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Ridículo Manifesto de Insatisfação Social

Ou: Onde a iniciativa privada pode te acertar

Identidades funcionais, ansiedades abissais e universos de relacionamentos superficiais.

Hoje, pela manhã, o Lopes do Financeiro me deu bom dia em inglês. A empresa oferece (frise o verbo oferecer, ela está sempre oferecendo) um curso de idiomas. É barato. Descontam direto do contracheque. É ministrado perto do meu setor. Trinta passos e estou lá. O curso é no horário de almoço. Não inteiramente, claro. Todos precisam almoçar, manter o corpo funcionando. É das 12h às 12h50min. Depois, dez minutos para almoçar e voltar ao trabalho. O refeitório também fica perto. Em menos de oitenta passos saio da minha mesa de trabalho, aprendo o verbo to be, e almoço. Em algum desses oitenta passos que encontro o Lopes do Financeiro, e ele solta um Good morning, my friend!

Comercial, financeiro, jurídico, administrativo, comunicação, marketing, suprimentos, indústria, orçamentos.

Conheço pelo menos uma pessoa de cada setor. Os setores que não conheço, não existem. Diretoria e presidência, por exemplo, são setores que habitam o imaginário, tanto quanto o inconsciente coletivo. O meu ramal e o do vice-presidente são bem parecidos. Descobri isso porque, algumas vezes, quando atendo o telefone — daquela forma cadenciada, falando primeiro o nome da empresa, depois o setor, depois identificando o período do dia (bom dia ou boa tarde) e, por último, meu nome — a pessoa diz que foi engano e desliga. Ou pergunta se não é o ramal do fulano de tal. Alguns até pedem desculpa, mas a maioria só desliga mesmo.

O fulano de tal é o vice-presidente, descobri por acaso qualquer dia desses. Num almoço, alguém deve ter falado. Passei a achar divertido. Então, passei a questionar e anotar quem gostaria de falar com ele quando ocorriam as tais ligações. Tenho um bloco de cinquenta páginas cheio de nomes. Nenhum faz sentido pra mim, mas todos me distraíram das tarefas que deveria estar executando enquanto anotava. Anotava, pedia desculpas por não ter entendido e fazia a pessoa soletrar o sobrenome. Depois desligava. Sim. Isso é diversão. Uma hora ou outra, cheguei a essa série de pontos infelizes, atitudes monótonas e, de certa forma, desesperadoras.

Começo a pensar, então, que minha vinculação com o nó da gravata é eterna. Deitado na cama, indo dormir mais tarde do que deveria, me reviro, penso e repenso para não chegar à conclusão alguma. Só preciso dormir. Amanhã o despertador toca e não acordo. Talvez as coisas sejam tão ou mais fáceis que parecem e eu insisto em romancear, me prendendo de verdade atrás de um nó rotineiro e simples como deve ser a amarração de qualquer gravata.

Durmo. Sonho. Acordo suado. Não lembro do sonho e não tomo banho. Agarro uma gravata.

É fácil: seguro a parte mais fina do pano e jogo a parte grossa por cima, aí puxo de volta por baixo. Um miniburaco se forma e eu enfio o pano grosso por ali, e puxo. E ajeito. E abro o último botão da camisa, e posiciono de maneira correta a parecer que está alinhado. É, ainda assim, uma forma de rebeldia, pois aqueles que supostamente seriam meus iguais saberão diferenciar o meu botão do colarinho, aberto e desalinhado, dos seus fechados, bem passados e alinhadíssimos. Os demais podem sequer notar aquele ínfimo desalinho. As pessoas certas saberão. Quanta rebeldia. Quanto desajuste.

Andreas Vesalius

Sufoca deixar o último botão da camisa aberto. Ideologicamente falando.

Cheguei a esse ponto.

Deito e durmo mais cinco minutos com a gravata já no lugar.

II

Uma senhora vestida de azul traz café às 7h30min, e vem recolher a térmica já vazia às 8h30min. Às vezes acaba o açúcar. Isso a empresa não oferece, mas na última reunião-geral entre chefias, nossa coordenadora garantiu que conversou com a gerente sobre o assunto. A gerente, por sua vez, garantiu que o pedido chegaria ao diretor adjunto da área administrativa. Enquanto não sabemos o rumo administrativo que as coisas vão tomar, continuamos comprando açúcar.

Quando acaba o açúcar, o Rafael, que é secretário da nossa coordenadora, envia um e-mail para todos avisando o valor da contribuição. Ele organiza a vaquinha. Semana passada, dois novos estagiários começaram aqui. Isso diminui meus gastos com açúcar em, aproximadamente, quarenta centavos. E essa foi a melhor notícia do mês.

Quando a senhora que traz o café fica doente ou entra em férias, mandam outra senhora de azul. Quando a segunda senhora de azul também está doente ou em férias, não mandam ninguém. E esses são os dias mais cinzas da vida dos funcionários. Não que o café amenize o cinza dos dias, mas ajuda a passar mais rápido por eles.

Há quem ache improvável que as duas senhoras que trazem café fiquem doentes ou saiam no mesmo período. Talvez seja um ridículo manifesto de insatisfação social: a descrença aos atestados médicos. Ou talvez eles não compreendam mesmo a aura de depressão e o culto aos finais de semana e feriados que pairam nas empresas privadas.

É simples. Os funcionários são treinados para três objetivos: férias, finais de semana e atestados médicos. Na medida certa, claro.

Conheci um cara que teve vinte e oito falsas conjuntivites. Todas extremamente convincentes. Ele coçava o olho até que ficasse vermelho e lacrimejando. Para que nem a chefia nem os médicos desconfiassem. Como ele sempre ia ao atendimento emergencial, nunca era atendido pelo mesmo médico. Vinte e oito falsas conjuntivites atestadas, carimbadas e 28 semanas devidamente remuneradas no contracheque.

A “tia do café”, que é o nome que demos a ela, distendeu o polegar da mão direita. Era o que constava no atestado, e isso é tudo. Ninguém precisa saber que o médico é seu cunhado. Ninguém precisa questionar se ela não poderia fazer o café sem um dos polegares opositores. A empresa aceita. A empresa preza pela saúde do funcionário. Por isso, todos os meses vêm discriminado no contracheque o desconto do plano de saúde. Vale a pena.

Tente assinar um plano de saúde que não empresarial. Custa uma fortuna. A empresa é boa. A empresa oferece o plano e nós oferecemos as doenças para justificar o desconto no contracheque.

Talvez por isso mesmo a empresa possua um grupo de domadores.

Gosto de chama-los assim. Eles criaram a oportunidade de semestralmente ter uma revisão de salário. Só é preciso preencher uma planilha e decidir entre várias características próprias. De forma bem simples.

São três alternativas: bom, regular e excelente.

No fim, é tudo para que você perceba o quanto é regular. Fazendo a média entre assiduidade produção, sou regular. Fazendo a média entre cumprir prazos cordialidade com os colegas, acabo sendo um pouco pior que regular. Não há a opção ruim. Porque muita gente acaba conseguindo atestado para depressão. E esses atestados duram um bom tempo. Aí quem sai perdendo é a empresa. E a empresa não gosta de injustiças. Ela oferece tantas coisas boas.

III

Omelhor da empresa, continuam sendo as pessoas que lá trabalham. O Seu Lima, da fábrica, por exemplo, é uma figura. Trabalha na empresa há mais de vinte anos e, há pelo menos dez, no intervalo do almoço, vende trufas, barras de chocolate e balas variadas que compra no atacado. Vai de setor em setor com uma mala de viagem cheia de doces. Chamamos de Seu Lima porque é um senhor, mas um senhor humilde. Por aqui, o pronome para pessoas mais velhas e humildes é “seu”. Ele me olha e pergunta se vou querer aquela barrinha de chocolate de 100 gramas que custa um real. É claro que sim. Há pelo menos dois anos, todos os dias úteis em que não estou no curso de inglês, almoço e compro essa barrinha de chocolate. Dá três reais por semana. Disseram-me, mas não sei se acredito, que o Seu Lima pagou a faculdade de três filhos vendendo doce de setor em setor.

É engraçado que, mesmo após anos, ele não aprende a falar trufa. Insiste em pronunciar trunfa. E assim, todos nos acostumamos a pedir trunfas em vez de trufas. Semana passada fui comprar uma trufa na padaria a caminho de casa e falei trunfa. A mulher pediu que repetisse duas vezes. Foi na terceira vez, ao apontar na prateleira, que ela entendeu e deu uma risadinha. Aí entendi também. Mas tudo bem.

Os piores dias são aqueles em que acordo irrequieto, em estado de terror e aceitação. Deitado em dois travesseiros, companheiros de quatro horas e meia por dia, penso em uma forma de entender tudo, para talvez conseguir explicar. Penso que talvez precise procurar um psicólogo ou psiquiatra. Penso, logo em seguida, que não há tempo.

Ainda deitado, a analogia que meu cérebro faz vem em forma de cordas douradas e macias; intensamente atraentes. Elas formulam um convite subentendido para que eu me deite sobre elas, e uma vez que isso acontece, começa o jogo de atar. Voam por cima de meu nariz, formando nós e me deixando deslumbrado com a forma suave que fazem isso. Primeiro não entendo e só observo. Depois fico confuso tentando entender, aí sinto um pouco de raiva por não conseguir ver como as cordas estão se movendo atrás de mim. Por fim, a raiva se intensifica. E nessa hora, em um misto de ansiedade e revolta, sem aviso prévio, as cordas começam a apertar meu corpo.

Os olhos começam a sair do lugar. Arregalam-se e ameaçam saltar das órbitas. Adiante, uma forma vai ficando nítida. Consigo distinguir os inúmeros papéis. Por um breve momento consigo tocá-los. São extensas faturas e contas para pagar. Entendo, finalmente, que as cordas apertam toda vez que começo a me mexer com mais força. Fico parado e respiro fundo. Inspiro angústia e expiro a catástrofe de mim mesmo. As cordas relaxam. Já posso respirar. As faturas dobram-se no ar e entram em meu bolso.

IV

O despertador toca outra vez.

É incrível como o corpo nunca se acostuma a dormir apenas quatro horas e meia. O bom disso é que, de vez em quando, o estado de sonolência faz com que o cérebro fique recostado na parede da criatividade. Significa que uma vez no mês, apenas semicerrando os olhos, consigo ver outro mundo. Transito na linha entre consciente e inconsciente. Mas só acontece às vezes. No resto do tempo fico improdutivo e raivoso.

Independente da distância, sempre há um engarrafamento no caminho. E sempre se perde esse tempo num ônibus. De carro, a diferença é que você mesmo quem troca as marchas

Quando comecei a perceber os círculos que meu humor dava, era tarde demais. Quando conversei com os mais próximos sobre isso, descobri que muitos tomavam antidepressivos. Comecei a perceber, em tempo, que dentro da empresa tinha coisas piores.

O Rafael me disse que no callcenter as coisas eram duras. Que eles tinham tempo cronometrado pra usar o banheiro. Parece que pra cada turno de 6h tinham 15 minutos pra as próprias necessidades. Comecei a cronometrar minhas saídas para ir ao banheiro e descobri que ficava mais de uma hora por dia matando tempo. Comecei a cronometrar cada minuto que passava longe do computador, e percebi que trabalhava muito menos do que esperavam de mim.

Aceitei as coisas por um tempo como sendo parte de um plano maior. E nunca fui católico ou coisa parecida. Só optei pela complacência por falta de alternativa. Afinal, eles já tinham me fisgado. Para não ficar aquelas duas horas num ônibus, escolhi comprar um carro. Passava, então, uma hora e quarenta e cinco minutos no longo engarrafamento das sete horas da manhã. Mas precisava chegar antes das oito. Óbvio. Se chegasse oito e dois, teria desconto no contracheque no final do mês. E cada centavo descontado do contracheque, era um centavo a menos pra pagar a prestação do carro.

E eu tinha o smartphone também. Doze vezes no cartão. Logo que lançaram o iPhone 4s fui pra fila. Foi emocionante. Fiquei na fila até umas duas horas da manhã. Era uma quinta-feira. Lembro de pensar que o dia seguinte era sexta, então tudo bem chegar cansado no serviço. Descansaria de noite.

Naquela sexta-feira, às sete da manhã, eu parei num semáforo, pisquei e acabei dormindo. Aí a buzina do carro de trás soou. Cheguei vinte minutos atrasado, pois parei pra tomar um café no caminho. Custou cinco reais e vinte e cinco centavos o café. Me descontaram coisa parecida pelo atraso.

Pelo menos tinha meu celular novo, com acesso às redes sociais, para me manter distraído durante o dia. Foi lindo. Meus olhos pesados ardiam de cansaço. Tinha sol lá fora, mas nossa sala não tinha janelas viradas pra rua.

Nossa vista era para um pequeno jardim interno, bem no centro da empresa, cercado por sua própria estrutura de quatro andares. O sol só chegava ali no horário de almoço. Lembro de ter parado pra tomar sol perto do meio-dia umas duas ou três vezes nos três anos que fiquei na empresa. Aqueles foram bons dias.

Não almoçar ou faltar o inglês era o máximo de quebra de rotina que eu conhecia.

Na avaliação semestral a gerente geral (GG, como gostávamos de chamar) pergunta Como tá o curso de inglês, e eu respondo que tá tudo Just fine. Ela dá uma risada e marca razoável em algum dos campos. Vejo pelo reflexo de seus pequenos óculos recaídos sobre a ponta do nariz gorducho. A GG dá um sorriso e me olha por cima dos óculos. Ergue uma sobrancelha e pergunta se estou satisfeito com a posição que ocupo dentro da empresa. Faço um sinal afirmativo. Penso em fazer uma piada sobre a posição que ocupo na sala — a mesa do canto esquerdo ao fundo — mas lembro que não há um campo nomeado “capacidade de fazer piadas espirituosas” para que ela me avalie como razoável.

Ela deixa para perguntar sobre o incidente por último. Sim, houve um incidente comigo. Assim como quase todos os outros funcionários. O incidente tem nome no relatório semestral, e no semestre passado esse campo estava assinalado como razoável pra mim. Pois não havia opção pior. O incidente tem um nome: proatividade.

V

O wikipedia é simples e direto nessa: a proatividade é o comportamento de antecipação e de responsabilização pelas próprias escolhas e ações frente às situações impostas pelo meio.

Teoricamente, se você tiver proatividade assinalado como bom ou ótimo em seu relatório semestral, indica grandes chances de crescer na empresa. Claro, existem diferentes níveis dentro de um mesmo cargo. Eu, por exemplo, havia passado de Assistente Comercial I para Assistente Comercial II. Eles usam números romanos, mas nunca entendi por quê. Acho que pelo aspecto rebuscado da coisa. Vem no contracheque, embaixo do nome da gente. O Lopes, do Financeiro, era Analista Comercial IV. Mas o Lopes está na empresa há muito tempo. Um dia, no curso de inglês, ele me disse que começou a estudar outras línguas para tentar chegar a Analista Comercial de Exportação I. Que já no primeiro nível pagava o dobro do salário dele.

Perguntei para o Lopes se ele não deveria passar pelo ingrato cargo deAssistente de Exportação I, II, III, IV e V antes. Ele disse que a gerente geral tinha deixado a entender que não, que os chefes poderiam dar um jeito de o transferir pulando essa parte burocrática. Perguntei como ela deixou isso subentendido, e ele disse que só me contaria se eu não contasse pra ninguém. Assenti, mesmo sem ter certeza se valia a pena. Disse que os donos da empresa gostavam dele por conta de um negócio que fechou na quinta-feira passada. Ele parecia empolgado.

Alguns dias meu nível de excitação também era alarmante. Passava uma semana sorumbático e, de repente, acordava bem disposto, serelepe, saltitante. Nesses dias eu ficava ainda mais angustiado. Era como se a falsa felicidade que pulsava dentro de mim fosse apenas um impulso do meu organismo para manter as coisas equilibradas. Para que tudo continuasse bem por mais um tempo. Não sei explicar, mas nos dias em que sorria para tudo e todos, eram os dias em que mais sentia dor.

A dor, entretanto, me motivou a agir. Foi aí que comecei a mandar frases motivacionais por e-mail todos os dias de manhã.

“Perdemos a vida aos poucos. Cada segundo em um lugar indesejado é descontado no recibo gigante da conta com o universo. Aproveitar é a palavra que cabe a cada momento.”

Isso mesmo, contraditório e clichê assim. Mais um ponto miserável ao qual cheguei. Lembro de ter selecionado duas ou quatro pessoas para encaminhar esse e-mail. E lá pela sexta semana enviando as frases, uma dessas pessoas encaminhou para outra. Essa outra pessoa gostou, veio falar comigo e pediu que a incluísse na lista. Inclui. Aconteceu de novo. Acho que foi em um dia que mandei um poema sobre o cerco dos prédios e a ínfima quantia de céu que olhamos procurando liberdade. De autoria própria até.

Revendo esses e-mails hoje, sinto vergonha. Mas meu espirito da época dizia alguma coisa para as pessoas que também estavam naquele ambiente. Quando vi, estava enviando o e-mail para quarenta pessoas, todos os dias de manhã. E dentro de uma empresa grande, num grupo de quarenta pessoas, é claro que vai ter no mínimo uns seis que querem puxar o saco do chefe para subir.

Esses que repassaram meu e-mail para a chefia.

E esse foi o incidente da proatividade.

A chefia não gosta desse tipo de iniciativa porque é dever da chefia incentivar os funcionários. Socializar beira o crime. E quando você passa por cima de sua coordenadora, ela tem o direito de fazer de sua vida o inferno.

Uma hora ou outra você entende que não vale a pena. Desiste, se demite. Ou faz um acordo para que te mandem embora. Receber seguro desemprego por seis meses antes de arrumar um novo trabalho.

E no novo trabalho, um dia você acorda e as coisas continuam sendo as coisas. O cinza do asfalto, que você trilha para chegar lá, entrou na sua mente. E todos os passos são da mesma cor. Nada foge de um círculo infinito.

Porque tudo nessa vida tem um significado, e você descobre o maravilhoso significado dos antidepressivos.

E, de repente, quarenta e seis anos se passaram. Você já pode se aposentar. Então, está tudo bem. A aposentadoria pagará os remédios, penso enquanto o Lopes do Financeiro passa por mim de cabeça baixa, encarando o próprio celular. Não arrisco dar bom dia, prefiro ficar quieto. Ainda nem falei desde que acordei. Talvez a voz saia tremida. Melhor tomar café antes.

Obs.: originalmente publicado no Medium do autor.


publicado em 14 de Fevereiro de 2016, 00:00
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Sergio Trentini

Cursou psicologia, administração e jornalismo. Não terminou nenhuma das três. A última já passou da metade, e essa, jura que vai acabar. Assim como todas as histórias que começa a escrever. Escreve lá no Medium


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