St. Patrick's: amanhã é dia de tomar uma pro santo

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Festejar a vida de um santo não é privilégio do nordeste brasileiro. Incluir o folclore, as lendas locais e encher a cara também não. O irlandês está aí para não me deixar mentir. Amanhã, dia 17 de março é o Dia de São Patrício, popularmente conhecido na língua da rainha como St. Patrick’s Day.

Mas quem é o cara?

Muito se bebe em homenagem ao santo, mas, fora da ilha esmeralda, pouco se sabe da vida dele. São Patrício foi um missionário cristão, nascido no ano de 387 d.C, em Bawen, costa oeste do Reino Unido. Aos 16, foi vendido como prisioneiro escravo para a Irlanda. Após seis anos, retornou à sua terra natal e iniciou sua vida religiosa.

Converteu uma série de pessoas, muitas das quais se tornaram monges. Dizem que o costume de confessar-se em particular com padre, nos moldes que conhecemos hoje, foi invenção dele. Para torná-lo ainda mais carismático, tinha o costume de utilizar o trevo de três folhas como analogia para a santíssima trindade do catolicismo.

As lendas e a história do santo foram transmitidas de geração em geração e espalharam-se pelo mundo com os imigrantes irlandeses, que fugiam da Irlanda por volta de 1940, período em que o país foi assolado pela fome.

De alguma forma (provavelmente a mesma que transformou uma festa em lembrança à Paixão de Cristo nesse bundalelê todo que a gente comemora sempre em fevereiro), a comemoração em nome do santo irlandês se tornou com o passar do tempo nada muito maior do que uma desculpa para se vestir de verde e encher a caveira.

Let the Guinness begin

Já morei na Irlanda e posso dizer: é a data mais aguardada do ano. Talvez a melhor definição da festa seja mesmo “Carnaval Irlandês”. Pequenos blocos desfilam pela rua, todos pintam o rosto e enfeitam-se com fitas verdes. O desfile começa ao meio dia, atravessa a principal avenida da cidade, a querida O’Connel Street, e termina na St. Patrick Cathedral.

Alguém precisa ensinar esses caras como se faz um carnaval

Além do desfile, a programação se estende por 4 dias, com vários eventos, como degustação de cervejas artesanais, aulas de dança típica, performances culturais, competições esportivas (remo no rio Liffey!) e uma série de outras oficinas, tudo regado a muita Guinness, a cerveja inglesa (sim, inglesa) que protagoniza os copos dos que pulam felizes pela rua.

Aqui no Brasil, a festa ganhou espaço nos últimos anos, com o aumento da quantidade de pubs, especialmente nas grandes capitais. Para os que não curtem a cerveja mais amarga, é costume servirem o tal do chopp verde, além de uma trilha sonora tradicionalmente celta.

Não se importando de pagar 20 reais em um pint em um lugar lotado, a ida a um pub típico é diversão garantida.

Cerveja? Check. Roupa verde? Check. Trevos de três folhas? Check. Blasfêmia? Check!

publicado em 16 de Março de 2012, 12:04
Eduardoamuri

Eduardo Amuri

Autor do livro Dinheiro Sem Medo. Se interessa por nossa relação com o dinheiro e busca entender como a inteligência financeira pode ser utilizada para transformar nossas vidas. Além dos projetos relacionados à finanças, cuida também da gestão dO lugar.


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