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32 folks para os delírios das coisas reais de 2019

Virou tradição: final de ano tem Roberto Carlos na Rede Globo e playlist com os melhores folks no PdH

Cá estamos uma vez mais. 2016, 2018 e, agora, 2019. Em 2017, estava tão estafado mentalmente que não consegui energia suficiente para montar a playlist resumindo o que acontecera no folk naquele ano.

De toda forma, com uma terceira investida, começamos a construir uma tradição. Você já sabe: final de ano tem especial do Roberto Carlos na Globo e a listona de melhores folks do ano aqui no PdH.

Se não teve playlist em 2017, pago a dívida com juros e correção monetária. Foram 18 canções selecionadas em 2016 e 21 em 2018. Temos agora 32 canções para dar adeus a estes 365 dias.

Pois, por que diabos 32 músicas? Foi a quantidade necessária para termos pouco mais de 2 horas de música - a minha meta inicial. O recorte aqui publicado surge de uma lista inicial de 43 faixas. Com dor no coração, me coloquei a retirar o que poderia soar melancólico demais para essa porção de corações já tão maltratados pela realidade.

Os dinossauros ressurgiram para dar um passeio (Neil Young, Wilco e Bruce Springsteen) e mostraram estar bem longe da extinção. Este ano, eles não morrem. Do outro lado, os novinhos vieram já lançando as brabas: Big Thief, Weyes Blood e Michael Kiwanuka estão com toda justiça listados entre os melhores discos do ano. Você irá trombar com eles em diversos sites especializados em música.
 

Tim Bernardes e sua mistura entre MPB e Fleet Foxes.

As regras para formular a playlist seguem as mesmas dos anos anteriores: nada de repetir artistas. No entanto, há um asterisco adicionado à regra que eu mesmo criei. Explico: o Big Thief aparece duas vezes por ter lançado dois álbuns distintos tão bons e redondos que era impossível pinçar apenas uma canção entre eles. “Ah, mas e o Brasil?”. Calma, jovem. O Terno, Boogarins e Jair Naves fazem as honras da casa. 

Belchior sempre soube, o Jader Pires bem lembrou e eu me vejo obrigado em repetir: tem sido uma alucinação suportar o dia a dia. Que inventem um bunker onde não seja possível ser metralhado por notícias ruins o tempo todo. No desterro, outra novidade em minha vida, a música é mais do que nunca o antídoto para as pessoas cinzas normais. Ainda mais quando se passa a viver num "Pais Nublado" (gracias, Helado Negro). 

Começamos pelos números mais grudentos, vamos ao folk rock mais sujo (o pai do grunge ou, alguns podem dizer, o grunge em si) e a jornada se encerra com mais ambiência, espaços e silêncio.

Depois deste 2019 que vivemos, meu desejo é que 2020 inicie a derrocada para os profetas do terror. Até mesmo Belchior se assustaria ao vê-los dando as cartas por todos os lados. 

Play it cool, baby:


Nas próximas linhas, como de costume, falamos um tiquinho de cada som.

1. Big Thief - ‘Century’


Adrianne Lenker é a líder, a guitarrista solo, a letristas e a compositora do Big Thief. A banda, aliás, é bicampeã no meu Spotify como artista mais ouvido.

O ano de 2019 fez a banda alçar voos mais altos, ampliando seu público e passeando por festivais dos mais respeitados. “Century” é um excelente resumo do que eles são capazes: bateria recheada por contratempos, baixo usado como o instrumento solo da banda, carregado no groove e nos dedilhados, e guitarras e violões que fazem a cama para a voz de Adrianne fluir.

Gosto de como a vocalista e compositora constrói refrões que não parecem refrões. Eles surgem do nada, sem bridge, sem preparo. Apenas estão aí. Como disse, o Big Thief volta mais adiante por aqui.

2. Whitney - ‘Song for Ty’


“Forever Turned Around” é o segundo disco e o mais recente compilado de composições do Whitney. Entre as certezas vazias que criamos todos os dias, tenho uma que diz que qualquer banda que tenha um vocalista/baterista merece uma audição carinhosa. Nessa escala, merece o céu alguém que sustente falsetes poderosos como o Julien Ehrlich enquanto segura o ritmo da banda.

3. (Sandy) Alex G - ‘Southern Sky’


Outro carinha que sabe bem onde quer chegar. Alexander Giannascoli é a pessoa por trás do heterônimo, um seguidor não oficializado do sufjanstevensismo (Viu, Tite? Também arrisco-me aos neologismos). (Sandy) Alex G é daquela rara estirpe de folkistas que sabem compor no violão com a mesma qualidade que são capazes de moldar uma canção com milhões de sintetizadores. “House of Sugar”, o novo disco do (Sandy) Alex G, é um ótimo resumo dessa dicotomia computadores-acústico.

4. Khruangbin feat. Leon Bridges - ‘Texas Sun’


“Texas Sun” surgiu já em dezembro, pipocou no meu Spotify e na primeira ouvida já ganhou vaga na playlist. A faixa é uma colaboração entre os texanos Khruangbin e Leon Bridges. Antes de dar o play, jamais imaginaria o que viria, já que a banda trabalha em algo entre o progressivo e o psicodélico e Bridges faz sucesso com seu honesto revival do soul dos anos 1950 e 1960. E como deu certo a mistura de ambos. Pedir um disco de colaborações entre eles seria querer demais?

5. Luke Temple - ‘Empty Promises’


Sabe quando você ouve uma música e sai perturbando os amigos para compartilhar a “descoberta”. O link que meus amigos receberam foi o do Luke Temple. "Empty Promises" é um lindo sample do folknova (bossa nova + folk) recheado com sintetizadores. Se gostar desta, dê uma passadinha pela discografia do Luke em seus tempos de Here We Go Magic. É outra proposta, mas a banda e o Luke jogam uma bola redondinha juntos.

6. Michael Kiwanuka - ‘Light’


‘KIWANUKA’ é um discão. Que entrega boa, que suingue, que vozeirão sem defeitos. Em “Light”, o compositor inglês faz uma lindíssima junção de soul, gospel e folk coroado com o melhor arranjo de cordas que você poderia encontrar. É épica, é sentimental, é densa. Outros pontos muito altos do disco são “Hero”, “Living in Denial” e “You Ain’t The Problem”. Me lembrou o Tim Buckley em seus melhores momentos.

7. Kevin Morby - ‘Piss River’


Kevin Morby presta uma óbvia homenagem à fase gospel de Bob Dylan com o seu temático “Oh My God”. O disco traz um punhado de referências religiosas, ainda que sejam quase sempre dúvidas. Por aqui, Morby canta: I tried to pray, but I didn't know what to say/ So I just mumbled some names / I said, "I hope they're okay," then "amen"/ They were the names of my family and friends. Além de um coral maravilhoso, Morby conseguiu incluir uma harpa no arranjo de “Piss River”. Ela fica mais reconhecível no refrão.

8. Aldous Harding - ‘The Barrel’


Não sei o que gosto mais, se do dedilhado do violão ou do som abafado do baixo, quase que sofrendo para emitir qualquer nível mínimo de som. Com “Designer”, Aldous Harding foi parar nas listas de melhores do folk do ano. Pessoalmente, não creio que seja uma obra tão relevante assim, mas “The Barrel” cavou seu espaço na playlist com legitimidade.

9. Weyes Blood - ‘Andromeda’


Natalie Mering mostra ao mundo o que é o folk às portas dos anos 2020: sintetizadores dignos da new age oitentista se unem ao sempre digníssimo e clássico lap steel.  “Titanic Rising”, não sem motivos, foi muito comemorado pela imprensa indie e vai pipocar bem posicionado nas listas de melhores discos do ano por toda parte. É um pé no melhor do folk dos anos 1970, um eco de Joni Mitchell e um ouvido esperto no que gente como o Tame Impala anda fazendo. 

10. Devendra Banhart - ‘Kantori Ongaku’


Mezzo venezuelano e mezzo norte-americano, Devendra decidiu fazer um folk suingado que presta homenagem ao músico japonês Haruomi Hosono, um dos mais influentes e importantes para o cancioneiro pop do país do sol nascente. Tem coisa mais Devendra do que unir coisas tão díspares? O trabalho dos metais sendo respondidos pela slide guitar é o ponto alto.

11. Helado Negro - ‘Pais Nublado’


Roberto Carlos Lange, o Helado Negro, tem ganhado um merecido reconhecido da crítica por sua mistura entre pop, r’n’b e sua óbvia ascendência latino-americana. Aqui ele constrói o refrão-chiclete e canta em castellano e inglês, nos trazendo a pitada latina que precisamos em nossas vidas. O desafio é ouví-la e não sair cantarolando de imediato. O pop é folk. Ainda bem.

12. O Terno - ‘Eu vou’


Passamos do primeiro terço da playlist e é hora de abrir espaço ao Brasil. Afinal, se há boa música, precisa haver música brasileira. Com “<atrás/além>”, Tim Bernardes segue sua boa fase, uma vez mais abrindo a sacola cheia de referências à MPB setentista. Como em seu ótimo trabalho solo, Tim pega emprestado o frescor que o Fleet Foxes empregou ao folk da última década e mistura com a música popular brasileira. Em "Eu Vou", o habilidoso power trio Tim-Peixe-Gabriel Basile ganha a companhia de um lindíssimo arranjo de cordas. Não viu-os ao vivo? Pois, vá agora.

13. Boogarins - ‘Te Quero Longe’


Por que não incluir um folk psicodélico bem brasileiro? O Boogarins é, com toda justiça, uma das bandas brasileiras mais comemoradas pela crítica e com ótima projeção internacional. Tive o prazer de vê-los jogando fora de casa durante o SXSW 2019, em Austin, no Texas. Deu para entender porquê o Boogarins baixou por lá e mandou o Tim Maia (“E nunca mais voltou...”). Durante a apresentação, os fãs norte-americanos se arriscavam no português para não deixar o Dinho pirando sozinho. Ah, a barraquinha do Boogarins lá no Texas viu seus produtos sumirem em minutos. Sold out, amigos.

14. Jair Naves - ‘Veemente’


Jair Naves passa longe de ser um cara do folk, mas aqui ele brilha. Palmas para o trabalho de cordas, para a linha de baixo e para o violão. É uma daquelas canções que você sabe que uma versão simples, de apenas voz e violão, seguraria a peteca tranquilamente.

15. Vetiver - ‘To Who Knows Where’


É uma das minhas músicas favoritas em toda a playlist. Exatamente por ser o retrato de como uma boa composição não precisa de nada muito extravagante. O Vetiver tem se mantido consistente em sua linha de folk rock "puro sangue". Não há firulas nem vontade de mostrar que são donos de uma iluminação superior. Só peço que ouça com a devida atenção esse lindo riff de violão.

16. Cass McCombs - ‘Confidence Man’


O Cass McCombs tem algo que me lembra demais o rock de tiozão, aquele dad rock imortalizado por gente como o Dire Straits. O álbum lançado por Cass em 2019 (“Tip of the Sphere”) sabe muito bem abusar dos saxofones bregas da forma correta. Phil Collins ficaria orgulhoso dele. Do disco, indico ainda “Absentee” e o ensaio psicodélico “I Followed the River South to What”.

17. Bedouine - ‘Matters of the Heart’


A síria Azniv Korkejian fez do folk sua bandeira de vida. Som feito sob encomenda para quem ama Joni Mitchell e todas as demais divas da música do violão. O charme extra de Bedouine em "Matters of the Heart" fica por conta da voz que não faz nenhum esforço. 

18. Mac DeMarco - ‘All of our Yesterdays’


A faixa-título do álbum mais recente do hipster canadense é talvez o único ponto alto do trabalho. Desculpe, Mac. Mas esse não desceu. O violão dele é acompanhado pelas já tradicionais guitarras cheias de efeitos, naquele passeio no limite do brega. 

19. Faye Webster - ‘Kingston’


O lap steel come solto para ser acompanhado pelos metais no refrão grudento dessa beleza escrita por Faye Webster. O álbum ‘Atlanta Millionaires Club’ está circulando em algumas listas. É ótimo ver a tamanha qualidade com que Faye consegue misturar pop e folk em ‘Kingston’.

20. Andy Shauf - ‘Things I Do’


A meia-irmã de ‘Kingston’. É interessante ver como as duas faixas conversam em praticamente tudo. Outra vez, temos um arranjo de metais para rechear a levada. A maneira como foram gravados os metais me lembra aquele tradicional som criaado pelo afrobeat. O Andy Shauf é uma boa pedida para quem gosta do som do Paul McCartney logo após a separação dos Beatles.

21. Wilco - ‘Love is Everywhere (Beware)’


Óbvio que Nels Cline seria o dono do riff de guitarra de 2019. O Wilco chegou em um patamar em que eles já não se esforçam simplesmente por não precisarem. Os vários clássicos, os longos anos de estrada, a perfeita química ao vivo… Nada disso dá sinal nenhum de cansaço. Se “Ode to Joy” não é um clássico instantâneo, ele também passa longe de ser descartável. Como de costume, as canções ecoam melhor ao vivo, como sabe qualquer felizardo que já assistiu à melhor banda da história de Chicago tocando. 
 

22. Julia Jacklin - ‘Don’t Know How to Keep Loving You’


Começamos aqui a sequência "folk rock sujo". Aquele pezinho no grunge e o outro no pedal de distorção. A Julia Jacklin veio com o ótimo “Crushing”, muito bem resumido na canção acima. Nada de inventar a roda, só o bom e velho folk rock.

23. Will Johnson - ‘Cornelius’


Will Johnson é um protótipo de Levon Helm. Com longos serviços prestados ao folk, ele canta, toca bateria, banjo, guitarra e o que mais precisar. Foi parceiro do lendário Jason Molina, participou da coletânea “New Multitudes”, que deu vida à letras descobertas de Woody Guthrie, e segue fazendo boa música. Assim como Helm (Arkansas), Johnson (Missouri) também vêm daquele sul norte-americano dizimado pela pobreza e pelas chagas da segregação, marcas ainda tão dolorosamente abertas. A sofrência sai como em "Cornelius".

24. Big Thief - ‘Not’


Big Thief volta à lista com a canção do ano. "Not" tem a dose de desespero que muitos sentiram em 2019. Para alguns, essa energia é também essencial para conseguir levantar da cama todos os dias. Estrofe por estrofe, verso por verso, a tensão cresce na voz de Adrianne até que tudo explode em um barulhento e poluído solo de guitarra. Uma vez que a casa vem abaixo, ganhamos mais de dois minutos da necessária energia em forma de ruído. Li no Instagram de alguém: "o Big Thief é o Crazy Horse em sua encarnação lésbica". Fica a prova de que a comparação não é nada exagerada.

25. Neil Young & Crazy Horse - ‘Rainbow of Colors’


É claro que Neil Young & Crazy Horse poderiam deitar-se eternamente no berço esplêndido de quem fez tudo pelo folk. Mas a pedra filosofal da integridade que é o velho Neil jamais veria isso com bons olhos. Aos 74 anos, Neil segue motivado e comoventemente esperançoso. Na faixa acima, ele escreve sobre um mundo onde as pessoas sejam um "arco-íris de cores", referências às feridas raciais ainda abertas nos EUA: There's a rainbow of colors / In the old USA / No one's gonna whitewash / Those colors away. Sobra, claro, um tempinho para cutucar Donald Trump: When the people have spoken / And the walls are all gone.

26. Bruce Springsteen - ‘Hello Sunshine’


The Boss lançou “Western Stars” para render homenagens ao Oeste americano, temática que nunca foi seu alvo. Springsteen sempre focou suas canções no derretimento da classe média urbana norte-americana vítima do reaganismo e de uma economia que foi se transformando numa plutocracia. Com os ares já pesados demais, Bruce decidiu olhar para o lado bom das coisas. É impressionante como  a levada do violão lembra o arranjo de “Everybody’s Talkin’”, trilha do clássico “Midnight Cowboy”.

27. Leif Vollebekk - ‘Apalachee Plain’


Encaminhamo-nos ao final da playlist. Por isso, vai aí uma sequência mais mansa. Apesar do tema da canção, Vollebekk não é do sul dos Estados Unidos, mas outro bom representante do folk canandense. O artista surgiu como uma daquelas dicas certeiras que, vez por outra, os algoritmos do Spotify - ou de outros apps - nos dão.

 28. Mutual Benefit - ‘Diamond Day’


Seria difícil passar a lista toda aqui sem a benção de um banjo dedilhado. Jordan Lee, o homem por trás do Mutual Benefit, é quem mata a nossa sede. Para completar a festa, veste ainda sua canção com rabeca, violão e uma base de sintetizadores bastante cool. Curta, direta e certeira, “Diamond Day” dá uma boa medida da qualidade do artista.

29. Bonny Light Horseman - ‘Deep in Love’


Do contrário de vários outros gêneros, o folk sempre deu sorte com os tais "supergrupos". Claro, o CSNY continua sendo o principal deles. Mas com o passar dos anos, sempre surgem reuniões interessantes e que rendem bons frutos. O Bonny Light Horseman é um bom exemplo. Anais Mitchell somou forças com Eric D Johnson (Fruit Bats) e Josh Kaufman (The National, Craig Finn e Hiss Golden Messenger). 

30. Billie Marten - ‘Cartoon People’


Sempre guarde algo de bom para o final. "Cartoon People" pegou-me de primeira. Pela voz, pela guitarra com fuzz delicadamente usado para pontuar apenas algumas passagens da música. Palmas também para a gravação, que soa orgânica, deixando espaços para os instrumentos apresentarem-se soltos. Billie, não conhecia você, mas garanto que irei seguí-la com atenção pelos próximos anos.


31. Hovvdy - ‘1999’


Competiu com o Vetiver pelo prêmio de riff de violão mais bonito, gerando outro bom exemplo de menos é mais. Dá um trabalhão não atrapalhar a música, fazendo-a soar limpa. O mérito é todo do Hovvdy pela suavidade toda. No final da canção, pinta (o que parece ser) um bandolim, dando uma pitada de sal extra ao já saboroso instrumental de "1999".

32. Bon Iver - ‘Marion’


Justin Vernon é o Messi do folk. Ele pode até parecer desinteressado, passar minutos sem pegar na bola, mas dê o mínimo espaço e você vai pagar caro. “Ah, mas agora ele está tocando um monte de música experimental”. Pois, “Marion” poderia estar no disco de estreia do artista, o inesquecível "For Emma, Forverer Ago". Vernon volta ao violão e usa apenas alguns toques de metais e sintetizadores. É aquilo: cochilou, o Bon Iver aparece com uma obra-prima, metendo aquele golaço.

Curtiram? Deixe os comentários e seguimos o papo.

Agora é hora de botar o pijaminha em 2019 e mandá-lo dormir para sempre. 

Até 2020, folks.


publicado em 11 de Dezembro de 2019, 17:20
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Rafael Nardini

Torcedor de arquibancada, vegetariano e vive de escrever. Cobriu eleições, Olimpíadas e crê que Kendrick Lamar é o Bob Dylan da era 2010-2020.


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