American Nights x Noitadas Brasileiras

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O papo aqui é de homem, e homem conversa é sobre mulher, bebida e noitada - futebol por enquanto não.

Englobando os três assuntos, durante minha recente passagem pela terra do Tio Sam, mais precisamente nas cidades californianas de San Francisco e Los Angeles, tive um verdadeiro choque de cultura.

Não sei se é porque estou acostumado com o padrão brasileiro de entretenimento noturno, ou porque no fundo aqui é muito melhor. Mas o fato é que a meu ver o brasileiro tem condições melhores de se divertir numa noitada. Vamos ao Guia da Noitada Americana.

Bob Esponja

Bob Esponja tentando faturar uma gatinha na calçada da fama.

1 – A manguaça

Inúmeros pontos contra os yankees pinguços.

Primeiramente, eles não têm caipirinha, apesar de, num bar típico, contarem com mais opções de cervejas e drinks. Porém, pra começar, uma cerveja num nightclub normal americano custa em média 6 dólares. Isso mesmo, aquela garrafinha vagabunda de Budweiser que você compra no Carrefour sai por 6 dólares, ou seja, 12 reais.

Com 12 reais aqui no Brasil, exageros à parte, eu entro em coma alcoólico. Era um verdadeiro estímulo à sobriedade. Nem quis olhar o preço de outros drinks. E nós reclamamos ao pagar 4 reais numa cerva na boate, olha só!

Outro detalhe interessante quanto à manguaça. As leis de trânsito lá são sérias. Dirigir de porre, atividade na qual tenho vasta experiência (só bati de carro sóbrio – a Papo de Homem não recomenda tal prática, é por minha conta e risco), se te pegam lá é cana na certa, e multa pesada pra acompanhar. Aqui você ainda consegue se entender com o guarda.

Mais uma característica da noitada americana. Simplesmente não há tempo para ficar louco. Já, já retorno a esse assunto.

2 – Os bares e nightclubs

Ruby Skye - San Francisco
Ruby Skye, lotadaço

Uma coisa que me chamou a atenção nos EUA foi o baixo preço para freqüentar bons nightclubs. O melhor de San Francisco, chamado Ruby Skye, tem entrada a 10 dólares. Prestem atenção, porque eu disse O MELHOR. Em outros lugares, nem entrada você paga. Vai tentar fazer uma noitada no Rio ou em São Paulo por 20 reais? Sem chance.

O sistema de pagamento americano também é mais inteligente. Consumiu? Paga na hora, não tem essa coisa chata de comanda, cartão, etc... O único inconveniente é a dificuldade para usar seu cartão de crédito, mas para tudo tem um jeito. Isso no final evita a famosa fila para pagar ou aquele transtorno de você ter perdido seu cartão/comanda e pagar uma baba.

Assim que você entra no nightclub, recebe um carimbo na mão. Isso te permite sair e retornar. Porque os americanos têm a cultura do bouncing, que é literalmente, ficar quicando de local em local durante a noitada.

Atendimento também é muito melhor nos EUA. Os leões-de-chácara lá, chamados bouncers, não são elementos de baixa classe parrudos e prontos para meter a porrada em qualquer um como os daqui. São extremamente simpáticos e atenciosos. Também os promoters o são. Já vi muito promoter brasileiro esnobando. Eu estava no Saddle Ranch, na Sunset Strip em Los Angeles, fora do bar, esperando meus amigos, quando o promoter veio perguntar se eu precisava de algo, todo solícito. Essa os yankees levam.

Garçonetes também são outro capítulo à parte. Elas flertam com você (de olho na gorjeta, claro), além de algumas serem lindas. Houve uma situação engraçada, também no Saddle Ranch: pedi uma cerveja a uma garçonete chamada Caroline, e quando ela trouxe, paguei com uma nota de 20 (era 6,50). Ela olha pra mim, com aquele rostinho de menina apaixonada, linda, lourinha, olhos verdes, rindo e me diz :

“Não estou conseguindo fazer conta”.

Olha que danadinha, eu entendi como “Me dá uma gorjeta”. Não fosse essa a situação, juraria que ela me dava mole. Pedi 13 dólares de troco, acho que ela precisa desses 50 cents mais do que eu, e eu também sou um cara fácil. Ela era linda!

Já o jeitinho brasileiro para entrar num local desses também existe, só que custa mais. Cheguei atrasado num lounge classudo de Los Angeles, o Skybar, que fica dentro de um hotel, e depois das 8:30, só se entra com nome na lista de convidados. Meus amigos vieram me avisar (eu não sabia), mas já era tarde. Fomos para a outra entrada, e um dos americanos que estavam conosco deu uma conversa no promoter. Entramos. Depois soube que o cara deixou nada mais nada menos que 100 dólares na mão do promoter. Realmente ali me senti importante. Eu não faria isso por um gringo aqui. 200 paus? Tá doido! Mas ele era rico.

O ponto mais fraco da noitada americana é que, dependendo do Estado em que você está, o bar tem hora para parar de vender álcool e para fechar. Entendam “fechar” como colocar todo mundo para fora. É lei, e lei lá é cumprida, ponto final. Inimaginável isso aqui no Brasil. Na Califórnia, o horário é 2 da manhã. Depois disso, todos para a cama.

3 – Seres do sexo feminino

brian
Meu amigo americano Brian e a afegã gatinha

A cultura americana é esquisita. Poucas vezes vi noitadas tão zero a zero como essas que fiz nos Estados Unidos. As mulheres simplesmente não beijam (raras exceções) caras que acabaram de conhecer, ou pelo menos tão rápido como acontece aqui no Brasil.

E não estou falando de mim, falo de todos, você não vê pessoas se pegando, exceção aos namorados. Se o cara for bom de lero, ele consegue tirar a mulher pra sair com ele, quem sabe arrastá-la para o seu apartamento, e aí consgue beijo e algo mais. Em público não rola! Coitadinhos. Conversava com meus amigos e disse como funcionava no Brasil. A reação deles? Meninas, se preparem, porque prometeram uma invasão.

Antes que me perguntem, não, eu não peguei ninguém lá e não tenho vergonha de dizer isso, porque morri lutando, não foi por falta de tentativa, afinal, sou um cara tentador, vivo tentando sempre!

Lembro de duas situações engraçadas. Abordei duas louras em San Francisco, e papo vai, papo vem, fiz um joguinho para ver se elas adivinhavam de onde eu era. Quando disse que era brasileiro, uma delas vira e fala com sotaque:

“Eu falar um pouco português... Com licença, senhor”.

Coisas que só acontecem comigo, toco em português em plena San Francisco.

A outra foi uma louraça de Phoenix, no Arizona, que conheci no Skybar. Ela se chamava Chastity (castidade, em inglês), e quando me disse o nome, eu já vi que não rolaria nada. E não rolou mesmo. Até porque a minha logística era ruim. Eu estava num quarto coletivo num albergue, e motéis nos EUA não tem a mesma finalidade dos daqui, além de não ter alugado carro. Onde consumaria eventual vitória? Ponto para o Brasil, aqui eu sei o que fazer.

Fui para Los Angeles com aquela impressão que todos têm da cidade. Uma terra só de garçonetes maravilhosas, louras peitudas tipo SOS Malibu, celebridades a todo lado. Naaaaada disso.

O Rio de Janeiro não fica devendo em nada a Los Angeles em matéria de mulher gata. Fui à Santa Mônica e Venice, praias em Los Angeles, e não vi nehuma loura gostosa de biquíni, coisa fácil de ver aqui no Rio. Só aquelas branquelas desbundadas e azedas. Nas noitadas, muita maquiagem escondendo as sardas. Sim, havia mulheres bonitas, mas quando conversava com meus companheiros de albergue, percebi que a decepção era geral. Celebridades então, nem vi.

Uma coisa legal das americanas, é que, mesmo em Los Angeles, elas são muito educadas quando te dão o fora. Raramente te esnobam, ou não te respondem. São bem polidas. Muitas brasileiras poderiam aprender com elas. No quesito noitada louca, acho que dá empate. A americana é capaz de dançar sensualmente te provocando, ou então, do nada, sentar no seu colo e começar a te amassar (eu vi isso em San Francisco), mas nós temos as pinguças e claro, as micaretas para contrabalançar.

Já a biodiversidade é ponto forte nos EUA . Você encontra mulher de todo lugar do mundo. Um amigo meu de Michigan “negociava” com uma... afegã ! Orientais então, existem aos baldes, assim como latinas.

E uma última dica para quem for fazer noitada nos EUA, apesar de a cultura não ajudar muito, o mote “brazilians are hot” é verdade pura. Ouvi isso inúmeras vezes, o que me ajudava bastante. Aproveitem nossa fama quente lá, mas por favor aprendam com o meu erro. Fiquem num hotel, aluguem um carro e lembrem de convidá-las para tomar um café antes de ir para o seu quarto. Porque se ela topar, é gol praticamente feito.

No final das contas, pesando prós, contras e noves fora, eu bato no peito e grito: - Eu, sou brasileeeeeiroooo, com muito orgulho, com muito amor !


publicado em 30 de Agosto de 2007, 15:18
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Mauricio Garcia

Flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico e o nosso grande Dr. Health.


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