariano sabe como isso é frustrante.

Bonus track: como sobreviver ao churrasco?

Levando algo para você + aprendendo a fazer drinks e coquetéis. Vale dar uma de barman durante o churrasco inteiro, embebedar todo mundo e ninguém vai nem perceber que você não come carne.

Se isso não for uma opção, sempre dá pra ficar de pé, com uma cerveja na mão, socializando (já que é uma ocasião social, né?). Quanto te oferecerem qualquer coisa, é só responder com um “ah, valeu, mais tarde”. Se você começar a explicar suas razões, são grandes as chances de uma rodinha se formar ao seu redor, com todo tipo de chatice sendo ampliada pela cerveja.

Concluindo…

Essencial é prezar pela convivência. Como eu já comentei, a depender do nível de chatice das pessoas na sua vida, não vai ser fácil. Mas o mesmo vale para você, caro vegetariano. Não tente convencer deus e o mundo que você é superior aos outros por causa da sua escolha. Isso só gerará ressentimento e, normalmente, termina por afastar mais ainda a galera do vegetarianismo.

Três semanas, três textos, zé fini! Agradeço a todos os leitores e leitoras, aos comentários e sugestões e, principalmente, à existência deste espaço de troca e debate. Espero que a série tenha despertado fagulhas em alguns de vocês e reforçado decisões em tantos outros e que saiamos daqui tendo em mente, sempre, que comer é um ato político.

Pra ler mais da série Por que vivo sem carne:

Seu churrasco e seu bife são mais prejudiciais do que você imagina ou Por que vivo sem carne #1

A cara feia da destruição ambiental ou Por que vivo sem carne #2

 


publicado em 16 de Fevereiro de 2016, 13:00
Lattes

Nicole Fobe

Por um erro de cálculo, formou-se em Direito. Agora luta para abandoná-lo. Enquanto as circunstâncias não permitem, dá umas aulas, escreve uns artigos e tenta concluir uma dissertação. Seus vícios incluem ler Drummond, ouvir o silêncio e procrastinar até o pânico bater.


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