[18+] Putaria, ação, surrealismo e a dilaceradora de pirocas

  • Nossos atuais Mecenas:
  • Selo dorel jpg
  • Vivara130x50 jpg

Um mundo onde picas aparecem por todos os lados, caralhos voadores, carnívoros, pestilentos. Grandes lábios, pequenos lábios, pelos pubianos selvagens e acalentadores.

O vídeo feito pela 1000dessins (Mrzyk & Moriceau) para música "G.I Jane" do Jackson and His Computer Band.

A música é uma delícia, dançante, mas o clipe é que faz jus a essa publicação. Uma linda aventureira escapa de pirocas o tempo todo, dilacerando glandes a torto e a direita, penetrando em vaginas gigantescas, mordedoras de falos colossais. Uma alucinação sexual exacerbada e divertidíssima de uma devoradora, caçadora nata.

Uma pena uma brincadeira gostosa dessa ser tachada de inapropriada, descabida, not safe for work (proibido no trabalho, manja?).

Link YouTube

Algumas leituras que podem explicar melhor o que quero dizer

Eu já comentei sobre a infelicidade de perceber que as pessoas ainda não sabem lidar com o nu no artigo "Bom dia Belladona e… bom dia, Alberto":

Eu ia colocar esse vídeo como mais um post daquela nossa série de “bom-dia” que entra toda segunda-feira no PapodeHomem. Mas logo que dei o play, me deparei com a seguinte pergunta: “pessoas pensam que eu quero chocá-las. Por que isso choca? Por que as minhas pinturas chocam?”
Daí que eu não soube responder. O primeiro quadro mostra um homem peladão com seu pau de fora e as mãos no rosto enquanto lençóis dançam com o vento atrás dele. Um pau desenhado choca? Uma baita de uma pintura bonita de se ficar bons minutos olhando e curtindo cada traço e uma rolazinha desenhada seria o alvo do meu asco e transformaria algo belo em profanação do bom gosto?
Ok, estou lidando com pintura e não com a imagem do nu propriamente dita. Só que a proposta é a mesma. O nu como imagem bela poderia voltar a ser algo não estranho para os seres humanos, não? Já deve estar mais que na hora de suprimir a culpa católica (que uso aqui, generalizando todas as religiões que fazem do sexo e, consequentemente, do nu, algo errado ou permeado de regras, situações e contra regras) que tanto suprimiu a liberdade e, mais, a naturalidade de se estar e de se ver o nu.

Se uma mulher pelada já causa celeuma, imaginemos homens pelados. A coisa se complica ainda mais, como dito pelo João Baldi no artigo "Nudez masculina: o mal-estar":

Com a nudez masculina a sistemática é claramente outra.
Uma interessante compilação que o Luciano me enviou mostra que imagens de caras pelados, seja uma bunda, um tórax ou – choque dos choques – um pênis, aparecem em contextos muito específicos, boa parte deles envolvendo séries de fantasia, gladiadores ou diretamente focadas no público gay. Mesmo nesses contextos, quase sempre numa proporção bem menor do que a boa e velha nudez feminina.
Ou seja, vivemos em um contexto no qual bundas e peitos de garotas aparecem em todos os lugares, mas para topar com a bunda de um cara sem estar assistindo a uma série gay, ela precisa vir acompanhada de um aprofundado contexto histórico ou se passar num universo onde também existem dragões.

E tudo isso em um mundo onde, bom mesmo, é o sexo sujo, o contato:

Por isso o sexo bom é o sexo sujo, suado. Saliva, mãos, os cheiros, o gemido que só chega ao ser tocado. Mostrar o pau quando ela quer ver é lindo. Mas a sensação estúpida só aparece ao ser tocado, ao sentir a mão envolvendo o pau. Não os dedos, a mão toda. O contato humano deve ser pleno, exacerbado. Quando a gente tem isso, não há cristo que nos faça desejar a castidade, não há sociedade que nos deixe com qualquer tanto de “puritanos”.
A gente não quer só gozar, a gente quer inteiro (e não pela metade)
Capture-d’écran-2013-09-21-à-16.30.55
jackson0
jackson2
jackson1
jackson3

Por mais clipes safados, mais  nus e mais sujeira.


publicado em 08 de Novembro de 2013, 22:00
13350456 1045223532179521 7682935491994185264 o

Jader Pires

É escritor e colunista do Papo de Homem. Escreve, a cada quinze dias, a coluna Do Amor. Tem dois livros publicados, o livro Do Amor e o Ela Prefere as Uvas Verdes, além de escrever histórias de verdade no Cartas de Amor, em que ele escreve um conto exclusivo pra você.


Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há mais de dez anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

Nossos atuais Mecenas: